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Prefeitura conclui serviço de limpeza da Ponte Estaiada

Com trabalho de nove alpinistas, operação tirou pichações dos mastros de 138 metros de altura

De Secretaria Especial de Comunicação

A Prefeitura de São Paulo finalizou nesta segunda-feira (16) o serviço de limpeza da Ponte Octavio Frias de Oliveira (Ponte Estaiada), cujo mastro de 138 metros estava pichado desde junho de 2016. Doações de empresas permitiram a limpeza e a instalação de um novo sistema de iluminação na ponte, que fica na Zona Sul de São Paulo.

O Consórcio Soma participou da operação de limpeza e doou os valores gastos para a Prefeitura. Além disso, o grupo de empresários Conexão Berrini contratou nove alpinistas, que realizaram a limpeza na parte mais alta do mastro – os custos também foram doados para a Prefeitura. A empresa Philips Lighting Brasil fez doações para a iluminação da ponte. O prefeito ressalta a importância para a capital de parcerias com as empresas e se coloca à disposição de outros representantes da iniciativa privada que desejarem contribuir com a cidade.

“Estamos comemorando o resgate da ponte Estaiada, que depois de um longo período pichada e mutilada, é entregue limpa para a cidade de São Paulo. E eu queria fazer um agradecimento às empresas que nos ajudaram com mão de obra e investimento. O esforço para essa recuperação foi coletivo. E a contrapartida que elas ganharam foi cidadania. Precisamos resgatar isso em São Paulo. E felizmente as empresas estão fazendo isso na cidade. Essa é uma boa notícia”, afirmou o prefeito João Doria.

Devido à complexidade do trabalho, os nove alpinistas profissionais foram treinados para realizar o serviço de zeladoria urbana. Acompanhados por um gerenciador da Secretaria Municipal de Serviços e Obras (SMSO), eles concentram o serviço de limpeza nos períodos noturnos, entre 23h e 7h, pelas condições climáticas e também para não atrapalhar o trânsito local.

Além da limpeza das quatro faces do mastro, o serviço de zeladoria também incluiu a limpeza dos guard-rails e dos pilares da ponte. A parte terrestre levou oito dias úteis para ser concluída e a parte dos alpinistas, 10 dias úteis.

Na limpeza da área terrestre, foram utilizados 280 mil litros de água de reuso e 65 litros de removedor especial. Já na limpeza superior, com ajuda dos alpinistas (4 no trabalho de limpeza, 2 no trabalho de resgate e 3 apoios), foram necessários 150 litros de removedor de tinta,100 litros de água raz, 80 quilos de estopa, 50 escovas de aço,1.500 metros de cordas, 200 mosquetões, 150 parabolts (parafusos de concreto), 150 chapeletas (peças que fixam os mosquetões), mais de 120 quilos de equipamentos viários, além de raspadores de tinta, espátulas, etc.

Além dos alpinistas e do técnico da SMSO, a limpeza da ponte contou com a colaboração de 25 trabalhadores entre ajudantes de serviços, técnicos de segurança, fiscais, motoristas e encarregados. Também foram utilizados 10 equipamentos.

O serviço nos mastros terminou na manhã do último domingo (15). Na tarde desta segunda-feira (16), a limpeza nos pilares, defensas internas e externas estavam em fase de finalização. 

Ponte Estaiada em 02 de janeiro, antes do serviço de zeladoria da Prefeitura de São Paulo 


Ponte Estaiada em 16 de janeiro, depois do serviço de zeladoria da Prefeitura de São Paulo


Iluminação
Já na primeira semana da atual gestão, a Prefeitura de São Paulo entregou o novo sistema de iluminação da Ponte Estaiada. Todo o cabeamento de iluminação da ponte e 15 lâmpadas de 1.000 watts da sua parte inferior foram substituídos. Na parte superior, foram instalados 114 projetores de LED de última geração, que foram doados pela empresa Philips Lighting Brasil.

O novo sistema de iluminação possibilita a reprodução de 16 mil combinações de cores, que poderão ser utilizadas em datas marcantes na cidade e em campanhas de conscientização. A ponte estava sem iluminação desde 2012, quando 94 projetores de LED foram roubados. 

Segurança
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana entregou na noite desta segunda-feira (16) uma câmera de monitoramento que foi restaurada. O equipamento havia sido quebrado em um ato de vandalismo, ocorrido na gestão passada.

O equipamento, que ficará no vértice da ponte, permite a visualização em 360º do local e conta com recurso de aproximação, com zoom de1 quilômetro. As imagens serão monitoradas por integrantes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) na Central de Monitoramento da Central de Telecomunicações (Cetel), com o objetivo de evitar atos de vandalismo, como pichações e furtos de fios elétricos.   

A intenção é que mais duas câmeras sejam instaladas no local, com o apoio de investidores privados. Os equipamentos terão um software de análise de imagens que possibilitará a captação de movimentos dentro de um espaço parametrizado. Assim que as três câmeras forem instaladas, a tendência é que o patrulhamento feito pelas viaturas fixas da GCM seja diminuído. Até lá, o patrulhamento será feito 24 horas por dia por duas viaturas da GCM. Cada viatura terá de dois a três guardas-civis.

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