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São Paulo comemora 467 anos sendo gigante também na Educação

Maior não só em população, capital paulista supera números de grandes cidades e até empresas

De Secretaria Especial de Comunicação

Nesta segunda-feira (25) a cidade de São Paulo comemora 467 anos sendo a maior cidade do Brasil e uma das maiores do mundo. Alguns dados mostram que, além disso, a capital paulista possui uma das maiores redes de ensino do mundo, uma organização que é quase uma cidade sozinha. Maior que muitos países (81 com exatidão). A Secretaria Municipal de Educação, com seus mais de 1 milhão de alunos e cerca de 80 mil professores só da rede direta possui uma comunidade maior que Bahamas, Islândia e muitos outros países e territórios internacionais.

Se SME fosse uma cidade seria a 15° maior cidade do Brasil, maior do que algumas capitais, como São Luiz e Maceió, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No estado a Pasta só seria menor que Guarulhos e Campinas, além de São Paulo, a maior de todas.

Outros dados da rede municipal de educação que surpreendem são os operacionais. Para garantir a alimentação diária dos mais de 1 milhão de estudantes, em dias sem pandemia a Pasta prepara e serve cerca de 2,5 milhões de refeições todos os dias, de segunda a sexta-feira. Numa conta simples, são cerca de 50 milhões de refeições servidas mensalmente. Para fins de comparação, uma das startups de entrega de comida mais conhecidas realizou 44,6 milhões de pedidos em agosto de 2020. Isso com dados inflados em 45% devido a pandemia, os números de março do ano passado são de 30,6 milhões. Os dados foram divulgados pelo Estadão.

Para transportar os estudantes matriculados em uma distância superior a 2 km de sua residência, SME conta com 2673 condutores no Transporte Escolar Gratuito. Esse número é 42% maior do que a frota de transporte público registrada entre março e junho no Rio de Janeiro, a 2° maior cidade do país.

A Prefeitura também emprega mais do que qualquer empresa no Brasil. São mais de 80 mil educadores concursados, no Brasil, a liderança do ranking é de uma empresa de call center, que reunia em fevereiro 73.822 funcionários. O número de educadores da rede não cabe no Pacaembu e em nenhum estádio da capital, é maior, inclusive, do que o da educação pública de Nova Iorque.

 

Mais números

Com uma rede tão grande em uma cidade tão grande e diversa, a Secretaria Municipal de Educação mantém uma política pública de continuidade das ações, iniciada com o currículo da cidade, alinhada com a formação constante dos professores e a criação do Índice Paulistano de Desenvolvimento da Educação. A Pasta foi pioneira ao criar um currículo próprio e inaugurou no último ano o seu próprio Centro de Formação de Professores (CEFORP), objetivando que a educação de qualidade chegue nos quatro cantos dessa cidade.

A evolução é palpável, as 554 unidades de ensino da rede pública de São Paulo conseguiram evoluir positivamente no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), por esse motivo, a cidade registrou o maior crescimento entre as capitais, ampliando sua nota em 14%, saindo de 4,2 para 4,8, em apenas dois anos.

 

Um pouco mais de história

Documentos no Arquivo Histórico Municipal (AHM) de São Paulo apontam que em 1891, antes mesmo de existir uma secretaria voltada às questões da educação, foram criadas as quatro primeiras escolas municipais de São Paulo. Escolas noturnas e dedicadas a operários e aprendizes que durante o dia não tinham oportunidade de estudar. Eram elas: Escola Municipal do Arouche, da Sé, do Brás e da Luz.

Já nos anos 30, foram criados os três primeiros Parques Infantis de São Paulo – o Dom Pedro II, Ipiranga e Lapa. À época, o célebre escritor Mário de Andrade era diretor do Departamento de Cultura, da Secretaria de Cultura e da Higiene da cidade e foi um dos idealizadores deste modelo de atendimento às crianças na capital. Ele ocupou esta função entre 1935 e 1938.

 

Em 1947, um Decreto-Lei institui a Secretaria de Educação e Cultura. Na década de 50 o órgão passou a criar escolas dedicadas ao antigo ensino primário, dividindo a responsabilidade com o governo do Estado. Só em 1975, a SME constituiu-se como uma secretaria independente.

Interessados podem conhecer mais detalhes sobre a história da Rede Municipal de Ensino a partir de dois acervos:

Memorial da Educação Municipal (MEM) – narra a história da Educação paulistana através de acervos: audiovisual, fotográfico, tridimensional e de artes gráficas. Confira a visita monitorada que a Amanda, estagiária de Jornalismo da SME, realizou para descobrir algumas das curiosidades do MEM, em 2017. Assista ao vídeo da visita monitorada.
Informações: smecopedmemorialeducacao@sme.prefeitura.sp.gov.br

Memória Documental (MD) – acervo com cerca de quatro mil e quinhentos documentos técnicos que registra e reconta, com diferentes detalhes, a história da Educação da Cidade de São Paulo desde a década de 30 até os dias atuais. Assista ao vídeo sobre MD.
Informações: smecopedmemoriadocumental@sme.prefeitura.sp.gov.br

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