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Prefeitura encerra atividades do Hospital Municipal de Campanha do Pacaembu com mais de 1.500 pacientes atendidos de covid-19

Profissionais de saúde atenderam 1.515 pacientes no local; equipamento provisório será substituído por dois hospitais definitivos na cidade

De Secretaria Especial de Comunicação

A Prefeitura de São Paulo encerrou os atendimentos no Hospital Municipal de Campanha do Pacaembu na manhã desta segunda-feira (29/06). O prefeito Bruno Covas esteve no equipamento de saúde e acompanhou a saída dos dois últimos pacientes (ambos tiveram alta) do local, que desde sua inauguração atendeu 1.515 pacientes.

Segundo o prefeito Bruno Covas, a previsão de custo inicial do hospital era de R$ 28,4 milhões, mas o gasto final foi de R$ 23 milhões. “Acompanhamos a saída da Nilza e do Nélio, os dois últimos pacientes. Agora vamos começar todo processo de sanitização necessário pra poder fechar o espaço”, explicou Covas.

Foto: Gildson di Souza/SECOM

Segundo o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, os equipamentos serão transferidos para outros hospitais após a sanitização com processo ultravioleta. “Todo o conjunto (respiradores, oxímetros, camas, colchões) serão transferidos para três hospitais (São Miguel Paulista, Cidade Tiradentes e Itaquera) que estão em regiões onde o inquérito sorológico apontou maiores maiores índices de mortalidade”, disse.

Desde a inauguração, ocorrida no dia 6 de abril como parte das ações da Prefeitura de São Paulo no combate à covid-19, o Hospital de Campanha do Pacaembu atendeu 1.515 pacientes, dos quais 405 utilizaram a sala de estabilização (estrutura de terapia intensiva). Destes, 91 necessitaram de intubação para ventilação mecânica. Do total de casos que passaram por lá, 54% eram do gênero masculino e 51% idosos, com taxa de sobrevida de 99,8 %, já que ocorreram 3 óbitos.

“O hospital cumpriu um papel importante na rede de atendimento da cidade, mas desde 1 de junho a gente tem observado uma redução na taxa de ocupação de todos os leitos de enfermaria na cidade de São Paulo”, disse o prefeito Bruno Covas.

Em seu interior, o hospital contava 200 leitos, sendo oito de estabilização – ou seja, com estrutura para cuidados intensivos, que foram divididos em 10 enfermarias com 20 leitos em cada uma.

Para a operação, foi necessária a dedicação de 588 profissionais, que compunham um time multidisciplinar com médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, farmacêuticos, biomédicos, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos, além do envolvimento de áreas diversas, como o administrativo, limpeza, logística e segurança.

Novos equipamentos de saúde

A Prefeitura de São Paulo deve substituir esse equipamento provisório por mais 180 leitos em dois equipamentos que serão definitivos na cidade. “Nas próximas semanas, nós devemos inaugurar mais 180 leitos, tanto no Hospital Sorocabana, na reabertura do primeiro piso, quanto na Brigadeiro Luís Antônio, no espaço onde ficava uma área administrativa da Secretaria Municipal da Saúde”, afirmou o prefeito Bruno Covas.

“Até agora a gente conseguiu fazer valer os princípios que nós adotamos desde o início da pandemia: não deixar ninguém sem atendimento. Várias cidades mundo afora, muito mais ricas que São Paulo, passaram pela experiência em que o médico tinha que escolher quem era atendido e quem não era. Isso não aconteceu e nem vai acontecer na cidade de São Paulo”, finalizou Covas.

Hospital de Campanha do Pacaembu em números:

- Primeira internação ocorreu em 6 de abril
- Total de pacientes internados: 1.515 (54% homens; 51% idosos)
- Altas hospitalares: 1.219
- Transferências para outros hospitais: 293
- Tempo médio de internação: 5,2 dias
- 405 pacientes utilizaram a sala de estabilização (estrutura de terapia intensiva), sendo que 91 necessitaram de intubação para ventilação mecânica.
- Taxa de sobrevida: 99,8 % (3 óbitos)
- 96% dos pacientes relataram “muito satisfeitos” com o atendimento recebido
- Profissionais envolvidos com a assistência e operação: 588
- Exames de laboratório: 43.985
- Tomografia Computadorizada: 939
- Ultrassonografia: 192
- Itens dispensados pela farmácia: 1.908.342
- Refeições servidas aos pacientes: 6.000
- Ligações telefônicas e boletins médicos fornecidos aos familiares: 11.129
- Chamadas de Vídeo entre pacientes e familiares: 713

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