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Tecnologia define as vias que serão recapeadas pela Prefeitura

Mais de 1 mil profissionais trabalham diariamente para recapear as avenidas da capital. O serviço é feito nas madrugadas para não impactar o trânsito de São Paulo

De Secretaria Especial de Comunicação

As madrugadas da cidade de São Paulo estão mais movimentadas desde a última segunda-feira (20). Mais de 1 mil profissionais e 350 equipamentos trabalham todas as noites no programa de recapeamento da Prefeitura, que irá recuperar 5,8 milhões de metros quadrados de ruas e avenidas. É um investimento de, aproximadamente, R$ 1 bilhão, utilizando tecnologias para priorizar as vias que mais necessitam de recuperação, dar maior durabilidade ao asfalto e melhorar a mobilidade da população.

“É o maior programa de recapeamento da história da cidade, que utiliza modernas tecnologias e uma equipe de mais de 1 mil trabalhadores e 350 equipamentos como caminhões, rolos e caminhões-pipas distribuída por dez locais de diferentes regiões”, explicou o prefeito Ricardo Nunes, durante vistoria do serviço na avenida Washington Luiz. “Estamos melhorando as vias e gerando empregos e renda”, completou.

Conforme informações do prefeito, o programa teve início nesta semana e se encerrará no final de 2024 com 20 milhões de m² de vias recapeadas.

Sistema Gaia

A Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSub) mapeou a malha viária da cidade usando o Sistema Gaia, que identifica e classifica as vias paulistanas. “As maiores reclamações, em termos de zeladoria na cidade, são relacionadas ao asfalto. Por isso, fizemos o maior levantamento sobre condição, trepidação e qualidade do asfalto e se tornou base para que São Paulo tivesse informação precisa sobre o pavimento, com economia de recursos públicos e ganho de eficiência”, disse o secretário municipal das Subprefeituras, Alexandre Modonezi.

A cidade tem duas vezes o tamanho de Nova York e cabem sete Buenos Aires em km², informação precisa é eficiência de processo e economia de custo. Até 2017 a Prefeitura não tinha um cadastro detalhado sobre a condição da malha viária da capital. Implantado em 2019 pela SMSub, o sistema Gaia tirou dos escaninhos calhamaços de ordens de serviço e colocou São Paulo na era digital, com um levantamento em tempo real das condições das vias.

A importância desse levantamento aparece agora no maior programa de recapeamento da cidade. São Paulo tem 17 mil km de vias. São 196 milhões de metros quadrados, com o asfalto em condições diferentes. O Gaia identifica a qualidade e o conforto do pavimento pela ondulação do asfalto. E classifica o estado da rua em ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo.

O estudo proporciona que cada via paulistana receba o recapeamento que precisa, economizando recursos públicos. Onde o estudo do Gaia mostrou a situação ruim, o Pavscan, um scanner moderno, sinaliza o serviço que será realizado de acordo com o grau do desgaste. E um outro equipamento, o FWD, se soma no diagnóstico para identificar se há necessidade de reparos profundos.

O Gaia funciona numa parceria inédita com a sociedade civil: 108 veículos, entre táxis e aplicativos, mapeiam a cidade rodando nela. O sistema foi desenvolvido pela SMSub, em conjunto com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo

Na suspensão, um sensor envia a mensagem para uma caixa preta, que fica embaixo do banco do motorista. Uma câmera instalada no retrovisor faz o serviço de identificar o local percorrido pelo carro. A deformação do pavimento é imediatamente registrada numa central de requisições dentro da Secretaria das Subprefeituras da capital. Toda vez que a ondulação da via faz o carro trepidar, o solavanco é mapeado e classificado.

O novo modelo permite o acompanhamento mensal das ruas e avenidas, além de identificar mudanças que ocorreram com o passar do tempo, seja por desgaste do asfalto ou mesmo por obras de concessionárias. Essa supervisão inédita facilita que as vias recebam um recapeamento exclusivo, gerando um investimento mais eficaz, economia financeira e de material, e mais qualidade.

Mais sobre o Gaia

O Sistema possibilitou analisar a qualidade das vias e identificar o asfalto da cidade digitalmente pela primeira vez. Se antes esse serviço era feito por um funcionário munido de caneta e prancheta para anotações, passou a ser realizado em tempo real, através de dispositivos acoplados aos veículos, capazes de verificar as condições do asfalto e localizar possíveis irregularidades.

Trechos em situação ruim são analisados pelo Pavscan, equipamento que identifica o serviço que deverá ser realizado de acordo com o grau do desgaste, e, se necessário, pelo FWD- Falling Weight Deflectometer (Defletómetro de Afundamento de Asfalto), ferramenta responsável por identificar a necessidade de reparos profundos. Isso permite que as vias recebam um recapeamento exclusivo, gerando um investimento mais eficaz, economia financeira e de material, e mais qualidade.

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