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Coronavírus: Máscaras cirúrgicas devem ser priorizadas aos profissionais da saúde

Conheça também os principais cuidados com máscaras feitas em casa

De Secretaria Especial de Comunicação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta semana um guia atualizado com orientações sobre a utilização de máscaras durante a pandemia do covid-19 (doença provocada pelo novo coronavírus). Aqui no Brasil, o Ministério da Saúde recomendou o uso de máscaras caseiras para as pessoas que precisam se deslocar pelas cidades e que não apresentam os sintomas de gripes ou resfriado, medida que vem sendo adotada por muitos moradores da cidade de São Paulo.  A OMS também voltou a reforçar que as máscaras cirúrgicas e respiradores, como N95, devem ser priorizadas para profissionais de saúde e pacientes infectados.

O vice-diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa, abordou o tema nesta terça-feira (7), durante coletiva de imprensa virtual. Segundo ele, a ciência mostra que o uso de máscaras cirúrgicas é recomendável para pessoas que apresentam sintomas e aquelas que estão cuidando de um paciente com COVID-19, além dos profissionais de saúde.

“Quando adotamos uma recomendação, precisamos examinar a ciência por trás dessa recomendação e a viabilidade dela. Alguns países têm recomendado o uso de máscaras caseiras, feitas com panos. Não temos evidências científicas fortes de que isso terá um papel importante na redução da velocidade de transmissão. Porém, em algumas semanas, com muitos países fazendo esse tipo de recomendação, poderemos ter estudos para mostrar qual o efeito dessas medidas”, destacou Barbosa.

O guia elaborado pela OMS também ressalta que pode haver vantagens e desvantagens no uso da máscara por pessoas sem sintomas. Entre os riscos potenciais estão a auto-contaminação, que pode ocorrer quando a pessoa toca e reutiliza uma máscara contaminada, além de possíveis dificuldades respiratórias e uma falsa sensação de segurança, que pode fazer com que as pessoas deixem de adotar outras medidas mais efetivas, como a falta de distanciamento físico e a falta de higiene com as mãos.

Já uma das possíveis vantagens apontadas é a redução do risco potencial de transmissão de uma pessoa que foi infectada e está no período pré-sintomático (antes do aparecimento de sintomas como tosse seca e febre).

“A população precisa manter todas as outras medidas, como lavar as mãos, cobrir a tosse e o espirro, evitar contato próximo com outras pessoas. Se você estiver usando [máscaras caseiras], não se esqueça de todas as outras medidas, porque para elas temos 100% de certeza de que protegerão contra a transmissão da COVID-19”, reforçou o vice-diretor.

Por isso é importante que a população conheça instruções claras sobre quais máscaras usar, quando e como. 

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