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Tem algum familiar desaparecido? A Divisão de Desaparecidos da Prefeitura pode te ajudar

O boletim de ocorrência é a primeira medida a ser feita em casos de desaparecimentos; para efetuar o registro não é necessário aguardar 24h

De Secretaria Especial de Comunicação

Você sabia que a Prefeitura de São Paulo tem uma Divisão de Desaparecidos? O trabalho é desenvolvido na Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) e consiste no cruzamento de dados dos serviços da rede pública, da Delegacia de Pessoas Desaparecidas e do Ministério Público, por meio do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID), para efetuar as buscas.

“A primeira orientação é efetuar o Boletim de Ocorrência. Não é necessário aguardar 24h, 48h ou 72h. A pessoa saiu da rotina normal dela eu já recomendo que seja feito o registro do desaparecimento”, destaca o coordenador da Divisão de Desaparecidos, Darko Hunter.

Caso não seja possível fazer o B. O. numa delegacia, o boletim pode ser feito via internet por meio do site www.ssp.sp.gov.br/nbo. Para efetuar o registro é necessário o fornecimento dos telefones de contato e um email para o recebimento do boletim eletrônico.  Após efetuar o boletim de ocorrência as pessoas interessadas no serviço ofertado pela Divisão de Desaparecidos devem contatar a divisão via WhatsApp (11 97549-9770), Facebook, ou preencher o formulário disponível no site da SMDHC.

Com o formulário em mãos, o departamento faz a checagem das informações e entra em contato com o solicitante e, em seguida, faz o cadastro de um alerta de desaparecimento nos serviços de acolhimento da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), além de verificar junto à Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e ao Instituto Médico Legal (IML) se há algum registro sobre essa pessoa. Após esse processo é feito um cartaz para divulgação no Facebook.

Segundo Darko, o reencontro é opcional. “Quando recebemos a informação que uma pessoa desaparecida está em um dos nossos serviços, a primeira orientação é que o serviço social entre em contato com essa pessoa, faça uma entrevista verificando se as informações estão corretas e se ela deseja um contato com o familiar. Caso ela opte por não encontrar o familiar, ela é encaminhada até a delegacia de pessoas desaparecidas onde ela informa que tem ciência do desaparecimento, porém não deseja esse contato com o familiar”, explica.

O departamento também possui uma articulação junto aos IMLs central e norte que faz uma relação com os corpos não reclamados. Com o cruzamento de dados como filiação e outras informações, a Divisão de Desaparecidos também faz a busca por familiares que possam ajudar o instituto no reconhecimento do corpo.

“Os casos que chegam até nós, em sua maioria, são relacionados a problemas de saúde mental, idosos que acabam se perdendo, dependentes químicos e conflitos familiares. A maior parte são homens com idade entre 25 e 69 anos e não há uma classe social. Qualquer um, rico ou pobre, pode desaparecer”, finaliza Hunter.

Atendimento na região da Luz

Devido à grande demanda de pessoas que percorrem as ruas na região da Luz em busca de informações sobre seus parentes desaparecidos, a Divisão de Desaparecidos conta com um posto avançado de atendimento dentro do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), na rua Mauá, nº 36 – próximo à Estação Júlio Prestes.

O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.


Links

Formulário de cadastramento da Divisão de Desaparecidos
Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos PLID MPSP
Cartilha de Enfrentamento ao Desaparecido

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Revitalização Pontos Viciados