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Pesquisa traça o panorama do setor gastronômico na cidade de São Paulo

Dados levantados pela Prefeitura mostram que 372,8 mil pessoas trabalham no setor de gastronomia no município. Itaim Bibi, Moema, Aricanduva e Cachoeirinha são destaques na pesquisa.

De Secretaria Especial de Comunicação

O Observatório da Gastronomia, colegiado criado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho da Prefeitura para debater ações da cadeia produtiva da alimentação, divulgou nesta quarta-feira, 10 de julho, uma pesquisa que traça um panorama do setor da gastronomia na cidade de São Paulo. O estudo foi apresentado aos membros do Observatório, composto por integrantes dos setores público e privado e da sociedade civil que, juntos, compõem a cadeia da alimentação e da gastronomia na cidade.

 “A pesquisa nos permitiu mapear alguns pontos importantes sobre a gastronomia na cidade. Agora, usaremos essas informações na Prefeitura de São Paulo para subsidiar as futuras ações do setor. O papel do Observatório da Gastronomia é de articular toda a cadeia nesse processo”, explica a secretária de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Aline Cardoso.

 

 Itaim Bibi, Moema, Aricanduva e Cachoeirinha são destaques na pesquisa. Confira abaixo o detalhamento de cada setor.

Os serviços que envolvem a gastronomia simbolizam 6,1% dos ocupados residentes em São Paulo, o que representa 372,8 mil pessoas.  O número de empregos formais do setor registrou um crescimento de 58% nos últimos dez anos, mas a informalidade ainda é uma das maiores na cidade, estimada em 44,5%, o que representa 165,8 mil pessoas.

 

 Em São Paulo, 80% dos estabelecimentos possuem de um a 19 vínculos trabalhistas. “Estamos trabalhando para diminuir o índice de informalidade dos comerciantes que possuem barracas, food trucks ou até mesmo bares ou restaurantes. Muitos deles trabalham com até um funcionário, por isso podem se tornar MEI – microempreendedor individual e passar a ter diversos benefícios, entre eles acesso a crédito”, destaca Aline Cardoso.

 

 A remuneração média do trabalhador formal da área de gastronomia é de R$ 1.756, valor que representa cerca de metade da remuneração média na cidade de São Paulo, que é R$ 3.467.

 

O número de estabelecimentos formais dos serviços de alimentação cresceu 68% nos últimos 10 anos na cidade de São Paulo, o que equivale a 23.092 estabelecimentos, 7,7% do total de comércios da cidade. O setor tem faturamento anual médio de R$ 31,9 bilhões por ano.

 

 O levantamento do Observatório da Gastronomia foi realizado pelo Observatório do Trabalho de São Paulo, parceria entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho e Dieese - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. O levantamento analisou os dados consolidados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS/MTb), entre 2006 e 2016, último ano disponível, e da PNADC/IBGE para o quarto trimestre de 2017.

 

 

Itaim Bibi e Pinheiros possuem mais estabelecimentos

Os bairros de Itaim Bibi e Pinheiros possuem o maior número de estabelecimentos formais na área de gastronomia na cidade de São Paulo.  O levantamento leva em conta o número de restaurantes, bares, buffets, catering e outros serviços de comida preparada da capital paulista.

 O Itaim Bibi concentra 5,8% do comércio voltado para a gastronomia, com 1.349, o que garantiu ao bairro o primeiro lugar no ranking. Em segundo lugar, ficou a Pinheiros com 4,3% e 1.003 lugares. A região da Lapa, Perdizes e Barra Funda, possuem, juntas, 1.189 locais. Santo Amaro, Moema, República, Vila Mariana, Consolação, Tatuapé e Sé completam a lista.

 

 Os serviços ambulantes de alimentação foram mais representativos em distritos de regiões mais afastadas do centro da cidade.

Moema se destaca em quantidade de trabalhadores e média salarial

A pesquisa também levantou os bairros com a maior quantidade de trabalhadores que atuam na gastronomia. São eles: Itaim Bibi (18.792), Pinheiros (12.924), Moema (11.073) e Jardim Paulista (10.851).

 No caso das remunerações, a média de salários é maior em bairros como Moema (R$ 1.833), Pinheiros (R$ 1.764) e Itaim Bibi (R$ 1.762). Os valores maios baixos aparecem em Jaçanã (R$ 1.203), José Bonifácio (R$ 1.230) e Cidade Tiradentes (R$ 1.237).

 

 Quanto ao crescimento do número de empregos, o bairro da Barra Funda se destacou, passando de 289 postos de trabalho para 3.698, uma evolução de 1.180%. Cachoeirinha (575%) e Jardim Helena (390%) também estão com mercado aquecido.

 

 

Gastronomia é vocação em Pinheiros e emprega mais em Moema e Aricanduva

Dentro da capital paulista, foram identificados os bairros onde a proporção de estabelecimentos no segmento da gastronomia, dentro do comércio local, merece destaque. Em primeiro lugar ficou Pinheiros (13,2%), seguido da Barra Funda (12,8%) e de Santo Amaro (12,3%) na terceira posição.

Já em relação à proporção de empregos relacionados à gastronomia, os bairros de Moema e Aricanduva (12,1%) se destacam seguidos por Vila Andrade e Pinheiros (11,5%).

 

Cachoeirinha tem gastronomia crescente

O avanço do setor da gastronomia tem sido marcante em alguns locais da cidade. Em Cachoeirinha, o número de estabelecimentos cresceu 122% (de 70 para 156) entre 2015 e 2016. No mesmo período, Parelheiros evoluiu 62,3% (de 61 para 99) e Raposo Tavares 60,7% (de 61 para 98). Parque do Carmo (59,1%) e Itaquera (46,5%) também tiveram evolução considerável.

“O desenvolvimento das regiões periféricas da cidade é umas das prioridades da Prefeitura de São Paulo. Os empreendedores desses bairros contam com o apoio da Ade Sampa – Agência de Desenvolvimento de São Paulo e da Fundação Paulistana, tanto na área de empreendedorismo quanto em qualificação em gastronomia”, afirma a secretária de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Aline Cardoso.

 Confira o estudo completo no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/desenvolvimento/

 

 

O Observatório da Gastronomia

Espaço de articulação direcionado ao fortalecimento da cadeia da alimentação e da gastronomia, o Observatório da Gastronomia trabalha em conjunto com todos aqueles que atuam nesse setor, potencializando os aspectos ligados à economia, cultura, segurança alimentar e sustentabilidade.

 O Observatório da Gastronomia atua por meio de comitês temáticos, que têm o objetivo de unir a expertise dos diversos atores de forma a potencializar a busca por soluções no setor da alimentação.

 

 Vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho da Prefeitura de São Paulo, conta com a participação de órgãos e instituições municipais, associações, cooperativas, ONGs, instituições de ensino, sindicatos, chefs de cozinha, bares, restaurantes, empresas do setor de alimentação e de distribuição, comida de rua e produtores agrícolas.

 

 

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