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Equipes de saúde atuam na prevenção da covid-19 nas áreas mais vulneráveis da capital

Trabalho dos profissionais nos bairros, sobretudo em áreas mais periféricas e com a população em situação de rua faz a diferença na contenção da pandemia

De Secretaria Especial de Comunicação

Desde o início do mês de março, a ação de informação sobre a prevenção do contágio pelo coronavírus acontece casa a casa, ou nas ruas, por meio de carros de som que percorrem os bairros, passando orientações sobre como evitar que a doença se espalhe.

Médicos, enfermeiros e agentes comunitários de saúde têm sido incansáveis no combate à pandemia, somando forças para que os colegas lá das unidades de atendimento possam dar conta dos que já estão doentes. As Unidades Básicas de Saúde são a porta de entrada do SUS, de lá as equipes fazem encaminhamentos e também lidam com a estratégia de saúde da família, por onde se conhece o histórico de doenças crônicas, por exemplo, entre os moradores de uma casa e seus parentes.

Agentes comunitários continuam as visitas domiciliares diariamente, em casos mais graves, de pacientes acamados, a equipe técnica também é acionada com a proteção recomendada pela Vigilância em Saúde. Os equipamentos de proteção individual (EPI) são máscaras, álcool gel e aventais, substituídos a cada visita. Os profissionais de saúde só entram na casa dos munícipes em casos extremos, a orientação é que as visitas sejam feitas em lugar aberto, mantendo sempre o distanciamento mínimo de 1 metro.

A população em situação de rua também está na rotina dos agentes que atuam no programa Consultório na Rua. A dificuldade para quem está nas ruas e para quem vive em comunidades periféricas é parecida.

Além de precisarem de esclarecimentos sobre como evitar o contágio, carecem de água e sabão para a higiene das mãos, máscaras, também de um lugar onde possam manter-se em distanciamento social.

Com ações solidárias e a parceria entre a Saúde municipal e as áreas de assistência social e direitos humanos da Prefeitura, as medidas vem sendo adotadas e essa rede de proteção aos mais vulneráveis na pandemia consegue se estabelecer.

A Secretaria da Educação colocou as unidades a disposição e a Saúde deverá fazer a seleção das pessoas a serem encaminhadas em caso de suspeita de covid-19 que demande por isolamento temporário.

Os heróis de avental e máscara

Atrás de um jaleco há pessoas que deixam seus lares todos os dias para cuidar de outros. O medo e a angústia que nos afetam nessa pandemia os acompanham no exercício diário de uma missão.

“A sensibilização para que a população exposta reconheça os riscos aos quais estão expostos é ponto focal do nosso trabalho”, afirma a enfermeira Alana Miguel, na profissão há nove anos. Ela atua na AMA UBS Integrada Parque Santo Antônio faz cinco anos e diz que o trabalho na periferia amplia o receio por conta da vulnerabilidade dessa população. “Temos famílias compostas por dez pessoas, dividindo dois ou até mesmo um único cômodo. E desafio a orientação ao isolamento e distanciamento social.”

A médica da Família, Ingrid Bustillo, está há 12 anos Associação Comunitária Monte Azul, que atende moradores da comunidade na UBS Jardim Celeste.

Para ela, a maior dificuldade está no convencimento da importância do isolamento social, por diferentes motivos. “Temos casas aglomeradas e sem ventilação, o que já é um problema, além da dificuldade no entendimento da população em relação à gravidade da pandemia. Muita gente trata o isolamento social como férias, mantendo ambientes aglomerados em casa e na comunidade”, disse a médica.

Fabiana de Oliveira é enfermeira há 19 anos. Atualmente trabalha na UBS Jardim Robru Messias José da Silva. Ela faz um alerta para os perigos de aglomerações.

“Não realizar visita ou receber, arejamento de casa, solicitar apenas um integrante da família para ir ao mercado. Munícipes ainda permanecem em calçadas realizando churrascos, fazendo uso de bebida alcoólica, crianças brincando na rua, mercados lotados e aglomerados”, disse a enfermeira.

Muito se perguntou sobre a reação das pessoas ao receberem visitas dos agentes. Se houve rejeição ou não, mas a agente comunitária há três anos, na UBS Santo Estevão Carmosina. Glecia dos Santos, conta um pouco da experiência de sua equipe.

“Os munícipes têm aceitado bem as visitas domiciliares, mas uma minoria ainda refere ter medo de abrir as portas de casa aos profissionais de saúde pelo risco de transmissão do coronavírus. A equipe adota abordagem educativa sobre todas as precauções tomadas, tais como o uso de equipamentos de proteção individual e o mito é desmistificado”, diz Glecia.

Tamar Santos atua na AMA UBS Integrada Vila Piauí há 2 anos. E teme pela população que não aderiu ao isolamento social.

“Há dificuldades na execução do trabalho junto às comunidades que não estão preservando o isolamento social, de modo que ACS e demais profissionais estejam expostos em aglomerações de pessoas para realizar suas atividades. A sensibilização da população para o distanciamento e o isolamento social é uma importante medida, e requer articulação junto às lideranças e representantes comunitários, e participação de toda a sociedade civil”, disse.

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