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Proteja seu animal de estimação do estresse causado pelos fogos de artifício

O barulho das bombas incomoda os bichinhos, que têm a audição mais apurada que os humanos e sofrem com dor e medo

De Secretaria Especial de Comunicação

Fim de ano é uma época de muita alegria e comemoração, mas para os animais é um período de muita tensão e medo por causa dos fogos de artifício. Por causa do barulho, os bichinhos sofrem demais no período de festas. Eles sentem medo, dor e muitos ficam tão desesperados que até fogem ou se machucam ao sair correndo.

Quem gosta de animais de estimação sabe que as bombas são os piores inimigos. Animais que têm mais sensibilidade aos sons ficam incomodados, estressados e sentem até dor, como lembra a médica veterinária Ana Claudia, da Coordenadoria de Saúde e Proteção ao Animal Doméstico da cidade de São Paulo.

“Os animais ficam desesperados, muitas vezes saem correndo, batem nas paredes, se for uma porta de vidro, ele pode quebrar a porta, se machucar. Se ele tiver acesso à rua, não estiver contido, ele pode ir para a rua, ser atropelado, provocar um acidente. É um momento que precisa ter muito cuidado, prestar muita atenção ao comportamento desse animal. Se ele está mais estressado, se com a companhia dos tutores ele fica mais tranquilo, ou se precisa tomar alguma medida a mais”, explica a veterinária.

Quando se sentem amedrontados, os pets costumam demonstrar mudança de comportamento e os donos podem perceber isso. Eles costumam ficar mais acuados, se escondem embaixo de móvel, da mesa, do sofá ou ficam muito próximos do tutor ou da pessoa em quem ele mais confia. Outras atitudes são olhos arregalados e agitação incomum à rotina do animal.

Veja, abaixo, as dicas para proteger o seu animalzinho nestas festas.

Hotelzinho
Se os donos forem viajar, o ideal é que o animal vá junto. Mas se for o caso de deixá-lo num hotelzinho, que seja um local conhecido, onde o bichinho vai ter o apoio e o suporte. Muitas vezes, na hora dos fogos, eles podem sair correndo, ficar agitados e isso pode causar brigas. Outra dica é lembrar de deixar com o animal uma peça de roupa do dono, que ele reconheça o cheiro e fique com essa memória e levar os brinquedos que ele gosta. Isso dará pouco mais de tranquilidade e ajuda o animal a não se sentir tão distante da casa e da família.

Medidas de proteção
Cada animal tem o seu comportamento, então, é preciso verificar o que funciona melhor com cada um. Para alguns, colocar algodão no ouvido funciona, para outros não. No mercado existem modelos de coleiras, tipo peitoral, que os veterinários chamam de “abraço” e são mais aconchegantes. A proximidade do dono, do tutor, do amigo ou da pessoa mais próxima com quem ele tem mais afinidade, também costuma trazer um pouco mais de conforto.

Terapias
Algumas terapias também podem ajudar, como florais e homeopatia, mas para aderir a esses tratamentos é preciso consultar antes o veterinário de confiança. Mas para terem eficácia, esses tratamentos precisam começar com antecedência.

Fuga
Se por acaso o animal fugir, é importante que ele tenha o RGA, que é o Registro Geral Animal, e carregue na coleira uma plaqueta com o nome dele e um telefone de contato. A Coordenadoria de Saúde e Proteção ao Animal Doméstico da cidade de São Paulo atende pelo número 3397-8900. Se um animal fugir e for encontrado, a pessoa que o encontrou pode ligar e uma equipe preparada faz o resgate desse animal para o proprietário poder resgatá-lo o mais rápido possível.

 

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