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Isolamento Social na capital foi de 48% na última segunda-feira (27)

Número acende um sinal vermelho para a baixa adesão da capital, podendo impactar ainda mais a economia

De Secretaria Especial de Comunicação

Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP), do Governo de São Paulo, apontou a cidade de São Paulo voltou a registrar o percentual de 48% de isolamento social na última segunda-feira (27). O número acende um sinal vermelho para a baixa adesão da capital, podendo impactar ainda mais a economia, já que a quarentena poderá continuar enquanto os índices de transmissão do covid-19 (doença provocada pelo novo coronavírus) não diminuírem na cidade.

O respeito ao isolamento social é fundamental para conter avanço da doença e preservar toda a rede de saúde (seja ela pública, filantrópica ou particular). No último boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foram registrados, até as 15h de segunda-feira (27), 14.104 casos confirmados e 1.272 óbitos pela doença registrados até 26/04. Outros 56.584 casos e 1.763 óbitos estão em investigação.   

A implantação da quarentena segue orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), Ministério da Saúde e do Centro de Contingência do coronavírus de São Paulo, formado por epidemiologistas, cientistas, pesquisadores, infectologistas e virologistas, sob a coordenação do médico David Uip.

"Ainda não há uma decisão sobre relaxamento ou não [da quarentena]. Há um plano muito bem elaborado, que irá avaliar todas as áreas, econômica e de saúde, mas o governador reiteradamente tem dito que a decisão será subsidiada por esse grupo de contingência, que se baseará em metodologia, ciência e pesquisa. Então nós estamos trabalhando 24 horas, todos os dias, para buscar soluções", disse Uip

plano para a retomada gradual do distanciamento social, que será baseado em critérios como:

  • A estabilidade e o declínio do número de óbitos
  • Variação epidemiológica
  • Capacidade de todo o estado na resposta aos doentes graves e que necessitam de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) 
  • Efetividade do distanciamento social


"A taxa de ocupação nas nossas UTIs está chegando a mais de 80%. Isso passa a ser um dado de risco, pois o ideal é que o dado de segurança de UTI fique sempre abaixo deste número. Se vocês olharem internacionalmente o que aconteceu quando se atingiu os 80%, você começa a ter um certo risco muito aumentado. Por isso, esses números, principalmente sobre a taxa de ocupação hospitalar e desses leitos, é que vão nos dizer o caminho a ser seguido", destacou o presidente do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde  e integrante do Centro de Contingência, Geraldo Reple.

Com o baixo índice de isolamento da capital, todo esforço que a Prefeitura e o Governo do Estado têm feito para a ampliação do número de leitos será em vão e a quarentena deverá continuar. Por isso que as pessoas devem colaborar ficando dentro de casa. "Ficar em casa, neste momento, é uma responsabilidade cívica e uma questão moral. São as nossas atitudes hoje que vão fazer com que a gente tenha resultados a serem colhidos nos próximos dias”, disse o prefeito Bruno Covas na última segunda-feira (28).


SIMI-SP
A central de inteligência analisa os dados de telefonia móvel para indicar tendências de deslocamento e apontar a eficácia das medidas de isolamento social. Com isso, é possível apontar em quais regiões a adesão à quarentena é maior e em quais as campanhas de conscientização precisam ser intensificadas, inclusive com apoio das prefeituras.

O SIMI-SP é viabilizado por meio de acordo com as operadoras de telefonia Vivo, Claro, Oi e TIM para que o Governo de São Paulo possa consultar informações agregadas sobre deslocamento no Estado. As informações são aglutinadas e anonimizadas sem desrespeitar a privacidade de cada usuário. Os dados de georreferenciamento servem para aprimorar as medidas de isolamento social para enfrentamento ao coronavírus.

 

Quarentena
Conforme projeção do Instituto Butantan, centro de pesquisas biomédicas vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, a quarentena pode evitar 166 mil óbitos em todo o Estado de São Paulo, além de 630 mil hospitalizações e 168 mil internações em UTIsClique aqui e saiba mais

 

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