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Prefeitura recebe doação de cinco mil cafés por dia durante três meses

Conviventes de 12 Centros de Acolhida estão sendo beneficiados pela ação idealizada pelas empresas Becel e Bimbo Brasil.

De Secretaria Especial de Comunicação

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), recebeu doações de cinco mil cafés da manhã que serão distribuídos diariamente por três meses. Os alimentos estão sendo destinados aos conviventes de 12 Centros de Acolhida. A ação teve início no dia 21 de março e foi idealizada pelas empresas Becel e Bimbo Brasil.

Ao todo, serão doados 4.500 quilos de creme vegetal amanteigado da Becel e 900 mil fatias de pão de forma Pullman. Segundo a secretária de Assistência Social, Berenice Gianella, a ampliação deste serviço de alimentação nas unidades assistenciais se fez necessário devido ao momento vivido. “Atualmente, a união entre poder público e privado é de extrema importância, mais do que nunca. Precisamos conciliar esforços para minimizar impactos e otimizar resultados em prol dos mais necessitados”, destacou.

Foto: Wagner Origenes Nunes/SMADS

No Centro de Acolhida Scalabriniana destinado aos imigrantes, 172 conviventes entre homens, mulheres e crianças estão sendo beneficiados pela doação das empresas. O equipamento público recebe pessoas em situação de vulnerabilidade provenientes de diversos países do mundo, como Haiti, Venezuela, Togo, Cuba, Marrocos, Lituânia e Turquia.

A boliviana Amália Flores Coronado, 41, profissional do setor de moda, foi acolhida no local há dois meses junto com seu esposo Mauro Ipamo, 39, e a pequena Cristel Mauriel Ipamo Flores, dois anos. “Estamos esperando passar a quarentena para arrumar trabalho e colocar nossa filha na escola. Quero seguir costurando aqui, junto com minha família”, explicou. O núcleo familiar de Amália, que chegou ao Brasil em 2019, ainda é composto por um quarto integrante. Seu filho Joel Gerson Flores, de 21 anos, que continua empregado no mesmo setor e reside em Carapicuíba, cidade da região metropolitana de São Paulo.

O CA Scalabriniana, além de acolher imigrantes, estabelece parcerias para facilitar a reinserção social e a realocação dos conviventes adultos em novos vínculos profissionais formais. No local, 17 funcionários entre os 45 existentes, são ex-acolhidos. Entre as atividades estabelecidas, momentaneamente interrompidas por conta do combate ao coronavírus, o equipamento oferece cursos de capacitação profissional com o intuito de facilitar o processo de inclusão.

Já no Centro de Acolhida Prates II destinado a pessoas em situação de rua, 110 homens estão alocados no espaço atualmente e recebem acompanhamento 24 horas. O técnico de segurança do trabalho, Marcelo Pereira Rocha, 45 anos, conta sobre sua evolução pessoal a partir do início de sua estadia no local: “Já estou há dois anos sem trabalho. Cheguei aqui sem nada em julho de 2019, não conseguia parar com celular, instrumento, nada. Assim que entrei, comecei o tratamento no CAPS – Centro de Atenção Psicossocial – e voltei a tocar violino. Hoje, toco nos cultos do Prates, na rua XV de Novembro e no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP) – e isso está me ajudando a ficar bem”, diz o convivente, que teve a mão direita amputada por conta de um acidente de trabalho em seu último emprego, uma fábrica de pneus no município de Guarulhos.

Marcelo mencionou já ter recebido convites para tocar em festas e aniversários devido as suas apresentações nas vias públicas, e até mesmo para internação em um Centro de Reabilitação, em Minas Gerais, mas, no momento, prioriza os espaços onde já convive vislumbrando oportunidades: “Aqui já existe uma rotina e tenho um emprego garantido para quando acabar a quarentena”, conta ele, que espera pelo final do período de isolamento social para assumir uma vaga de Agente de Saúde (primeiro atendimento) em uma Organização Não Governamental (ONG), vínculo estabelecido por meio do CA Prates II.

Por fim, ele opina sobre as doações viabilizadas pelo Cidade Solidária: “Eu sou ativo e recebo uns trocados por tocar meu violino, mas tem pessoas aqui que dependem exclusivamente deste alimento. E é muito bom pra gente contar com a solidariedade neste momento”. Nos dois equipamentos, apenas na primeira semana, já foram entregues 168 unidades de 500g de creme vegetal amanteigado e 441 embalagens de 400g de pão de forma.

A partir dessas ações, o objetivo da Prefeitura é garantir alimentação para a população mais vulnerável. E, para ampliar ainda mais a rede de apoio, o município criou o Cidade Solidária que une o poder público à sociedade civil para atender o maior número de famílias vulneráveis possível. Conheça o programa!

Cidade Solidária  

Lançado em 7 de abril, o programa Cidade Solidária une a administração pública e entidades organizadas da sociedade civil para criação de uma rede de solidariedade que ajude pessoas em situação de extrema vulnerabilidade durante o período emergencial em que vivemos. O objetivo é convocar a população para doar cestas básicas (alimentos e limpeza/higiene) em nove pontos de coleta distribuídos pela cidade e/ou dinheiro para um fundo que viabilizará a aquisição de mantimentos para as pessoas e famílias em situação de extrema vulnerabilidade.

A ação conta com o suporte de diversas secretarias municipais, entre elas, Assistência e Desenvolvimento Social, Direitos Humanos e Cidadania, Saúde, Desenvolvimento Urbano, Cultura, Habitação, Pessoa com Deficiência, e Desenvolvimento Econômico e Trabalho.  Quanto às organizações da sociedade civil, já estão participando entidades como a Fundação Tide Setúbal, Ação Educativa, Instituto Alana, Itaú, Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Instituto Acaia, WRI, União dos Movimentos de Moradia, União dos Movimentos de Cortiço, Movimento Terra de Deus, Terra de Todos, Todos pela Educação e Cruz Vermelha. Além destas entidades, diversas outras estão sendo convocadas para participar do Cidade Solidária.

Acesse www.spcidadesolidaria.org ou ligue 156 para saber mais.

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