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Prefeitura cumpre reintegração de posse em comunidade na Zona Leste da capital

Área foi atingida por um incêndio na noite de sábado (23); no momento do incêndio, a maioria das famílias já havia deixado voluntariamente o local

De Secretaria Especial de Comunicação

Atualizado em 25/03/2019 às 19h51

A Prefeitura de São Paulo organizou uma operação em conjunto com o Tribunal de Justiça de São Paulo para cumprir neste domingo (24), a partir das 6h, uma reintegração de posse na área pública ocupada no entorno do Viaduto Bresser, conhecida como “Favela do Cimento”, no bairro da Mooca, zona leste de São Paulo.

Infelizmente, no início da noite deste sábado (23) ocorreu um incêndio generalizado nas estruturas de alvenaria. A Polícia Civil vai investigar o caso.

No momento do incêndio, a maioria das famílias já havia deixado voluntariamente o local, resultado da ação intermediada pela Prefeitura de São Paulo e a 13ª Vara da Fazenda Pública.

“Logo após a saída das equipes da Assistência Social iniciou-se o incêndio. Em seguida as equipes da Prefeitura retornaram, mas haviam poucas pessoas no local que foram encaminhadas para os equipamentos de acolhimento”, afirmou o secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, José Castro.

O incêndio na véspera do cumprimento do mandado judicial não interferiu na ação assistida adotada pela Prefeitura de São Paulo. As famílias participaram de audiências de conciliação entre os dias 18 e 22, quando ficou definida a oferta de acolhimento na rede do município. Foram identificadas 215 pessoas, entre elas 66 crianças.

“Os assistentes sociais da Prefeitura vão continuar conversando diariamente com as pessoas que não aceitaram ir para nossos centros de acolhimento. Temos mais de 100 locais de acolhimento com 10 diferentes tipos de perfis, como para famílias com crianças, mães com filhos, homens solteiros ou famílias com pets. Os encaminhamentos são feitos dentro do perfil de cada núcleo familiar”, destacou o secretário.

Não existe prazo definido para as pessoas permanecerem nos centros de acolhimento. “Será feito um trabalho multidisciplinar para que as pessoas recuperem sua autonomia, possam conseguir emprego e moradia”, disse Castro.

ZELADORIA

As ações de zeladoria e limpeza começaram durante a madrugada com serviços de remoção, varrição e lavagem. As intervenções contam com o apoio de caminhões pipa e trucados para transportar o lixo.

A Prefeitura adotará projetos de revitalização no local para devolver o espaço público à população.

ATENDIMENTO

A Prefeitura conseguiu desde o dia 18/3 durante as conciliações até o pós incêndio, 74 encaminhamentos para acolhimento, 3 encaminhamentos com passagens, 18 cachorros e 9 gatos até o dia 24/3.

- 16 encaminhamentos para o Centro Temporário de Acolhimento (CTA) Canindé;

- 1 para o Centro de Acolhida Olarias;

- 7 para o CA São Lázaro;

- 3 para o CTA Mooca;

- 4 CTA Brás;

- 5 para o Centro de Acolhida Especial (CAE) para Famílias Lar de Nazaré;

- 3 para o CAE para Idosos Lar Simeão;

- 3 para o CA Samaritanos;

- 2 para o CA Estação Vivência;

- 1 para o CAE para Idosos Nova Luz;

- 1 para o CTA Ermelino Matarazzo;

- 4 para o Alcântara Emergencial;

- 5 para o CA Frei Leão;

- 6 para o Autonomia em Foco Santana;

- 3 para o CTA Butantã;

- 9 para o Centro Pop Mooca;

- 1 pra o CTA Santo Amaro;

- 1 passagem de retorno para Rio de Janeiro;

- 2 passagens para Ribeirão Preto;

- 18 cachorros e 9 gatos para o CTA Canindé;

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