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Prefeitura assumirá pagamento de auxílio-moradia a famílias de prédio

CDHU já começou pagamento de auxílio por 12 meses. Depois, Prefeitura continuará a pagar R$ 400 ao mês, até atendimento definitivo das famílias

De Secretaria Especial de Comunicação

Atualizada em 15/05/2018 às 20h20

A Prefeitura assumirá, após 12 meses, o pagamento do auxílio-moradia às vítimas do incêndio do edifício Wilton Paes de Almeida, ocorrido há duas semanas na região central de São Paulo. O pagamento será feito até o atendimento definitivo das famílias pela Secretaria Municipal de Habitação.

Até o momento, 144 famílias que moravam no edifício foram cadastradas para receber o auxílio-moradia pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), do Governo do Estado, pelo período de 12 meses: R$ 1.200 no primeiro mês e de R$ 400 a partir do segundo. Depois deste período, a Prefeitura assumirá o pagamento mensal no mesmo valor de R$ 400. Outras famílias dos edifícios interditados também estão sendo cadastradas para recebimento do benefício.

As equipes da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social seguem na região onde ficava o prédio para atendimento aos moradores. O atendimento habitacional das famílias só será feito na Central de Habitação da Prefeitura de São Paulo, na Avenida São João, 299.

Atendimento social

A maioria das famílias vítimas do incêndio foi acolhida pela Prefeitura, seguiu para casas de parentes ou foi realocada pelo próprio movimento. Grande parte das pessoas que se encontram no Largo Paissandu não é de vítimas do desabamento, mas sim de pessoas atraídas pelas doações feitas no local.

Desde o acidente e até esta segunda-feira (14), a SMADS havia contabilizado 773 pernoites em equipamentos sociais, principalmente no abrigo emergencial localizado embaixo do Viaduto Pedroso, no Centro. As famílias têm, no local, acesso a banho, alimentação e informações sobre as possibilidades de atendimento na rede socioassistencial da Prefeitura.

Durante as últimas semanas, vans da secretaria foram disponibilizadas às pessoas concentradas na praça para o transporte até os abrigos. “Aproveitamos para solicitar que as doações sejam entregues na Cruz Vermelha e não no Largo do Paissandu, porque isso está incentivando a permanência no local de pessoas que não tem nada a ver com essa ocupação”, diz o secretário em exercício da pasta, José Castro.

A Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania enviou ofício à Promotoria da Infância e Juventude informando sobre as condições de vulnerabilidade de cerca de 15 crianças e adolescentes cujas famílias estão acampadas no Largo Paissandu. A atuação do Ministério Público, em conjunto com o Conselho Tutelar e a Justiça, pode facilitar que as famílias aceitem deixar a praça.

Serão instalados tapumes no entorno da área onde ficava o prédio por questões de segurança. A Prefeitura já iniciou as negociações com a União, proprietária do edifício Wilton Paes de Almeida, e com a CDHU sobre a destinação do terreno. Até o fim deste mês, será anunciada a decisão. A intenção é desenvolver um projeto habitacional na área.

Imóveis interditados

Os cinco imóveis da região interditados após o desabamento do edifício serão liberados gradativamente após os proprietários apresentarem os laudos necessários para a liberação dos edifícios pela Prefeitura Regional da Sé.

As ações das equipes se concentram, agora, na remoção do entulho para a desobstrução das vias do entorno. A destinação do entulho retirado do terreno do prédio será definida pelo governo federal.

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