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Prefeitura apresenta resultados do 2º Inquérito Sorológico de 2021

Dados mostram estabilidade da pandemia na capital. Prevalência de infecção pelo novo coronavírus é de 13,9%

De Secretaria Especial de Comunicação

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), divulgou nesta sexta-feira (12) os resultados da segunda fase do Inquérito Sorológico 2021, realizado com moradores da capital entre os dias 19 e 21 de janeiro. O mapeamento aponta um índice de prevalência da infecção pelo novo coronavírus de 13,9%, contra 14,1% da primeira fase, com Índice de Confiança de 95%. O Inquérito Sorológico 2021 tem quatro fases, sendo que a terceira já está em andamento.

“Esses resultados reforçam a necessidade de uma manutenção das medidas de distanciamento social em todas as regiões do município e em classes sociais. Também mostram com outros números que o município apresenta uma estabilidade em torno da ocupação dos leitos de UTI e de enfermaria, que têm girado entre 60% e 65%, dos novos casos na média móvel de 14 dias, e na média móvel das internações de 7 dias. Por isso, é possível afirmar que existe uma estabilidade hoje para o controle da Covid-19 no município”, disse o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido.

Entre aqueles que testaram positivo, 38,3% estavam assintomáticos. Na divisão por Coordenadoria Regional de Saúde, o maior índice foi registrado na Coordenadoria Leste, com 17,2% de prevalência. Ainda assim o número foi menor do que na primeira fase do inquérito de 2021, quando chegou a 19,4%. Na Norte a prevalência foi de 14,7%, na Sudeste 14%, na Centro-Oeste 13,2%, e na Sul 11,7%.

Quando se leva em conta o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), quem tem IDH alto tem menor prevalência: 6,3%. Para IDH médio a prevalência é de 16,4% e para IDH baixo, de 16,2%.

A contaminação se mostrou maior, com indicadores superiores à média, em pessoas com idade entre 50 e 64 anos (15,7% de prevalência) – seguidas pelas pessoas de 35 a 49 anos, que apresentaram 14,2 % de prevalência.

Em relação à escolaridade, a fase 2 do Inquérito Sorológico 2021 apontou que 16,2% das pessoas com testes positivos possuem ensino fundamental, 15,3% nunca estudaram e 14,6% possuem ensino médio, enquanto 9,9% possuem ensino superior.

No levantamento por raça e cor, os pretos e pardos seguem com um maior índice de exposição ao vírus, 14,5%, enquanto entre os brancos é de 13,6%. A diferença de prevalência entre raça-cor preta/parda e branca está diminuindo ao longo das fases e deixou de ser estatisticamente significante.

Quem mora em domicílios com apenas um ou dois moradores continua menos arriscado à contaminação, com 12,6% de prevalência. Para quem mora em grupos de 3 ou 4 pessoas, a prevalência é de 12,1% e para quem mora em grupos de mais de cinco pessoas, a prevalência cresce para 19,3%.

A Prefeitura incluiu nesse novo inquérito mais uma categoria de pesquisa, relativa ao contato social. O levantamento indicou taxa de prevalência do vírus em 20% das pessoas que declararam não restringir contatos, contra 9,5% de contaminação entre os que afirmaram manter contatos apenas com quem reside no seu próprio domicílio.

As pessoas que trabalham fora de casa são as mais expostas à contaminação (17,6% de prevalência), assim como os desempregados, que circulam em busca de recolocação profissional (14%), em comparação aos que conseguiram manter o teletrabalho (índice de 9,9% prevalência). A máscara, usada regularmente por 95,2% dos testados, se manteve como fator preventivo fundamental para evitar crescimento ainda maior da pandemia na cidade.

 

Confira a apresentação dos resultados

 

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