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São Paulo quer zerar fila para creches até o fim deste ano com 66 mil novas vagas

Prefeito anunciou na manhã desta segunda-feira (2) um plano para atender a demanda informada pela gestão anterior, com ampliação dos convênios com organizações sociais e novas modalidades de parceria com a iniciativa privada

De Secretaria Especial de Comunicação

O prefeito João Doria anunciou na manhã desta segunda-feira (2) um plano para zerar a demanda por vagas em escolas para crianças com idades entre zero e três anos. De acordo com dados da última sexta-feira (30), encaminhados pela gestão anterior, a fila de alunos cadastrados para vagas em creches é de cerca de 66 mil em toda a capital paulista. O objetivo é implantar, no prazo de 12 meses, os equipamentos públicos necessários para suprir essa demanda.


O plano consiste em um conjunto de medidas como a ampliação dos convênios com organizações sociais para gestão das creches, além de parcerias com a iniciativa privada para doações ou manutenção de equipamentos por meio do Fundo Municipal do Direito da Criança e Adolescente. Outra inovação é que a Prefeitura poderá utilizar imóveis recebidos instituições financeiras, como agências bancárias fechadas, e adaptá-los respeitando os padrões técnicos adequados para receber as crianças.

Com a medida, o município não terá custos para a construção das novas creches, e o prazo para entrega dos equipamentos públicos será reduzido com o uso de imóveis prontos. “Todas as instituições financeiras do país, públicas ou privadas, estão se desmobilizando, diminuindo número de agências e abrindo mão de seus imóveis. O que pedimos é que destinem alguns desses imóveis para implantação de creches para a Prefeitura de São Paulo, em especial os imóveis maiores, que possam ser adaptados e ajustados, evidentemente”, afirmou Doria.

“É um conjunto de ações, e pensamos em um cardápio de possibilidades para estreitar as parcerias, desde as doações de terrenos ou imóveis de forma direta ou ainda utilizando o abatimento no imposto de renda. Para isso, vamos tornar mais transparentes o uso do Fundo Municipal do Direito da Criança e do Adolescente para que a população possa acompanhar”, disse o secretário municipal da Educação, Alexandre Schneider.

O prefeito anunciou ainda que irá aportar R$ 230 milhões do orçamento para o plano. “Não quero voltar ao passado, mas o projeto original implicava na construção física de espaços. Isso é mais difícil, demorado e custoso. A nossa proposta é a utilização de espaços já existentes e adaptá-los para que eles possam, em um curto período, serem utilizados como creches”, afirmou o prefeito.

 

Na média, seriam implantadas 550 unidades para 120 crianças cada, com convênios em prédios próprios, imóveis alugados ou mesmo nesses prédios adaptados. “Vamos montar um plano regionalizado de ação para diminuir a demanda nas áreas que mais precisam. A Prefeitura ainda irá divulgar esse plano para que a população possa contribuir e até ajudar a encontrar organizações sociais para colaborar com a cidade”, disse Schneider.

A maior demanda por vagas está na zona sul. “É preciso lembrar que essa é a demanda que foi passada pela gestão anterior, e os dados mostram a real capacidade de atendimento da Prefeitura, pois em dezembro, as matrículas para o ano seguinte já estão processadas. Como as crianças vão passando para os anos seguintes até o 9º ano do Ensino Fundamental, novas vagas abrem-se nesta época, por isso, são agora 66 mil crianças [aguardando vaga em creche]”, afirmou o secretário de Educação.

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