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Chefs ministram oficinas gratuitas unindo cuscuz paulista à cozinha modernista

Aulas acontecem na Vila Itororó e exaltam a gastronomia como forma de arte, inclusão social e identidade da capital; a primeira oficina acontece neste domingo, dia 20

De Secretaria Especial de Comunicação

Chefs ligados à gastronomia social irão ministrar quatro oficinas gratuitas, com 20 vagas cada, unindo cuscuz paulista à cozinha modernista no dias 20 e 27 de março e 2 e 9 de abril, na Vila Itororó, Centro, às 11h. 

As inscrições para as oficinas de Gastronomia Modernista com foco no aproveitamento integral dos alimentos foram abertas na última quinta-feira (17). Uma parceria das secretarias municipais de Cultura (SMC) e de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo (SMDET), por meio do Observatório da Gastronomia, o evento homenageia o Centenário da Semana de Arte Moderna 22 destacando à gastronomia, exaltando-a como forma de arte e peça para construção da identidade culinária paulista e como forma de inclusão social.  Clique aqui e faça sua inscrição. 

Os chefs escolhidos foram Diego Santos, da Gastromotiva (20/03), Edson Leite, da Gastronomia Periférica (27/03), Tia Nice, com participação de seu filho Thiago Vinícius, da Agência Solano Trindade e do Restaurante Organicamente Rango (02/04), e Morena Leite, do Instituto Capim Santo (09/04). Os quatro profissionais estão ligados à gastronomia social e aspiram a inclusão social por meio do alimento, tendo a liberdade de criar a própria versão do cuscuz paulista.

É por ser um prato tipicamente paulista e constantemente reinventado que o cuscuz paulista foi eleito por Paulo Duarte, importante pensador que se debruçou sobre a constituição de uma culinária nacional e moderna: um prato verdadeiramente modernista. Para o escritor, tal prato seria aquele que pudesse ser reinventado por meio de técnicas modernas, o "esmerilhamento da técnica”, como defendia. Assim, inspirados pela teoria modernista da gastronomia, nossos chefs e restaurantes convidados apresentam versões clássicas e releituras.

Conheça os chefs:

Diego Santos

Especialista em gastronomia com graduação internacional pela Universidade de Ciências Gastronômicas na Itália, viajou por vários países para conhecer culturas gastronômicas e projetos sociais. Ainda no Brasil trabalhou por dez anos na cozinha onde exerceu todas as funções, desde pia até chefe executivo, coautor do livro A Arca do Gosto no Brasil, publicado pela editora Slow Food em 2017. Atua na área de Gastronomia Social, na Ong Gastromotiva, que utiliza a gastronomia como ferramenta de transformação social.

Edson Leite

É chef de cozinha, assistente e educador social, trabalhou em restaurantes importantes da Europa. No Brasil foi subchefe do Clube Pinheiros SP. É fundador e gestor da Gastronomia Periférica; finalista do Prêmio Jabuti em 2019 com o livro Porque eu criei a Gastronomia Periférica, quando foi jurado do mesmo Prêmio em 2021. Foi vencedor do Prêmio Gourmet 2020 e curador dos festivais Sabor da Quebrada, Dois Lados da Ponte e Chefs da Quebrada do Serviço Social do Comércio - Sesc.

Tia Nice

Chef de cozinha e líder comunitária, essas são as experiências profissionais de Cleunice Maria de Paula, mais conhecida como tia Nice. Ela é uma embaixadora da cozinha orgânica na região do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, onde comanda o Organicamente Rango. O primeiro contato de tia Nice com a cozinha também foi seu primeiro trabalho, aos 17 anos, em um restaurante no Itaim Bibi. Seu primeiro empreendimento, anos depois, foi um bar, em Ilha Comprida, no litoral sul paulista. Em 2016, voltou para a capital de São Paulo e começou a planejar e dar início ao que hoje é o restaurante Organicamente Rango, inaugurado em 2019. Com a pandemia, as ações do restaurante foram ressignificadas e a cozinha virou a base de doações de marmitas e cestas básicas. Ao longo de 2020 e 2021, foram mais de 25 mil marmitas distribuídas para famílias de diversas favelas da Zona Sul de São Paulo, além das mais de 13 mil cestas básicas entregues. Uma das bases e objetivos de tia Nice, por meio do Organicamente Rango, é oferecer alimentos orgânicos para a periferia a preços acessíveis. Ao fazer um curso de gastronomia no Senac - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, ela focou nos conhecimentos referentes à cozinha vegetariana e se encantou pelas plantas alimentícias não convencionais, que fazem parte do cardápio. Hoje, ela reveza seu tempo entre o restaurante e o sítio Baobá, no qual o cultivo da horta proporciona temperos e hortifrútis sem veneno para os pratos do restaurante.

Morena Leite

Morena Leite cresceu em Trancoso (BA) imersa nos aromas surpreendentes que emanavam da cozinha do restaurante da família, o Capim Santo. Aos 17 anos, ela trocou a famosa praia baiana por Paris para cursar a renomada escola francesa Le Cordon Bleu, onde se formou chef de cozinha e confeitaria. Com essa formação, ela encontrou a técnica para orientar um trabalho essencialmente emocional, que consiste em brincar com os sentidos, explorar sabores e revisitar pratos tradicionais.

Sua atuação está baseada no tripé: cozinha saudável com a técnica francesa e ingredientes brasileiros. Atualmente, comanda os restaurantes Capim Santo, localizado no Museu Casa Brasileira (MCB), do Buffet Capim Santo que realiza grandes eventos e jantares corporativos, e da Pousada em Trancoso. É também curadora de vários festivais de gastronomia pelo Brasil e em 2022 está à frente da Casa Alma em Trancoso junto com a Brentwood, onde recebe seus chefs convidados para jantares e palestras.

Em 2010 criou o Instituto Capim Santo, um centro de capacitação gastronômica para pessoas em vulnerabilidade. Escreveu oito livros de cozinha, onde mostra que o alimento também nutre culturalmente, geograficamente, historicamente, espiritualmente e musicalmente. Também apresentou uma temporada do Taste It!, no Glitz Channel e está no ar com o Programa Sons e Sabores do Canal fechado Saborearte da Band.

Sobre o Observatório da Gastronomia

O Observatório da Gastronomia da Prefeitura de São Paulo é um espaço de articulação direcionado ao fortalecimento da cadeia da alimentação e da gastronomia. Trabalhando em conjunto com todos aqueles que atuam nesse setor, o Observatório visa potencializar os aspectos ligados à economia, cultura, segurança alimentar e sustentabilidade.

Sua atuação acontece por meio de comitês temáticos, que têm o objetivo de unir a expertise dos diversos atores de forma a potencializar a busca por soluções no setor da alimentação.

Vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo conta com a participação de órgãos e instituições municipais, associações, cooperativas, ONGs, instituições de ensino, sindicatos, chefs de cozinha, bares, restaurantes, empresas do setor de alimentação e de distribuição, comida de rua e produtores agrícolas.

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