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FEBRE AMARELA

Vacinação fracionada contra febre amarela será antecipada na cidade de São Paulo; saiba mais sobre a doença e se você precisa se vacinar

De Secretaria Especial de Comunicação

Atualizado em 16/01/2018 às 18h30

A Coordenação de Vigilância em Saúde (COVISA) informa que não há transmissão de febre amarela no município de São Paulo. Foram confirmadas, até agora, mortes de macacos devido à doença. A Secretaria Municipal da Saúde/COVISA, em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde, vem realizando ações de intensificação da vacinação nestas regiões do município. Até o presente momento, não há notificação de caso humano de febre amarela, seja do tipo silvestre ou urbana, adquirida na capital paulista.

Todos os casos relatados no Brasil são de febre amarela silvestre, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, só encontrados em lugares de mata. A febre amarela urbana (que envolve o homem e tem como vetor potencial para transmissão o Aedes aegypti) não circula no país desde 1942.

Vacinação
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Paulo decidiu antecipar a vacinação fracionada contra a febre amarela. A ação, que começaria em 3 de fevereiro, agora vai acontecer a partir de 29 de janeiro até 17 de fevereiro. A vacinação terá como público-alvo os moradores de 15 distritos e segue a recomendação do Ministério da Saúde.

Farão parte da ação preventiva na Zona Leste os distritos Cidade Líder, Cidade Tiradentes, Guaianases, Iguatemi, José Bonifácio, Parque do Carmo, São Mateus e São Rafael. Já na Zona Sul, serão vacinadas as pessoas que moram ou trabalham em Capão Redondo, Cidade Dutra, Grajaú, Jardim São Luis, Pedreira, Socorro e Vila Andrade.

É importante ressaltar que não houve epizootia confirmada nestes distritos, em cuja vacinação vai ocorrer levando-se em consideração a proximidade com corredores ecológicos e o risco de exposição à doença.

O fracionamento da dose segue os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS). Com a medida, uma dose padrão poderá vacinar até cinco pessoas. Estudos laboratoriais atestam a eficácia da vacina por, no mínimo, oito anos.

Até o momento, as áreas com recomendação de vacina em São Paulo são: Anhanguera, Brasilândia, Cachoeirinha, Jaraguá, Mandaqui, Parelheiros e Tremembé. A vacinação da Zona Norte da capital começou em setembro do ano passado após a confirmação de epizootia no Horto Florestal e até o momento foram aplicadas 1.307.127 doses da vacina.

Em 20 de dezembro, teve início a ação preventiva na Zona Sul nos distritos Jardim Ângela, Parelheiros, Marsilac e parte do Capão Redondo (apenas na área de abrangência da UBS Luar do Sertão). Não houve epizootia confirmada na região e a medida cautelar levou em consideração a proximidade da região com o município de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, que na época havia confirmado a morte de 10 macacos por febre amarela. Foram 447.982 doses aplicadas até esta terça-feira (16).

Também em dezembro, foi ampliada a ação preventiva para o distrito Raposo Tavares, na Zona Oeste, região que também é próxima de Itapecerica da Serra. Os três postos da área vacinaram 33.917 pessoas até terça-feira (16).

As demais unidades que aplicam a vacina da febre amarela são de referência para viajantes e estão destinadas a aplicar a vacina para quem vai viajar, passear ou mesmo visitar municípios, estados ou países com risco para a doença.

A SMS reforça que não há necessidade de corrida aos postos de vacinação. Para aqueles que não moram ou não trabalham em regiões com recomendação de vacinação, a orientação é procurar as unidades de referência apenas em casos de viagem para áreas de risco. Não há nenhum caso humano de febre amarela silvestre ou urbana confirmado adquirido no município de São Paulo.

Os endereços dos postos de vacinação da campanha nas zonas Norte, Sul e Oeste e as unidades de referência para viajantes estão no site da prefeitura e podem ser acessados clicando aqui.

A coordenadora do programa municipal de imunização da capital, Maria Lígia Nerger, esclarece que os munícipes que já tomaram a vacina em alguma fase da vida não precisam de reforço. “Quem já tomou não precisa se vacinar novamente. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam apenas uma dose da vacina para prevenção contra a febre amarela: é o suficiente para proteger contra a doença.”

A vacinação seguirá até que todo o público-alvo esteja imunizado e as ações de rotina seguirão nas unidades que normalmente já realizam vacinação para a febre amarela.

A dose não está indicada para gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e pessoas imunodeprimidas, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (portadores de Lúpus, por exemplo). Em caso de dúvida, é importante consultar o médico.

Parques fechados
A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) suspendeu a visitação pública em 23 parques administrados pelo município, como medida preventiva após as mortes dos macaco.

É importante informar que o macaco não transmite a doença para humanos. Sua morte é o indicativo de que há circulação de vírus no local. “O ataque do mosquito à fauna é um alerta para podermos conter o avanço da doença e evitar que ela chegue ao ser humano. Os primatas atingidos são apenas vítimas da doença, pois não a transmitem ao homem. Pedimos que a população nos informe a presença de animais doentes ou mortos e jamais mate nossos animais”, afirmou Juliana Summa, diretora da Divisão de Fauna Silvestre da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

Ciclos da Febre Amarela
A Febre Amarela apresenta dois ciclos de transmissão epidemiologicamente distintos: a febre amarela silvestre (FAS), que ocorre em primatas não humanos (macacos) e os principais vetores transmissores são mosquitos silvestres (dos gêneros Haemagogus e Sabethes). O ser humano é contaminado acidentalmente, quando vai para áreas rurais ou silvestres que tem a circulação da febre amarela. O ciclo da Febre Amarela Urbana (FAU) envolve o homem e tem como vetor principal o Aedes aegypti. 

Desde 1942, o Brasil não registra casos de febre amarela urbana. Para que ela continue longe da população, é fundamental reforçar o combate ao mosquito, que também transmite dengue, chikungunya e zika vírus. A população pode ajudar, eliminando os locais que acumulam água e servem de criadouro para o mosquito, principalmente nas residências.

Sintomas da doença
Caso você tenha viajado para alguma área de risco de transmissão no Brasil ou para Cidades do Estado de São Paulo, fique atento. Os sintomas aparecem, geralmente, 3 a 6 dias após a picada do mosquito transmissor infectado, mas podem levar até 15 dias para ocorrerem.

  • febre de início súbito, calafrios;
  • dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral;
  • náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza;
  • icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos);
  • sangramentos. 

Cerca de 20-50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.

Importante: informe ao serviço de saúde se você viajou nos 15 dias anteriores ao início de sintomas e leve a sua carteira de vacina.

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