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Rede Municipal de Ensino recebe manual de gestão de resíduos orgânicos

Publicação incentiva reciclagem e redução do desperdício de alimentos, estimulando o aproveitamento dos resíduos gerados. Para elaborar o material, projeto contou com a participação de 18 escolas municipais

De Secretaria Especial de Comunicação

A Prefeitura de São Paulo lançou nesta terça-feira (18) o Manual para Gestão de Resíduos Orgânicos nas Escolas. A publicação conta orientações sobre a separação e reciclagem dos resíduos orgânicos para incentivar as escolas a reduzir não só o desperdício de alimentos, mas também diminuir as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), decorrentes da decomposição do material.

“É um projeto que agrega vários fatores, a parceria, a redução da emissão dos gases, o melhor tratamento do nosso resíduo sólido e a geração de cidadãos mais conscientes. Nas escolas, a gente não apenas forma o novo cidadão, mas também aproveita a oportunidade de levar para dentro das casas aqueles que vão ensinar os mais experientes de que forma a gente pode viver em sociedade, pensando nos recursos naturais que nós temos que deixar para os nossos filhos e netos”, afirmou o prefeito em exercício, Bruno Covas.

O manual é resultado de seis meses de pesquisas e atividades realizadas junto a 18 escolas municipais que já adotam iniciativas de compostagem ou possuem interesse em iniciá-las. Ele também mostra a importância das unidades escolares como educadoras e gestoras de seus próprios resíduos sólidos.

“A gente quer levar esta experiência para as mais de 1.500 escolas municipais. Não só a questão da compostagem, mas todo um processo de educação ambiental vigoroso para trabalhar as questões relativas ao meio ambiente e sustentabilidade, porque esse é o nosso papel. A gente quer que as crianças possam aprender inglês, matemática, português, mas a gente quer formar cidadãos e são esses os valores que temos na nossa rede, que precisamos preservar e levar adiante”, disse o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider. 

A publicação também apresenta casos exemplares de gestão dos resíduos orgânicos, como o da EMEI Dona Leopoldina, na Lapa, que tem 230 estudantes e gera cerca de 300 kg de resíduos orgânicos, que são tratados e transformados em composto para adubar a horta local.

“Enfrentar e vencer este desafio da gestão dos resíduos orgânicos é uma questão prioritária. Eu tenho certeza que esse projeto vai se espalhar pela cidade inteira. É o nosso sonho e eu tenho certeza que, com a ajuda de todos, iremos avançar e daqui a um tempo estaremos com um resultado muito grande, evitando que todo esse material vá para os aterros sanitários”, disse o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Gilberto Natalini.

Segundo estimativa da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), que coordenou o material, as escolas municipais paulistanas de ensino infantil, fundamental e médio geram cerca de 30 mil toneladas de resíduos orgânicos provenientes das 245,7 milhões de refeições servidas por ano aos estudantes. Se forem considerados ainda os resíduos gerados pela manutenção das áreas verdes e hortas (galhos, folhas e gramíneas),  que representam outras 15 mil toneladas, o total de resíduos orgânicos produzidos pelas escolas públicas municipais atinge 45 mil toneladas por ano, que seguem para os aterros sanitários.

Esse volume de resíduos orgânicos gerados nas escolas apresenta um grande potencial de aproveitamento e, por consequência, de redução de emissões de gases de efeito estufa. De acordo com a associação, se esses resíduos deixassem de ir para os aterros e fossem objeto de tratamento nas próprias escolas, cerca de 40 mil toneladas de CO2 equivalente deixariam de ser emitidas na atmosfera.

“Se a gente então trouxer essas 40 mil toneladas de CO2 equivalente por ano e comparar em um cenário nacional, somente as escolas municipais da cidade de São Paulo podem contribuir com 5% da meta nacional de redução das emissões de gases de efeito estufa. Somente as escolas municipais da cidade têm o potencial de contribuir com 4% da meta de redução de emissões do Estado de São Paulo para 2020”, destacou o diretor presidente da ABRELPE, Carlos Silva Filho.

Desenvolvido pela International Solid Waste Association (ISWA), uma organização não governamental e sem fins lucrativos, o manual foi publicado no âmbito da Coalizão pelo Clima e Ar Limpo - CCAC (Climate & Clean Air Coalition), que tem por objetivo prestar assistência técnica a municípios com vistas à redução de emissões de poluentes. 


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