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Edifício abandonado é transformado em habitação popular no Centro

Revitalização realizada em parceria com entidade beneficia 72 famílias. Reforma aliou segurança, acessibilidade e preservação do patrimônio

De Secretaria Especial de Comunicação

A região central de São Paulo ganhou 72 novas famílias de moradores neste domingo (12). A Prefeitura inaugurou nesta tarde o Conjunto Habitacional Conselheiro Crispiniano/Iracema Eusébio, instalado em um edifício que estava abandonado na região da República. O prédio foi reformado em parceria entre os governos municipal, federal e estadual e a entidade Unificação das Lutas de Cortiço e Moradia (ULCM).

O prefeito Fernando Haddad visitou o edifício e conversou com os novos moradores. “Nós estamos no centro de São Paulo, oferecendo moradia de qualidade para a população de baixa renda. Isso é integrar melhor a cidade  do ponto de vista social. É a desgentrificação: trazer moradores de baixa renda, para se combinarem com aqueles de média e alta renda na mesma localidade. O centro tem que ser de todo mundo, para ela ser representativo da cidade”, afirmou Haddad.

A implantação de projetos de moradia popular no Centro traz benefícios para a mobilidade, meio ambiente e segurança da cidade, porque aproxima as pessoas de seus postos de trabalho, evitando longos deslocamentos diários, e amplia a quantidade de pessoas na região central fora do horário comercial. No condomínio inaugurado, serão beneficiadas famílias com renda de até R$ 1.600.

“Morar aqui vai mudar tudo. Estou mais perto do serviço, então vou poder descansar mais e também voltar a estudar. Sou esteticista e agora quero fazer uma formação para acupuntura”, conta Jéssica do Carmo Domingos, 27 anos, uma das novas moradoras. Jéssica participa do movimento de moradia há seis anos e morava no Jaraguá, zona norte.

O imóvel que hoje abriga o conjunto habitacional era de propriedade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e foi adquirido pela União Federal. Para abrigar moradias, o edifício passou por retrofit. A reforma garantiu acessibilidade, segurança e preservação do patrimônio histórico. São treze andares, com unidades com área entre 30,43 e 51,8 metros quadrados.

“No Brasil o déficit habitacional é de cerca de 6 milhões de unidades e no país há 5 milhões de unidades vazias em áreas centrais, quase o necessário para resolver o problema. Então esta é uma política inteligente, custa muito caro para a cidade manter um prédio subutilizado, sem cumprir sua função social”, explica o secretário João Whitaker (Habitação).

O empreendimento foi viabilizado pelo Programa Minha Casa Minha Vida na modalidade entidades. Cada unidade habitacional recebeu R$ 76.000,00 do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), R$10.000,00 do Governo do Estado, pelo programa Casa Paulista. No fim de 2014, o edifício foi ocupado por outro movimento de moradia, durante a fase final das obras. Após seis meses, foi realizada a reintegração de posse do prédio, sendo necessário o aporte de recursos municipais para finalizar a reforma, no valor de R$ 566.294,06.

Ipiranga

Até o final do ano, estão previstas mais 120 unidades de habitação popular na avenida Ipiranga, também no bairro da República. O empreendimento é implementado pela Unificação das Lutas de Cortiços e Moradia (ULCM) por meio do Minha Casa Minha Vida Entidades. Cada apartamento da obra recebe investimentos de R$ 76.000,00 do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), R$ 20.000,00 do Governo do Estado e R$ 3.877,51 da Prefeitura.

Em três anos e meio, foram concluídas em toda a cidade 10.114 unidades habitacionais, além de haver mais 22.848 moradias que estão com obras em andamento. Também há 12.692 unidades aprovadas e licenciadas que aguardam a liberação de recursos do programa federal Minha Casa Minha Vida para início das obras.

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Crédito: Fábio Arantes/SECOM
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