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Prefeitura e Médicos Sem Fronteiras atuarão em conjunto contra covid-19 na região da Cracolândia

Parceria engloba a capacitação das equipes de saúde e assistência social

De Secretaria Especial de Comunicação

A Prefeitura de São Paulo, por meio do Programa Redenção, da Secretaria de Governo Municipal, acaba de firmar uma parceria com a organização internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) para ampliar a atenção e o cuidado durante a pandemia do novo coronavírus às pessoas em situação de vulnerabilidade que fazem uso abusivo de álcool e outras drogas.

Médicos Sem Fronteiras é uma organização reconhecida por suas ações em graves crises humanitárias, como guerras, epidemias e catástrofes. Presente em mais de 70 países, a organização foi criada em 1971, na França, por jovens médicos e jornalistas, que atuaram como voluntários no fim dos anos 60 em Biafra, na Nigéria, socorrendo vítimas em meio a uma guerra civil. Em 1999, MSF recebeu o prêmio Nobel da Paz. Em São Paulo atua pela primeira vez, com foco nas pessoas em situação de rua durante a pandemia de Covid-19.

As equipes de MSF estão realizando abordagem em parceria com as equipes da saúde para detecção de casos suspeitos da doença e triagem com encaminhamento dos doentes em estado grave para hospitais do Sistema único de Saúde e para os novos hospitais de campanha. “O ‘fica em casa’ para essa população, não existe”, ressalta a enfermeira Tatiana Chiarella, que já esteve em missões de MSF no Iraque e no Iêmen. “O discurso para elas precisa estar focado na promoção de saúde e nos cuidados com higiene.”

As orientações de prevenção da covid-19 estão sendo realizadas em conjunto com as equipes do Redenção na Rua, da Secretaria Municipal da Saúde, e do Serviço Especializado de Abordagem Social (SEAS), da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, que já atuam na abordagem desta população na região da Luz.

A Prefeitura tem redobrado seus esforços com a pandemia do novo coronavírus para acolher e atender as pessoas que fazem uso abusivo de álcool e outras drogas e vivem nas ruas. A ideia da parceria, segundo Tatiana, é tentar “desafogar a pressão e o aumento do volume de trabalho” das equipes de saúde e assistência social. “MSF estará voltado exclusivamente ao novo coronavírus, permitindo que as equipes continuem a fazer o trabalho que já desenvolviam antes da pandemia.

As ações também serão realizadas nos equipamentos do Serviço Integrado de Acolhida Terapêutica (SIAT) localizados nos bairros Armênia e Glicério, e nas unidades de Atendimento Diário Emergencial (ATENDE) da Vila Leopoldina e da avenida Roberto Marinho. MSF vai apoiar e trabalhar em conjunto com as equipes do SIAT e do ATENDE, compostas por assistentes técnicos e sociais, psicólogos, pedagogos, orientadores socioeducativos e agentes operacionais, para ampliar a luta contra a pandemia com orientações sobre uso de equipamentos de proteção, isolamento, cuidados com banheiros e com os alimentos.

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