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Prefeitura entrega apartamentos e moradores voltam ao Casarão do Carmo após 13 anos

Obras foram retomadas pela Cohab-SP em 2017; investimento no prédio projetado pelo escritório de Hector Vigliecca, no Centro da capital, foi de R$ 2 milhões

De Secretaria Especial de Comunicação

A Prefeitura entregou nesta quarta-feira (10) o empreendimento de moradia popular Casarão do Carmo, na região central de São Paulo. O prédio, com 21 apartamentos, foi projetado pelo escritório do arquiteto Hector Vigliecca e está localizado nos fundos do terreno do Casarão do Carmo, construção do início do século passado. O investimento da Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab-SP) foi de cerca de R$ 2 milhões.

"Aqui existia um cortiço, que foi substituído por apartamentos bem localizados, com transporte público em abundância e em uma região que oferece boas oportunidades de trabalho. Vamos continuar avançando nesta política de substituir condições inadequadas de vida por habitação digna e de qualidade", dsse o prefeito João Doria.

O prédio irá receber, depois de 13 anos, os antigos moradores do terreno. Até o momento, 18 das 21 famílias que serão beneficiadas foram localizadas para receber as chaves dos apartamentos. Conforme a resolução nº10 do Conselho Municipal de Habitação, inicialmente as famílias irão arcar com 17% de sua renda para pagar as prestações.

Em 2004, 21 famílias foram retiradas do terreno, cujo fundo havia sido ocupado irregularmente, tornando-se um cortiço, e encaminhadas ao Programa Bolsa Aluguel. A proposta da Cohab-SP era de que essas famílias alugassem um imóvel até a conclusão da reforma de um prédio nos fundos do casarão, quando, então, voltariam ao local.

O processo de desapropriação do terreno foi iniciado em meados de 1992. Mas somente em 2002 foi feito o projeto para a construção do empreendimento. As obras tiveram início em julho de 2004.

Entre 2004 e 2016, a obra chegou a ficar parada por dez anos em diferentes períodos. A Cohab-SP retomou os trabalhos em maio do ano passado, e o prédio foi concluído no fim de 2017.

A área total construída do empreendimento é de 981,14m², e ele fica no entorno de um imóvel tombado, onde está a Igreja Nossa Senhora da Boa Morte. O prédio, de uma torre, possui 21 apartamentos que vão de 41 m² a 52 m2, divididos em quatro pavimentos, mais o térreo. A construção conta ainda com uma unidade acessível para cadeirantes e área de lazer descoberta.

O próximo passo é a restauração do próprio casarão, que fica na Rua do Carmo, 198, na frente do novo prédio. O acesso ao empreendimento é pela Rua Tabatinguera, 273.

Entre os projetos de destaque do escritório de arquitetura Vigliecca e Associados em São Paulo estão o de reurbanização de Paraisópolis e o da Vila dos Idosos, empreendimento de locação social para idosos.


Censo

Para detectar o total de famílias encortiçadas e em áreas ocupadas, a Secretaria Municipal de Habitação vai realizar um censo de cortiços da região central da capital neste ano. Nesta quarta-feira, 10, a Prefeitura oficializa a abertura do chamamento público para contratação do mapeamento de cortiços e ocupações no Centro da cidade. O objetivo é identificar a demanda habitacional para famílias que vivem em domicílios encortiçados, uma vez que o último levantamento foi elaborado pela Fundação Seade em 2001.

Além dos cortiços, também serão mapeadas as ocupações e assentamentos precários na região central.  A meta é estabelecer um plano de ação para política habitacional de famílias encortiçadas e identificar imóveis encortiçados, considerando os aspectos físicos, econômicos, relações com vizinhança e condições de locação da população residente. O perímetro a ser identificado abrange as regiões do Brás, Sé e República.

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