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Conheça os quatro “As” para afastar pragas urbanas

Divisão de Vigilância de Zoonoses segue ciclo de ações para manter a cidade livre de animais sinantrópicos

De Secretaria Especial de Comunicação

Baratas, moscas, mosquitos, pombos, pernilongos, escorpiões, ratos, cobras... A lista de animais sinantrópicos e pragas urbanas é extensa e o trabalho da Divisão de Vigilância de Zoonoses (DVZ) da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA) na capital é intenso.

A estratégia para afastar esses animais e deixar a população livre de doenças é feita de “Quatro As”: Água, Acesso, Abrigo e Alimentação. É preciso acabar com a Água (parada ou suja, ela propicia a proliferação de mosquitos), o Acesso a lugares onde esses animais possam invadir e se instalar; o Abrigo, que permite a sua multiplicação, e a Alimentação, que nutre ao ser e a toda a sua cadeia.

Para a população, as regras são simples: não jogar lixo na rua, espaços públicos ou em lugares inadequados, ter cuidado com os restos de alimentos e armazenar adequadamente itens in natura, não acumular objetos e entulhos nos quintais ou dispensá-los a céu aberto, evitar mato alto, fechar vãos e frestas em muros, paredes, telhados, ou não deixar água parada ou acumulada.

Também é preciso redobrar cuidados na estiagem e no verão, que acelera o ciclo de vida desses animais. Principalmente dos mosquitos e baratas, por exemplo.

Combate aos mosquitos no Rio Pinheiros é uma atividade permanente
Desde 2004, a COVISA é responsável pelo monitoramento e controle de mosquitos Culex quinquefasciatus no canal do Rio Pinheiros. A Prefeitura mantém in loco uma equipe fixa da DVZ com 10 profissionais (biólogos, veterinários e agentes de endemias) no programa de controle do culex. Atualmente, devido a esse trabalho constante e rigoroso, os níveis de infestação têm se mantido baixos.

Em toda a extensão do rio são 67 pontos de monitoramento. Na rotina de cuidados, numa semana é feita a aplicação de larvicida biológico e na semana seguinte, o monitoramento propriamente dito. Uma caminhonete percorre diariamente as duas margens do rio e uma nova embarcação está em processo de compra.

Mas além do leito e margens do Pinheiros, há um trabalho integrado entre as 27 UVIS unidades de Vigilância em Saúde e as Subprefeituras.

“Existe um comitê articulado, a sub faz a limpeza das áreas urbanas de entorno e a DVZ, o tratamento permanente”, explica o diretor da Divisão de Vigilância de Zoonoses, Wernner Santos Garcia.

De acordo com Garcia, quando os níveis de infestação não tolerados são detectados, medidas de controle com aplicação de larvicida, inseticida são tomadas. Do mesmo modo, sempre que são constatadas condições ambientais favoráveis a proliferação de mosquitos nesses locais (vegetação alta, presença de lixo, vegetação marginal ou aquática) as subprefeituras são comunicadas formalmente para proceder com os serviços de zeladoria.

No caso do Rio Pinheiros, a roçagem da vegetação marginal, a remoção de lixo e vegetação aquática são condições determinantes para controlar as infestações por mosquitos Culex quinquefasciatus. Desde 2018, o sistema de monitoramento tem indicado baixa ou ausência de infestação em quase todos os pontos de pesquisa larvária e de mosquito adulto.

Wernner Garcia revela que, mesmo com a pandemia, o trabalho dos agentes e do laboratório da Coordenadoria de Controle de Zoonoses (CCZ) não foi interrompido. A recusa às visitas domiciliares aumentou, mas o trabalho educativo foi intensificado.

O diretor da DVZ ressalta que a colaboração da população é fundamental para o trabalho e controle das pragas urbanas. Ao encontrar um animal sinantrópico, a UBS ou unidade mais próxima da Vigilância Sanitária deve ser comunicada. Assim, é possível mapear e combater o problema.

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