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Projeto da Faixa Azul entra no quinto mês de operação com resultados positivos

Os sinistros envolvendo moto e veículos dentro e fora da faixa continuam baixos e a lentidão também vem diminuindo

De Secretaria Especial de Comunicação

O projeto piloto da Faixa Azul para motocicletas completa cinco meses de operação na avenida 23 de Maio, sentido Santana/Aeroporto, com resultados positivos: nenhuma morte envolvendo motos e a redução da lentidão em 21,8% no trecho. Além disso, a faixa azul permanece com o índice de utilização de cerca de 78% pelos motociclistas nos horários de pico.

A lentidão média reduziu 21,8% no período de maio/junho, frente a 14,4% em abril/maio, na comparação com os mesmos períodos em 2019, quando não havia a faixa azul.

Os sinistros envolvendo motos e autos apresentaram uma queda, porém ainda foram ocasionados pela falta do uso da seta e movimento brusco de troca de faixa.

Os sinistros envolvendo motos em junho foram:

- Fora do espaço da faixa azul: um sem vítima e um com vítima leve. Tanto o motorista quanto o motociclista não sinalizaram a troca de faixa e colidiram de leve.

- No espaço da faixa azul: dois sem vítimas e três com vítimas, gerando duas vítimas leves e uma grave, também ocasionados pelo não uso da sinalização de seta ou pelo movimento brusco de troca de faixa.

Os sinistros envolvendo motos em abril foram:

- Fora do espaço da faixa azul: três sem vítimas e três com vítimas leve. Os motoristas dos veículos não sinalizaram a mudança de faixa com a seta e colidiram de leve com as motocicletas.

- No espaço da faixa azul: dois sem vítimas e nove com vítimas, gerando duas vítimas graves e dez leves, também causados pelo não uso da sinalização de seta ou pelo movimento brusco de troca de faixa.

- Dois sinistros com vítima levadas ao hospital: um morador em situação de rua que foi atropelado (lembrando que a via não permite passagens de pedestres e o sinistro não tem relação à implantação da faixa azul); e um motociclista que bateu na traseira de um veículo ao mudar repentinamente de faixa.

Os sinistros envolvendo motos em março foram:

- Fora do espaço da faixa azul: quatro sem vítima e quatro vítima leve. Os motoristas dos veículos não sinalizaram a mudança de faixa com a seta e colidiram de leve com as motocicletas.

- No espaço da faixa azul: um sem vítima e um com vítima leve, também causados pelo não uso da sinalização de seta ou pelo movimento brusco de troca de faixa.

Os sinistros envolvendo motos em fevereiro foram:

- Fora do espaço da faixa azul: um sem vítima e um com vítima grave. Os motoristas dos veículos não sinalizaram a mudança de faixa com a seta e colidiram de leve com as motocicletas.

- No espaço da faixa azul: três sem vítima e um com vítima leve, também causados pelo não uso da sinalização de seta ou pelo movimento brusco de troca de faixa.

Os sinistros envolvendo motos em janeiro foram:

- Fora do espaço da faixa azul: sete sinistros sem vítima e quatro com vítima. Os motoristas dos veículos não sinalizaram a mudança de faixa com a seta e colidiram de leve com as motocicletas.

- No espaço da faixa azul: quatro sem vítima e um com vítima leve, também causados pelo não uso da sinalização de seta ou pelo movimento brusco de troca de faixa.

- Um funcionário que fazia a zeladoria no canteiro central da Avenida 23 de Maio, ao lado da faixa azul, foi atingido por um veículo que trafegava de forma perigosa no local

- O motociclista que trafegava pela faixa azul teve um mal súbito (desmaio) e caiu dentro do espaço, mas não houve interferências ou acidentes envolvendo outros veículos.

A CET reforçou os alertas aos motociclistas e motoristas sobre o uso da sinalização ao trocar de faixa, respeito aos limites de velocidade e que manobras bruscas podem ocasionar sinistros graves.  A CET já solicitou para a SENATRAN autorização para a expansão da Faixa Azul e aguarda a deliberação do órgão.

Histórico

A Faixa Azul, que funciona no trecho entre a Praça da Bandeira e o Complexo Viário Jorge João Saad, foi aberta oficialmente no dia 25 de janeiro deste ano. De lá para cá, os técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego – CET – vêm realizando o monitoramento diário dos índices de lentidão e acidentalidade com o objetivo de averiguar a funcionalidade da nova sinalização.

 

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