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São Paulo tem 90% de cura do câncer infanto-juvenil

Identificação dos sintomas e diagnóstico precoce para o tratamento aumentam as chances de recuperação

De Secretaria Especial de Comunicação

A cidade de São Paulo tem 90% de cura do câncer infanto-juvenil, índice que supera as expectativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), de que cerca de 80% das crianças e adolescentes com câncer podem ser curados e retomar as suas vidas com qualidade.  Este resultado se deve ao empenho da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que investe na capacitação de profissionais e na disseminação de informações para que os sintomas sejam identificados o quanto antes e o tratamento comece.

No município, o diagnóstico de câncer é realizado em todos os equipamentos como Hospitais Dia, hospitais municipais e também nos dois centros oncológicos especializados em câncer infantojuvenil sob gestão municipal: A.C. Camargo e no Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc), este dedicado exclusivamente ao atendimento de crianças e adolescentes.

De acordo com o responsável pela área técnica de Oncologia da SMS, Luís Fernando Pracchia, são notificados aproximadamente 800 casos por ano na capital. São considerados cânceres infanto-juvenis aqueles que ocorrem entre zero e 17 anos de idade, sendo o mais comum no Brasil e no mundo, a leucemia linfoide aguda. O pico de incidência do câncer infantil é do zero aos sete anos. Dos oito aos 17 anos a incidência é menor.

Enquanto no adulto a minoria dos cânceres tem origem genética, nas crianças isso se dá entre 80 e 90% dos casos, sendo 20% destes hereditários. Segundo o Inca, diferentemente dos cânceres que acometem os adultos e que podem ser prevenidos com mudança de hábitos e de estilo de vida, o câncer infantil não sofre essa influência. “Na criança, a doença não está relacionada a nenhum fator de risco externo. Normalmente é uma alteração genética que a criança herdou do pai ou da mãe ou que ocorreu no corpo a partir de um erro do próprio organismo dela”, explica o especialista.

Tratamento
O tratamento para os cânceres infantis, assim como nos adultos, depende do tipo e do local onde se desenvolve no organismo. O tratamento geralmente é a cirurgia, seguida de quimioterapia e radioterapia.

“Os tumores das crianças tendem a ser mais agressivos, respondem muito bem à quimioterapia. Por exemplo, a leucemia linfoide aguda, que é o tumor mais comum, é tratada com quimioterapia com resultados excelentes”, disse Pracchia.

O índice de cura dos cânceres infantis no município de São Paulo, quando rapidamente diagnosticados, é parecido com o da Europa e dos Estados Unidos da América (EUA). “Aqui na cidade de São Paulo mais de 90% dos pacientes com doença não avançada são curados”, destaca o especialista em Oncologia da SMS.


Reconheça os sinais e sintomas
Para que a probabilidade de cura do câncer infantojuvenil seja alta, é importante que os profissionais da saúde e os pais e/ou responsáveis identifiquem os principais sintomas apontados pelo Inca:

- Nas leucemias, pela invasão da medula óssea por células anormais, a criança se torna mais sujeita a infecções, pode ficar pálida, ter sangramentos e sentir dores ósseas.

- No retinoblastoma, um sinal importante é o chamado "reflexo do olho do gato", embranquecimento da pupila quando exposta à luz. Pode se apresentar, também, por meio de fotofobia (sensibilidade exagerada à luz) ou estrabismo (olhar vesgo). Geralmente acomete crianças antes dos três anos. Atualmente, a pesquisa desse reflexo pode ser feita desde a fase de recém-nascido.

- Aumento do volume ou surgimento de massa no abdômen podem ser sintomas de tumor de Wilms (que afeta os rins) ou neuroblastoma.


- Tumores sólidos podem se manifestar pela formação de massa, visível ou não, e causar dor nos membros. Esse sintoma é frequente, por exemplo, no osteossarcoma (tumor no osso em crescimento), mais comum em adolescentes.

- Tumor de sistema nervoso central tem como sintomas dores de cabeça, vômitos, alterações motoras, alterações de comportamento e paralisia de nervos

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