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Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia será comemorado neste domingo

Além de celebrar a diversidade, data fortalece luta contra o preconceito

De Secretaria Especial de Comunicação

Neste domingo (17) é celebrado o Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia. A escolha da data ocorreu em 1990, quando a homossexualidade foi excluída da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o termo homossexualismo também passou a ser desconsiderado.  

No Brasil, o Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia foi incluído no calendário oficial em 2010, pelo Decreto Federal de 4 de junho daquele ano. O Estado de São Paulo também oficializou a data com a promulgação da Lei nº 14.462, de 25 de maio de 2011.

Do que se trata a LGBTfobia

LGBTfobia é o termo usado para descrever o sentimento de ódio ou repulsa por pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais e homens trans. A atitude se revela em forma de preconceito ou discriminação, explícita ou velada, e que deve ser combatida, para que se forme uma sociedade baseada na tolerância e no respeito ao próximo, independentemente da sua orientação sexual e/ou identidade de gênero.

O  objetivo da data também é estimular a conscientização sobre a importância da criminalização da LGBTfobia. Agora, a discriminação ou preconceito LGBTfóbico é crime inafiançável e imprescritível. Para falar sobre o assunto, foi entrevistado o coordenador municipal de Políticas para a População LGBTI, Ricardo Dias:

- Como você avalia a importância do 17 de maio para as políticas públicas em prol da população LGBTI+?

- É de suma importância, pois ainda precisamos lutar incessantemente contra a LGBTfobia. Essa data deve ainda ser celebrada como um marco nas conquistas de direitos para a população LGBTI.

- Enquanto coordenador, como vê a atual situação de violência contra esse público e, em especial, contra a população trans?

- É lamentável e triste vermos nos dias de hoje a população LGBTI, em especial a população trans, sofrer tanta discriminação e violência. Preconceito que continua enraizado na sociedade. Após anos de luta, ainda vemos um cenário nada favorável na inclusão social dessas pessoas, que precisam ter seus direitos respeitados.

- Conte um pouco sobre o Transcidadania. Como funciona o programa? Quais os resultados obtidos por ele?

- O programa Transcidadania foi criado por meio de um Decreto Municipal (POT) pelo qual as beneficiárias recebem uma bolsa auxilio e, em contrapartida, devem estar devidamente matriculadas na rede regular de ensino, além de participar de oficinas complementares. Tem como objetivo o crescimento educacional para que elas possam ser encaminhadas para o mercado de trabalho. 

- Qual mensagem gostaria de deixar para a população LGBTI?

- Acredito que toda a população LGBTI deve manter-se unida, sempre lutando pelos seus direitos e procurando se fortalecer, para ser respeitada. 

Documentário

Na plataforma SPCine Play está disponível, gratuitamente, o documentário “São Paulo em Hi-Fi”, do diretor Lufe StefFen. A obra mostra como a cena LGBT evoluiu ao longo dos anos, principalmente entre as décadas de 60 e final dos 80.

São histórias de vida de personagens da comunidade como escritores, artistas plásticos, jornalistas, e militantes, entre outros. Confira:  https://www.looke.com.br/filmes/sao-paulo-em-hi-fi

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