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Treze parques públicos são fechados por precaução

Decisão foi tomada após a morte de um macaco Bugio no Parque Estadual do Horto pelo vírus da Febre Amarela. Doença é transmitida por mosquitos

De Secretaria Especial de Comunicação

A Prefeitura de São Paulo suspendeu por tempo indeterminado a visitação pública em 13 parques municipais localizados na Zona Norte da cidade como medida preventiva. A decisão foi tomada após primatas serem encontrados mortos na região. O corpo de um macaco Bugio-ruivo (Alouatta clamitans), encontrado no Parque Estadual do Horto, passou por exames sorológico e histoquímico e foi constatada a presença do vírus da Febre Amarela. É importante ressaltar que os macacos não transmitem a doença para humanos.

Foram fechados para visitação os seguintes parques municipais:

Parque Anhanguera: Av. Fortunata Tadiello Natucci - 1000, Perus
Parque Cidade de Toronto: Avenida Cardeal Motta, 84 - Pirituba
Parque Jacintho Alberto: Rua Talófitos, 16 - Pirituba
Parque Jardim Felicidade:
Rua Laudelino Vieira de Campos, 265
Parque Linear Canivete:
Av. Dep. Cantídio Sampaio e Av. Hugo Ítalo Merigo – Jardim Damasceno
Parque Linear Córrego do Bispo (em implantação): Av. Gal. Penha Brasil, esquina com rua Gervásio Leite Rebelo, ao longo do Córrego do Bispo - Jardim Peri
Parque Lions Clube Tucuruvi: Rua Alcindo Bueno de Assis, altura do nº 500
Parque Pinheirinho D’Água: Estrada de Taipas, s/nº - Jaraguá
Parque Rodrigo de Gásperi: Avenida Miguel de Castro, 321 – Vila Zati
Parque São Domingos: Rua Pedro Sernagiotti, 125
Parque Sena: Rua Sena, 349 – Palmas do Tremembé
Parque Senhor do Vale: Rua Blas Parera, 487
Parque Tenente Brigadeiro Faria Lima: Rua Heróis da Feb, 322 – Parque Novo Mundo

Os parques lineares não possuem delimitação física, motivo pelo qual é feita a recomendação de não visitação. O Córrego do Bispo se encontra em fase de implantação.

Três parques já estavam fechados desde a última terça-feira (24). A decisão de ampliar a restrição para outros dez se deu após um primata da espécie sagui (Callithrix sp) ter sido encontrado morto. Apesar de ainda ser necessário o resultado do exame histoquímico para atestar a doença Febre Amarela, a SVMA já adotou a medida de fechamento por precaução.

Macacos não transmitem a febre amarela

Assim como as pessoas, os primatas são vítimas dos mosquitos Haemagogus e Sabethes, encontrados na zona de mata, que costumam circular em copas de árvores, local de repouso preferido dos primatas. Quando eles são infectados e chegam a morrer, indicando que existe a circulação do vírus no local.

“O ataque do mosquito à fauna é um alerta para podermos conter o avanço da doença e evitar que ela chegue ao ser humano. Os primatas atingidos são apenas vítimas da doença, pois não a transmitem ao homem. Pedimos que a população nos informe a presença de animais doentes ou mortos e jamais mate nossos animais!”, afirmou Juliana Summa, diretora da Divisão de Fauna Silvestre da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

Os primatas da cidade estão sendo monitorados e notificados pela Divisão de Fauna (DEPAVE-3) da Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA), responsável pela saúde dos animais silvestres do município. O órgão também monitora o estado de saúde dos animais entregues ao Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres (CeMaCAS). Lá, eles são submetidos a exame clínico e coleta para sorologia de Febre Amarela. Esse material é enviado ao Instituto Adolfo Lutz.

Uma vez encontrados animais nessas condições em determinada região, a Prefeitura deve tomar alguns cuidados preventivos. Os órgãos competentes de saúde do município e do estado desenvolvem ações específicas, como vacinação da população local e combate à proliferação dos mosquitos transmissores.

Os animais doentes ou mortos, se encontrados pela população, são um referencial importante para a saúde pública e devem ser notificados. O vilão da doença ainda é o mosquito. Portanto, não ataque os primatas infectados e ajude a controlar as doenças.

Quem encontrar um animal silvestre sendo maltratado pode denunciar pelos telefones 3885-6669 ou 153 (Guarda Civil Ambiental). Os mesmos telefones podem ser acionados para reportar animais silvestres mortos.

Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres

O Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres (CeMaCAS), que fica dentro do Parque Anhanguera, também está fechado por tempo indeterminado para o recebimento de animais silvestres trazidos por munícipes (indivíduos em perigo ou doentes).

A Divisão de Fauna da SVMA receberá os animais silvestres trazidos por munícipes na unidade do Parque Ibirapuera, localizada na Av. IV Centenário, 1268, portão 7A, de segunda a sexta, das 8h às 16h. 

O telefone é (11) 3885-6669.

Vacinação
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo, por sua vez, está realizando vacinação preventiva em 37 Unidades Básicas de Saúde (UBS). Até o dia 24, foram vacinadas 63.679 pessoas, consumindo 38.684 doses no Distrito Anhanguera - onde a vacinação preventiva começou em 11 de setembro; outras 24.995 pessoas na região do Horto Florestal e Parque Estadual da Cantareira já foram imunizadas.

A dose não está indicada para gestantes, mulheres em aleitamento, crianças com até 6 meses e pessoas imunodeprimidas, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (portadores de Lúpus, por exemplo). Em caso de dúvida, é importante consultar o médico.

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