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Covid-19: entenda a diferença entre os testes para detectar o vírus

Rápidos ou sorológicos, eles podem identificar a presença do vírus e de anticorpos

De Secretaria Especial de Comunicação

Tosse, dor de cabeça, coriza, febre alta, dificuldade para respirar. Em tempos de pandemia, esse conjunto de sintomas pode sinalizar a infecção por coronavírus. Mas como saber se realmente é covid-19? Procurando atendimento médico e testando. Para cada manifestação de sintomas ou estágio da doença há indicação de um tipo diferente de testagem.

O teste rápido de covid-19 é um exame capaz de detectar a presença de anticorpos (IgM e IgG) produzidos pelas células de defesa do corpo humano contra o coronavírus SARS-COV-2. Para realizá-lo, basta a coleta de uma gota de sangue.

Recomendados para pessoas que apresentem os sintomas da doença, os testes rápidos têm esse nome por serem de fácil execução e não necessitarem de outros equipamentos de apoio (como os usados em laboratórios), além de conseguirem dar o resultado entre 10 e 30 minutos.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os testes rápidos para anticorpos se diferenciam entre si quanto às limitações do produto, ao limite de detecção, ao desempenho esperado e ao tempo de leitura.

E é válido lembrar que a aplicação do teste e a interpretação dos resultados devem ser feitas por profissional de saúde habilitado e capacitado, e que o teste rápido não é recomendado para pessoas assintomáticas.

O teste para anticorpos (IgM e IgG) é indicado para exames a partir de pelo menos oito dias após o início dos sintomas. A utilização de testes rápidos antes desse período pode levar a resultados negativos mesmo nas pessoas que possuem o vírus e produziram anticorpos, sendo, portanto, um resultado “falso negativo”.

O que é IgM e IgG?

IgM é a molécula de imunoglobulina formada rapidamente no corpo logo após o primeiro contato com uma infecção. Parte dela a organização do ataque inicial do corpo para combatê-la. Essa molécula tem como característica uma vida curta, não fica muito tempo no organismo.

Já a IgG leva mais tempo para ser formada e é a responsável por impedir uma reinfecção. É o nosso exército de proteção e defesa, responsável em reconhecer agente causador de uma doença e impedir que ele entre em combate com nosso corpo.

Como a produção de anticorpos aumenta a cada dia a partir do início da infecção pelo vírus, é preciso que haja uma quantidade mínima de anticorpos que o teste consiga detectar. Este período entre o início dos sintomas e a detecção dos anticorpos em exames é chamado de janela imunológica.

Sorologia

Também realizado com amostras de sangue, o exame sorológico é capaz de detectar a presença de anticorpos (IgA, IgM e IgG), que são produzidos pelas células de defesa do corpo humano contra o coronavírus SARS-COV-2 após o contato com vírus.

Também é recomendado para pessoas que apresentem sintomas como tosse, dor de cabeça, coriza, febre alta e dificuldade para respirar e tal qual o teste rápido, a imunocromatografia para anticorpos (IgM e IgG) é indicada para exames a partir de pelo menos oito dias após o início dos sintomas.

RT-PCR

O teste de RT-PCR para covid-19 é realizado em amostras de muco nasal e saliva, coletadas em swabs (hastes longas que se parecem com cotonetes), que detecta a presença do antígeno (material genético do vírus SARS-COV-2). O exame feito na mucosa do nariz e da boca do paciente é considerado o padrão ouro para a detecção da covid-19.

Esse tipo de teste se baseia na detecção de fragmentos do material genético do vírus e revela se a pessoa está doente no momento da realização do exame, mas não detecta contágios passados.

A recomendação é que o teste RT-PCR seja feito entre o terceiro e o décimo dia de início dos sintomas no paciente, bem como nas pessoas que tiveram contato com pacientes com covid-19 confirmados dentro deste período.

O período é importante porque a partir do terceiro dia de sintomas o vírus já se replicou e já existe material genético em quantidade suficiente para ser detectado pelo teste. Após dez dias, a quantidade de material genético do vírus começa a diminuir no organismo.

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