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Prefeitura usa tecnologia avançada nas intervenções do programa de recapeamento

Prefeito Ricardo Nunes acompanhou o uso do FWD, equipamento que diagnostica se há danos estruturais sem precisar abrir valas nas ruas, em ação na avenida São João, nesta terça-feira (19)

De Secretaria Especial de Comunicação

Um mês após o início do maior programa de recapeamento da cidade de São Paulo, o prefeito Ricardo Nunes acompanhou nesta terça-feira (19), na avenida São João, região central da capital, os trabalhos da Secretaria das Subprefeituras com o uso do FWD, equipamento de alta precisão. Para esta ação de asfaltamento, a Prefeitura investirá R$ 2,5 bilhões até 2024.

“A gente está fazendo o maior programa de recapeamento da história da cidade de São Paulo. O programa, nessa primeira etapa, terá um investimento de R$ 1 bilhão e vamos fazer 5,8 milhões de metros quadrados de recape. Mas não é só fazer o recape. Estamos usando a tecnologia e, com isso, teremos uma maior durabilidade, economia dos recursos públicos e uma qualidade melhor do asfalto”, destacou o prefeito Ricardo Nunes.

O FWD é usado nas pistas dos principais aeroportos do país dada a precisão que tem em identificar problemas. É composto basicamente por um trailer com “duplo” eixo de rodagem simples, favorecendo a plena distribuição e estabilização da carga total do FWD sobre o revestimento. Ele apresenta o seguinte princípio de fundamento: um conjunto de pesos é solto em queda livre sobre uma plataforma com amortecedores de borracha e a carga de impacto é transferida para o pavimento por meio de uma placa de carregamento.

O padrão de carga utilizada para rodovias, de acordo com as normas brasileiras, é de 41 KN, podendo ser alterado a critério do cliente, enquanto a faixa de carga do FWD é de 7 a 150 KN, ou seja, pista simples, tráfego leve a pesado e, ainda, pista de aeródromos e de aeroportos internacionais, onde pousam desde Boeing 747 a Airbus A380. Quando submetido a um pulso de carga, o pavimento deforma e uma bacia de deflexão é delineada, e estudada.

As deformações são registradas pelos 14 geofones posicionados em distâncias regulares e padronizadas por norma, os registros são armazenados instantaneamente no HD do equipamento. Essas deformações recuperáveis são chamadas de deflexões, que são analisadas para o melhor serviço nos locais.

O estudo com o uso do FWD é a última etapa para o planejamento da obra de recape. A avenida Ipiranga é uma das vias que integram o programa de recapeamento. O trecho previsto tem uma extensão de 2650 metros e fica entre a Avenida Cásper Líbero e a rua da Consolação.

Programa de recapeamento

O programa de recapeamento teve início há um mês na cidade de São Paulo e irá recuperar 5,8 milhões de metros quadrados da malha viária da capital. Nesse programa, as primeiras vias que recebem o asfalto são as usadas pelo transporte coletivo e tem trânsito pesado, entre outros quesitos. Ao todo, 82 vias vão ser contempladas nas 32 subprefeituras.

Outros programas ainda se somam ao programa de recapeamento em curso. Ao todo, até 2024, 20 milhões de metros quadrados receberão recape, micropavimentação ou a manutenção de pavimento rígido.

Novos recursos tecnológicos

O Sistema Gaia, desenvolvido em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), substitui o modelo que era seguido aqui na capital para inspeção das condições do asfalto através de dispositivos acoplados em 108 carros de aplicativos e táxis parceiros, que são capazes de verificar as condições do pavimento e localizar possíveis irregularidades.

O levantamento gera dados que possibilitam o recapeamento, segundo a necessidade de cada via e uma maior otimização dos recursos públicos. Se o Sistema Gaia mostrar, por exemplo, que as condições do asfalto são ruins ou péssimas, outros dois equipamentos são usados para medir a ondulação e definir se é um problema estrutural ou superficial.

O monitoramento da condição da camada superficial das vias ocorre por meio de escaneamento da superfície do pavimento, realizado pelo PavScan – Pavement Scanner, que gera imagens em 3D da camada superficial do revestimento asfáltico, permitindo a avaliação das imperfeições e desgastes.

“O PavScan detecta todas as patologias como trincas, guias e sarjetas danificadas. A imagem capturada vai para o computador e aí a gente já começa a dimensionar as patologias”, esclareceu a engenheira chefe do Programa de Conservação e Manutenção da Malha Viária da cidade, Kerolaynny Brenda Pinto Maia.

Já a avaliação das condições estruturais é por meio do equipamento FWD - Falling Weight Deflectometer (usado em pistas de aeroportos), que permite a identificação da existência ou não das chamadas “bacias de deflexão” no pavimento. Quando constatadas, há necessidade de reparo profundo.

Com a utilização dessas três tecnologias (Pavscan+ FWD+ Sistema Gaia), é possível determinar com maior precisão as soluções necessárias para o pavimento das vias, tanto qualitativa como quantitativamente, sendo possível ainda, conferir maior eficiência aos recursos financeiros dispendidos, com mais economia financeira e de materiais, e mais qualidade. Ao final das execuções, isso pode ser verificado de forma bastante perceptível.

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