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Material utilizado na Europa e nos EUA permite o dobro de durabilidade no Asfalto Novo

Banco de dados do asfalto criado durante o programa irá orientar as manutenções nos próximos anos, gerando economia para capital

De Secretaria Especial de Comunicação

Atualizado em 15/03/2018, às 11h43

O monitoramento constante feito por técnicos da Secretaria Municipal de Serviços e Obras, somado ao uso de misturas asfálticas utilizadas na Europa e nos Estados Unidos,  permite que a durabilidade do recape feito no programa Asfalto Novo em vias em todas as regiões de São Paulo chegue a oito anos. Ao contrário das ações anteriores, em que a recuperação do pavimento era padronizada e uniforme, uma avaliação do pavimento existente através de levantamentos e inspeções permite a aplicação do asfalto adequadamente à cada via.

O programa Asfalto Novo começou no ano passado e investe R$ 550 milhões para recapear mais de 400 km de ruas e avenidas. Deste total, R$ 310 milhões são do dinheiro arrecadado com multas de trânsito. É a primeira vez que este recurso é investido na melhoria da qualidade do asfalto da cidade. 

Antes do programa, as intervenções de recape contavam com soluções simples de fresagem em três centímetros de profundidade, seguida da aplicação da massa asfáltica. A ação era finalizada com a drenagem, que pode provocar defeitos como trincas generalizadas e afundamentos.

Segundo o secretário municipal de Serviços e Obras, Marcos Penido, hoje as intervenções ocorrem inversamente. “A água é o maior inimigo do pavimento. Antes de iniciar o trabalho da fresagem, da retirada da capa atual que está prejudicada, nós verificamos a qualidade do pavimento, se há necessidade de reparo profundo, se tem algum ponto de fragilidade. Verifica-se a guia e a sarjeta inteira, e a entrada da boca de lobo para checar se há algum ponto de acumulo de água e reparamos antes de iniciar a ação”, disse.

A análise prévia, feita em conjunto com a Secretaria Municipal de Prefeituras Regionais, também permite que haja um planejamento sobre a espessura, os pontos de reparo e a qualidade do material que será utilizado de acordo com a necessidade da via, gerando economia porque não é aplicada uma mesma solução para todas as ruas.

Os estudos possibilitaram ainda a utilização de materiais diferenciados dos aplicados em anos anteriores, como revestimentos (capa asfáltica) com mistura asfáltica tipo SMA com polímero e fibra. Essa mistura é amplamente utilizada na Europa, em países como a Alemanha, Suécia e Inglaterra, e apresenta vantagens como alta resistência à deformação permanente e à fadiga, maior vida útil e resistência a derrapagens.

Outra novidade é o revestimento de mistura asfáltica tipo “Gap Graded”, criada para se trabalhar com o asfalto-borracha. Pesquisas realizadas nos EUA e no Brasil mostraram que essa mistura promove uma melhoria significativa ao revestimento, evitando problemas de deformação permanente e trincamento, além de proporcionar maior aderência entre o pneu e pavimento.

Também estão sendo realizadas avaliações de drenagem em guias, sarjetas, sarjetões e bocas de lobo. A falta de conservação do sistema de drenagem subsuperficial é um dos principais fatores de deterioração precoce dos pavimentos. “Vamos aprimorar o gerenciamento para termos um banco de dados com todas as informações sobre as ações que estão sendo feitas agora para termos um raio-x de todas as ruas da cidade e, no futuro, programar as intervenções. A ideia é ter um trabalho sistemático de operação e manutenção da cidade”, finaliza o secretário.

* O conteúdo foi atualizado na data porque havia um erro de informação que precisou ser corrigido

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