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FEBRE AMARELA

Secretaria Municipal da Saúde faz ações para intensificar vacinação nas zonas Norte e Leste; saiba mais sobre a doença e se você precisa se vacinar

De Secretaria Especial de Comunicação

ATUALIZADO EM 16 DE NOVEMBRO

A Coordenação de Vigilância em Saúde (COVISA) informa que não há transmissão de febre amarela no município de São Paulo. Foram confirmadas, até agora, as mortes de três macacos devido à doença no Horto Florestal e no Parque Anhanguera, na Zona Norte de São Paulo. A Secretaria Municipal da Saúde/COVISA, em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde, vem realizando ações de intensificação da vacinação nestas regiões do município. Até o presente momento, não há notificação de caso humano de febre amarela, seja do tipo silvestre ou urbana, adquirida na capital paulista.

Todos os casos relatados no Brasil são de febre amarela silvestre, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, só encontrados em lugares de mata. A febre amarela urbana (que envolve o homem e tem como vetor potencial para transmissão o Aedes aegypti) não circula no país desde 1942.

Vacinação

No feriado de quarta-feira (15), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vacinou 7.684 pessoas nos bairros Jardim Francisco e Piratininga, localizados no entorno do Parque Ecológico do Tietê.  A estimativa é vacinar 11 mil moradores da região.

Aqueles que não conseguiram tomar a dose contra a febre amarela na ação de quarta poderão comparecer à UBS Jardim São Francisco, na rua Juriti Piranga, 195, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, até o dia 30 de novembro. Até o fim deste mês, os moradores desta região também poderão se vacinar aos sábados, na AMA/UBS Cangaíba, que fica na avenida Cangaíba, 3722, das 7h às 19h.

A medida foi anunciada após exames laboratoriais confirmarem que um macaco morto no parque teve resultado positivo para febre amarela. O primata foi localizado em Cajamar, região metropolitana, e chegou doente ao Centro de Recuperação de Animais Silvestres do parque. Cabe ressaltar que o macaco permaneceu todo o tempo em uma sala de recuperação de animais, isolada por telas tipo mosquiteiras nas janelas, não havendo, portanto, circulação do animal nas dependências do parque. Além disso, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realiza monitoramento entomológico do parque desde abril deste ano e não foram encontrados os mosquitos Haemagogus e Sabethes, transmissores da febre amarela silvestre.

Os moradores da região do entorno dos parques do Horto, Cantareira e Anhanguera que ainda não se vacinaram contra a febre amarela poderão aproveitar o próximo sábado (18) para tomar a dose da vacina. Dezesseis postos de vacinação estarão abertos das 8h às 17h para atendimento ao público da zona Norte do município de São Paulo. Até quinta-feira (16), 892.072 pessoas receberam a dose contra a doença na região.

Participam da ação unidades da Vila Maria (AMA/UBS Integrada Vila Guilherme, Vila Medeiros e Jardim Brasil), Santana (AMA/UBS Integrada Lauzane Paulista e UBS Conjunto do IPESP), Jacanã/Tremembé (UBS Dr. José de Toledo Piza e Dona Mariquinha Sciascia), Cachoeirinha (UBS Vila Dionísia I e Vila Espanhola), Perus (AMA/UBS Integrada Parque Anhanguera e Perus), Freguesia/Brasilândia (AMA/UBS Integrada Jardim Ladeira Rosa e UBS Jardim Icaraí) e Pirituba (UBS Vila Pirituba e Domingos Mantelli, além de um posto volante no Jardim Rincão).

A campanha contra a febre amarela ganhou o reforço de quatro unidades nesta semana. A partir de quinta-feira (16), as UBS Chora Menino, Jardim Guanabara e Vila Progresso passaram a aplicar a dose contra a doença das 7h às 19h. Na sexta-feira (17), a UBS Vila Nivi será incluída na lista também com horário de atendimento ampliado. Com a atualização, a zona Norte conta agora com 58 postos de vacinação contra a febre amarela.

As unidades não funcionarão na segunda-feira (20), feriado do Dia da Consciência Negra e voltam a atender nos horários normais na terça-feira (21). A relação completa dos horários de atendimento por unidade pode ser conferida clicando aqui.

A coordenadora do programa municipal de imunização da capital, Maria Lígia Nerger, esclarece que os munícipes que já tomaram a vacina em alguma fase da vida não precisam de reforço. “Quem já tomou não precisa se vacinar novamente. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam apenas uma dose da vacina para prevenção contra a febre amarela: é o suficiente para proteger contra a doença.”

A vacinação seguirá até que todo o público-alvo esteja imunizado e as ações de rotina seguirão nas unidades que normalmente já realizam vacinação para a febre amarela: clique aqui

A dose não está indicada para gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e pessoas imunodeprimidas, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (portadores de Lúpus, por exemplo). Em caso de dúvida, é importante consultar o médico.

Parques fechados
A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) suspendeu a visitação pública em 13 parques do município, como medida preventiva após a morte do macaco.

É importante informar que o macaco não transmite a doença para humanos. Sua morte é o indicativo de que há circulação de vírus no local. “O ataque do mosquito à fauna é um alerta para podermos conter o avanço da doença e evitar que ela chegue ao ser humano. Os primatas atingidos são apenas vítimas da doença, pois não a transmitem ao homem. Pedimos que a população nos informe a presença de animais doentes ou mortos e jamais mate nossos animais”, afirmou Juliana Summa, diretora da Divisão de Fauna Silvestre da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

Ciclos da Febre Amarela
A Febre Amarela apresenta dois ciclos de transmissão epidemiologicamente distintos: a febre amarela silvestre (FAS), que ocorre em primatas não humanos (macacos) e os principais vetores transmissores são mosquitos silvestres (dos gêneros Haemagogus e Sabethes). O ser humano é contaminado acidentalmente, quando vai para áreas rurais ou silvestres que tem a circulação da febre amarela. O ciclo da Febre Amarela Urbana (FAU) envolve o homem e tem como vetor principal o Aedes aegypti. 

Desde 1942, o Brasil não registra casos de febre amarela urbana. Para que ela continue longe da população, é fundamental reforçar o combate ao mosquito, que também transmite dengue, chikungunya e zika vírus. A população pode ajudar, eliminando os locais que acumulam água e servem de criadouro para o mosquito, principalmente nas residências.

Sintomas da doença

Caso você tenha viajado para alguma área de risco de transmissão no Brasil ou para Cidades do Estado de São Paulo, fique atento. Os sintomas aparecem, geralmente, 3 a 6 dias após a picada do mosquito transmissor infectado, mas podem levar até 15 dias para ocorrerem.

  • febre de início súbito, calafrios;
  • dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral;
  • náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza;
  • icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos);
  • sangramentos. 

Cerca de 20-50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.

Importante: informe ao serviço de saúde se você viajou nos 15 dias anteriores ao início de sintomas e leve a sua carteira de vacina.

 

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