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Atendimento de saúde mental on-line será mantido após o fim da pandemia

Novo modelo é realizado por Unidades Básicas de Saúde, Centros de Convivência e Cooperativa e os Centros de Atenção Psicossocial. Profissionais já realizaram 163.410 teleatendimentos

De Secretaria Especial de Comunicação

O serviço de saúde mental on-line e por teleatendimento, implementado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) em março do ano passado para dar suporte de forma remota aos pacientes, será mantido, mesmo após o fim da pandemia da Covid-19, por ter sido bem avaliado pelo público e pelos profissionais.

Entre março 2020 e setembro deste ano, 1.246 profissionais psicólogos e psiquiatras de Centros de Convivência e Cooperativa (Ceccos), Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) já realizaram, ao todo, 163.410 teleatendimentos.

O estudante de gestão em saúde Wellyngton Jonatas Vilela, 39 anos, é um dos pacientes que recebe atendimento a distância. Ele lida com a esquizofrenia desde seus 25 anos, quando começou o acompanhamento no Caps. “Eu cheguei a passar por um hospital psiquiátrico. Hoje, no Caps III de São Mateus estou medicado e muito bem assistido. Claro que o atendimento a distância tem seu lado positivo e negativo, mas substituiu à altura. A conversa é muito agradável e satisfatória. A hora que eu preciso, eles entram em contato, a gente conversa e me sinto muito melhor. Sou muito bem acolhido, semanalmente ou a cada 15 dias”, conta Wellyngton.

De acordo com Fábio Dante Rinaldi, psicólogo da Caps Adulto III São Mateus, que também atende Wellyngton, a qualidade do atendimento não foi comprometida e acabou se multiplicando. “Com alguns pacientes falamos mais vezes do que faríamos presencialmente, pela facilidade do contato. Cheguei a atender três ou quatro dias por semana pacientes que só atenderia na unidade uma vez, por exemplo, além de conseguirmos intermediar conflitos com a família. Também ajudamos o paciente a fazer uma inserção no mundo digital. Vamos tentando explorar essa nova habilidade, dando dicas de como interagir online, ampliar o conhecimento, entrar em redes sociais, escrever blogs, entre outros”, relata.

Segundo ele, para que esse novo modelo de atendimento fosse possível, uma adaptação foi necessária. “A rotina do Caps era muito olho no olho, no compartilhar; quando a gente não pôde mais trabalhar assim, em grupos, tivemos que nos reinventar. Começamos por telefone, depois videochamada e lives nas redes sociais”, explica Fábio.

Outra paciente que tem se beneficiado do atendimento remoto é Rosemeire Xavier Pereira, 33, atendente do canal de emergência 190. Ela complementa o tratamento recebido no Caps III São Mateus, administrado pela Associação Pe. Moreira, com as ligações desde março deste ano. Após ser encaminhada pelo Hospital Municipal Dr. Benedicto Montenegro, no Jardim Iva, referência em psiquiatria, onde ficou internada por surto psicótico atribuído à separação e violência doméstica, ela intercala as consultas de psiquiatria e psicologia entre o atendimento presencial e por telefone, uma vez por semana. “Além de ser um apoio a mais e muito bom, é também cômodo e prático, principalmente porque trabalho fora. Inclusive pelo vale-transporte e encaixe de horários”, explica.

O serviço de saúde mental a distância contempla todas as regiões da capital. Para ser atendido, é necessário que o munícipe tenha ao menos um atendimento presencial prévio em um dos locais citados.

 

 

 

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