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Prefeitura intensifica atendimento à população em situação de rua nos meses mais frios do ano

População também pode ajudar solicitando uma abordagem social por meio da Central 156

De Secretaria Especial de Comunicação

Atualizado em 22/05/2018 às 10h32

A Prefeitura de São Paulo intensifica a partir desta quinta-feira (17) o atendimento à população em situação de rua da capital com o início do Plano de Contingência para Situações de Baixas Temperaturas – 2018. A ação segue até o dia 30 de setembro e será reforçada sempre que a temperatura atingir o patamar igual ou inferior a 13º, ou sensação térmica equivalente.

O objetivo é zelar pela segurança e bem-estar da população em situação de rua, promovendo o acolhimento de crianças, adolescentes e adultos durante os meses mais frios do ano. O plano é coordenado de forma compartilhada entre as secretarias municipais de Direitos Humanos e Cidadania, Assistência e Desenvolvimento Social e Segurança Urbana. A ação contará, ainda, com o apoio da Secretaria Municipal da Saúde.

Inicialmente, dois abrigos emergenciais serão abertos, um na região central, com 100 vagas, e outro na Lapa, com 80 vagas. Outras 439 vagas foram aditadas nos serviços já existentes na rede socioassistencial. Essas vagas serão acrescentadas às outras mais de 14 mil já existentes nos Centros de Acolhimento. A rede também conta com 135 Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (SAICAs), que juntas disponibilizam 2.570 vagas.

Com o apoio dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), Centros de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), os 600 orientadores socioeducativos dos Serviços Especializados de Abordagem Social (SEAS) irão reforçar as ações de abordagens e encaminhamentos nos pontos de concentração da população em situação de rua. As equipes atuam diariamente, das 8h às 22h, dispondo de 100 veículos para transportar as pessoas para os serviços da rede socioassistencial como CTAs, Centros de Acolhida e Núcleos de Convivência. Das 22h às 8h, a abordagem é realizada pela Coordenadoria de Pronto Atendimento Social (CPAS).

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) ficará responsável pelo atendimento médico-hospitalar das pessoas em situação de rua nas unidades de saúde, garantindo atividades de vigilância epidemiológica nos serviços de acolhimento emergencial, em especial relacionadas a doenças de transmissão respiratória (vacinação contra sarampo, rubéola e influenza), sempre que indicado.

Trabalhando em escala de horário estendido em dias de baixa temperatura (igual ou abaixo dos 13ºC ou sensação térmica equivalente), as equipes do Consultório na Rua (CnaR), da SMS, também orientarão as pessoas em situação de rua do seu território sobre os riscos para a saúde da exposição às baixas temperaturas. O serviço deverá acionar as equipes de Assistência Social para o encaminhamento aos Centros de Acolhida ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), no caso de necessidade de remoção ao serviço hospitalar.

A população também pode ajudar as pessoas em situação de rua solicitando uma abordagem social por meio da CPAS, que funciona 24 horas por dia, e pode ser acionada por meio da Central 156.

A solicitação de abordagem pode ser anônima, mas é importante ter as seguintes informações para facilitar a identificação:

- o endereço da via em que a pessoa em situação de rua está (o número pode ser aproximado);

- citar pontos de referência;

- características físicas e detalhes das vestimentas da pessoa a ser abordada;             

As pessoas em situação de rua também podem procurar os serviços de acolhimento espontaneamente. Caso o serviço procurado já tenha a sua ocupação total preenchida, os profissionais que atuam nos serviços deverão prestar o primeiro atendimento, protegendo-os do frio enquanto articulam uma vaga na rede de acolhimento com os CREAS e Centros POP (das 8h às 18h), ou com CPAS (das 18h às 8h).

 

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