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Inovação: CASP promove conversa sobre Política de Atendimento para públicos específicos

Iniciativa discute desafios e boas práticas no atendimento a segmentos diversos da população em São Paulo

De Secretaria Especial de Comunicação

A Coordenadoria de Atendimento ao Cidadão e Modernização em Serviços Públicos (CASP) da Secretaria de Inovação e Tecnologia (SMIT), da Prefeitura, iniciou, na semana passada, um ciclo de videoconferências sobre o atendimento a públicos específicos na cidade de São Paulo. A experíência será repetida no dia 29 (quarta-feira), às 11h, no Facebook da Secretaria, com o tema LGBTQI+ e Igualdade Racial.

O tema da primeira edição, Imigrantes e População em Situação de Rua, foi discutido por dois integrantes da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.
 
Vinicius Duque, coordenador de Políticas para Imigrantes e Promoção do Trabalho Decente da SMDHC, elencou três desafios que podem ser oportunidades de qualificar o atendimento: idioma, entendimento dos serviços possíveis para imigrantes e documentação.
 
O especialista indicou que existem diversos documentos que devem ser aceitos em equipamentos públicos para prestação de serviços a imigrantes, como o Registro Nacional Migratório ou o Protocolo Provisório de Solicitação de Refúgio, entre outros, descritos na Política Municipal para População de Imigrantes
 
"Em relação ao idioma, primeiro é ter calma, ouvir com calma a pessoa que está na sua frente. Em muitos casos, a gente percebe que, se há uma postura de estar aberto, é possível. A comunicação não se dá só nas palavras", afirmou Vinícius.
 
Além disso, ele recomendou o contato com o Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (CRAI), que oferece apoio especializado e multilíngue para imigrantes, com foco em orientações sobre regularização migratória e acesso a direitos sociais, e mais serviços.
 
Mediada por Brauner Cruz, assessor da Política de Atendimento na CASP, a conversa também tratou de políticas públicas e tirou dúvidas sobre ações voltadas à população em situação de rua na cidade de São Paulo.
 
"Esse público é muito amplo e heterogêneo, por motivos diversos entrou em situação vulnerável. Seja pelo uso abusivo de substâncias psicoativas, ou também perda da moradia, questão familiar, preconceito", disse Giulia Pereira, coordenadora de Políticas para a População em Situação de Rua da pasta de Direitos Humanos.
 
A especialista falou sobre alguns pontos no atendimento ao segmento em função da pandemia. Além da ampliação de vagas em centros de acolhida da Prefeitura, é preciso estar atento a meios de não fragilizar a pessoa atendida, que está em um contexto que muda rapidamente. Se é necessário o agendamento de um serviço, vale buscar meios para manter a pessoa informada.
 
Giulia também destacou boas práticas, como a das equipes de Consultórios na Rua, formadas por profissionais multidisciplinares que prestam serviços de atenção integral à saúde da população em situação de rua na cidade. Muitas equipes possuem pessoas que também estão em situação de rua, o que facilita o contato com os cidadãos que são atendidos.
 
A transmissão foi online e aconteceu no Facebook da SMIT. Você pode conferir a conversa na íntegra clicando aqui. O próximo tema, no dia 29 (quarta-feira), também às 11h, no Facebook da Secretaria, será atendimento ao público LGBTQI+ e Igualdade Racial.

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