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Prefeitura e Fundação Aron Birmann firmam acordo de cooperação

Objetivo é dar sequência ao estudo desenvolvido pela entidade em 2019, que avaliou 77 parques da cidade, e ao aplicativo Indicador de Parques (IP).

De Secretaria Especial de Comunicação

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), e a Fundação Aron Birmann assinaram nesta quinta (5), na Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz (UMAPAZ), um Acordo de Cooperação que permitirá à cidade dar sequência a dois projetos desenvolvidos pela instituição. O primeiro é um estudo de 77 parques, realizado em 2019, cujos resultados serão apresentados em forma de publicação. O segundo é o aplicativo Indicador de Parques Urbanos (IP), ferramenta inédita e gratuita .

O Indicador terá duas versões: uma com critérios objetivos, aplicada por equipes compostas de técnicos da Fundação e da Prefeitura; a outra versão contempla também a avaliação dos frequentadores, também pelo próprio aplicativo. Dessa forma, os parques serão comparados anualmente entre si, criando uma classificação de qualidade e permitindo reavaliações ao longo do tempo. Para esse processo, são usadas notas em escala de zero a cinco.

O estudo que levou à atual classificação foi realizado em 2019 e apontou o Parque Ibirapuera no topo da lista, com a melhor nota geral, com média final de 4,49. “Foi um trabalho minucioso realizado por grandes profissionais e que renderá frutos para toda a população de São Paulo. Queremos ver a melhoria destes espaços ano a ano, e queremos dar voz aos visitantes para que façam suas críticas, deem sugestões e sejam ativos para a transformação destes ambientes. É uma forma desses usuários participarem da discussão que tem sido tão presente nos últimos anos na gestão pública”, ressalta Rafael Birmann, presidente da Fundação.

“Ao divulgar um ranking e oferecer um aplicativo interativo, não só mostramos o status de qualidade do espaço, como provocamos o usuário. Esperamos que sua contribuição nos auxilie no planejamento de ações capazes de aprimorar cada vez mais os nossos parques”, considera o secretário da SVMA, Eduardo de Castro.


Elaboração
Realizado em 2019, o estudo, que avalia tecnicamente os 77 parques urbanos de São Paulo, foi concebido e planejado pela arquiteta Raquel Domingues, diretora da Fundação Aron Birmann. Coube à arquiteta Carolina Coroa, administradora do Parque Burle Marx, a coordenação da aplicação, que envolveu toda a logística dos trabalhos de campo e reuniu profissionais de diversas áreas (engenharia, arquitetura e paisagismo) da Fundação e da SVMA.

O formulário de avaliação contemplou quatro áreas: infraestrutura básica; manutenção e manejo; segurança e serviços de gestão; e programação. Nelas estão avaliadas 21 categorias, com itens específicos e relevantes para a percepção da qualidade em um parque urbano.

O aplicativo
A partir de segunda-feira (9), a ferramenta estará disponível para download na Apple Store e também no Google Play, gratuitamente, permitindo que os usuários façam suas próprias avaliações conforme suas percepções pessoais.

Serão os mesmos itens avaliativos dos profissionais envolvidos no projeto, mas sem uma metodologia tão rígida. Assim, como a avaliação da equipe técnica, haverá soma de pontos e cálculo de uma nota ponderada final. Os dois indicadores (do público e da equipe técnica) serão divulgados anualmente.

Fundação
A Fundação Aron Birmann foi instituída em 1995; é entidade sem fins lucrativos, registrada no Ministério da Justiça como OSCIP. Sua proposta é defender dentro das cidades brasileiras – e em especial, em São Paulo – o bom urbanismo e o espaço público de alta qualidade em todos seus aspectos. Participa de iniciativas, direta ou indiretamente, de gestão de parques urbanos, com ênfase na sustentabilidade ambiental, social e econômica, buscando aprimorar e difundir modelos de gestão de parques que possam ser replicados em outros espaços públicos.


A Fundação almeja ser reconhecida como referência na gestão com sustentabilidade econômica, social, ambiental de espaços públicos. Está à frente da Gestão e Manutenção do Parque Burle Marx desde agosto de 1995, tendo aplicado até o momento aproximadamente R$ 30 milhões, em valores corrigidos pelo IPCA – de certa forma, o montante economizado pela Cidade de São Paulo. Deste total, aproximadamente R$ 12 milhões foram doados pela família instituidora da FAB, sem nenhuma contrapartida, fiscal ou de outra natureza.

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