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Professora da Rede Municipal de São Paulo fica entre finalistas do "Global Teacher Prize"

Ela desenvolve trabalho de robótica utilizando sucata com seus alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental

De Secretaria Especial de Comunicação

A Professora Débora Garofalo, da Rede Municipal de Ensino de São Paulo, ficou entre os 10 finalistas que disputaram a fase final do "Global Teacher Prize". A premiação, realizada no domingo, 24 de março, em Dubai, nos Emirados Árabes, é considerada o "Prêmio Nobel da Educação" e tem abrangência mundial. O prêmio de um milhão de dólares é oferecido pela Academia do Prêmio Global de Professores. Nesta edição, concorreram 10 mil educadores de 179 países.

Débora Garofalo, professora da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Almirante Ary Parreiras, ganhou o Prêmio Professores do Brasil 2018 em âmbito nacional na categoria “Temáticas Educacionais” em “Uso de Tecnologias de Informação e Comunicação no processo de inovação educacional” com o projeto “Robótica com sucata, promovendo a sustentabilidade”.

Em seu projeto, os estudantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental constroem protótipos móveis utilizando sucatas coletadas na própria comunidade. O trabalho envolve questões sobre o descarte consciente, a sustentabilidade e conhecimentos sobre programação.

Robótica é uma das propostas que Débora assumiu desde o início de seu trabalho como Professora Orientadora de Informática Educativa (POIE), há três anos. “Eu sempre acreditei que a robótica era transformadora, assim como a Educação, e que essas crianças precisam ter as mesmas oportunidades que os outros têm. Então, por meio do reconhecimento da comunidade, que é muito carente e tem muito problema com a questão do lixo, e através de aulas públicas, nós passamos a ter um olhar diferenciado, trazendo este material para dentro da sala de aula e o transformando em protótipos”, enfatiza a professora.

Sua escola está localizada no bairro Jardim Leonor, na periferia da zona sul de São Paulo. Por meio do projeto, cerca de 700 quilos de materiais recicláveis já foram retirados do entorno e transformados em protótipos. O trabalho integra várias áreas do conhecimento, como tecnologia, língua portuguesa ciências, geografia e matemática.

O projeto de Garofalo já foi vencedor em iniciativas como o V Prêmio Municipal de Educação em Direitos Humanos, da Prefeitura de São Paulo, finalista do Desafio MIT 2018, destaque no Prêmio Professores do Brasil e na 23º edição do Prêmio Claudia - categoria Politicas Públicas e reconhecido pela Associação Comercial do Estado de São Paulo.

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