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Saúde da capital amplia atendimento a povos indígenas em mais de 67%

Levantamento nas UBSs do município nos últimos quatro anos mostra que acompanhamento a pacientes que vivem nas aldeias e autodeclarados indígenas aumentou

De Secretaria Especial de Comunicação

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), registrou aumento de 67,12% no número de atendimentos a indígenas aldeados e autodeclarados na cidade de São Paulo. O levantamento considerou o período de 2019 até 2022, totalizando 184.398 consultas. Apenas no primeiro semestre deste ano, foram 22.747 atendimentos.

Os dados mostram que, em 2019, foram 30.756 acolhimentos, enquanto em 2020 foram 37.375. Já nos anos seguintes, 2021 e 2022, a rede atendeu 42.122 e 51.398 pessoas, respectivamente.

A coordenadora da Área Técnica dos Povos Indígenas da SMS, Catherine Russo Espinoza Degan, explica que as estratégias para facilitar o acesso ao atendimento envolvem ações integradas e personalizadas. “O olhar humanizado para o acolhimento da população indígena no município faz parte de uma série de medidas de promoção e cuidado à saúde. Pensamos as políticas de saúde de forma estratégica a fim de ampliar o acesso dessa população à rede municipal de forma personalizada e focada nas necessidades específicas desse público”.


Rede especializada
O atendimento, além de ser realizado em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade, é oferecido em outras duas unidades exclusivas: UBSs Indígenas (UBSIs) Vera Poty/Krukutu, que atende uma população estimada em 1.370 aldeados na zona sul, e Aldeia Jaraguá – Kwarãy Djekupe, referência para 754 aldeados na zona norte da capital.

O diferencial, de acordo com Catherine, fica por conta do trabalho de médicos e enfermeiros, especializados em saúde indígena, e a participação ativa dos povos indígenas. “Esse contato dos profissionais de saúde com as lideranças indígenas proporciona uma maior interação com a comunidade, o que nos permite oferecer atendimento integral, resolutivo e equânime.”

Prova disso são as rodas de conversa com a temática LGBQIAPM+, que ocorre toda semana com jovens da Aldeia Jaraguá, uma forma oferecer apoio e acolhimento a esse público. “Acho muito importante esses encontros, porque nos sentimos seguros, temos apoio e aprendemos a reconhecer o que somos e, acima de tudo, nos aceitar. Nesses encontros, nós nos fortalecemos e isso nos traz muito conforto”, relata Gabriel Augusto Wera Popygua, de 17 anos, da aldeia Jaraguá.

 

Dia Internacional dos Povos Indígenas
A SMS realizou nesta quarta-feira (9), diversas ações culturais típicas e de promoção à saúde para crianças, adultos e idosos indígenas da etnia Guarani das comunidades Tenondé Porã, Krukutu, no extremo sul da capital, e Jaraguá, na zona norte. A iniciativa visa integrar os hábitos culturais na discussão e na prática de promoção à saúde em alusão ao Dia Internacional dos Povos Indígenas.


Ações
UBSI Aldeia Jaraguá
Ações da semana
Quinta-feira (8h30): contação de histórias indígenas, no Parque Estadual do Pico do Jaraguá
Sexta-feira (10h): roda de conversa com jovens LGBQIAPM+, na UBSI Jaraguá

Indígenas na capital
Atualmente, vivem na cidade de São Paulo 19.777 pessoas autodeclaradas indígenas, de acordo com o Censo 2022. Destas, cerca de 2 mil estão em aldeias demarcadas nos bairros do Jaraguá, na zona norte, e Parelheiros, na zona sul, e as demais em contexto urbano.

Na cidade existem duas terras indígenas de etnia Guarani: a Jaraguá, com as aldeias Pyau, Itakupe, Yvy Porã, Ita Endy, Ita Vera e Ytu, na zona norte, onde vivem quase 800 pessoas; e a terra indígena Tenondé Porã, na zona sul, com oito aldeias (Tenonde Porã, Krukutu, Guyrapaju, Kalipety, Yrexakã, Kuaray Rexakã, Tape Mmir e Tekoa Porã), com pouco mais de 1.400 pessoas.

 

SECOM - Prefeitura da Cidade de São Paulo
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