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Conheça o Arquivo Histórico de São Paulo

De Secretaria Especial de Comunicação

O Arquivo Histórico de São Paulo foi ampliado nesta quarta-feira (15). Sua sede funcionará agora na Torre da Memória, prédio vizinho ao Edifício Ramos de Azevedo, onde até então estavam abrigados todos documentos com valor histórico produzidos ou adquiridos pela administração pública da capital desde o período colonial. Essa documentação será transferida de um prédio a outro gradualmente. Os equipamentos estão localizados na praça Coronel Fernando Prestes, no Bom Retiro, zona central da cidade.

Oficialmente fundado no início do século XX, o Arquivo Histórico de São Paulo é atualmente um departamento da Secretaria Municipal de Cultura responsável pela conservação, guarda permanente, identificação, ordenação e divulgação dos documentos produzidos e acumulados pela Prefeitura de São Paulo desde meados do século XVI até a primeira metade do século XX - até 1936, mais precisamente. 

Periodicamente, todos os documentos produzidos pela Prefeitura de São Paulo são enviados a um outro arquivo, uma espécie de depósito, o Arquivo Geral de Processos, localizado na região do Piqueri, zona norte da capital. Esse local reúne hoje cerca de 20 milhões de documentos. Cabe ao Arquivo Histórico o processamento do material, que é restaurado e catalogado, com a criação de uma grade de pesquisa mais avançada, uma inteligência mais profunda sobre toda a documentação produzida pela administração municipal.

"São Paulo tem muito a oferecer. A história de São Paulo tem muito a ensinar a nós próprios, que precisamos resgatar essa história para nos entendermos melhor, mas também a outras metrópoles menores, que podem se valer da história de São Paulo para redirecionar o seu futuro, a partir do passado da cidade”, afirmou o prefeito Fernando Haddad, durante a inauguração da Torre da Memória.

Para Haddad, mais do que uma ação de governo, a ampliação do Arquivo Histórico é uma ação de Estado. "Essa é uma obrigação de todo gestor público, de investir parte do orçamento na recuperação da memória da cidade, sobretudo quando temos uma cidade tão apaixonante quanto São Paulo. Precisamos arquivar justamente para dar às gerações futuras a oportunidade de conhecer a nossa história e os pontos de inflexões que essa história sofreu ao longo dos anos", disse. 

O secretário municipal de Cultura, Nabil Bonduki, concorda. "Uma política de acervos é absolutamente importante para que a gente possa registrar a história da cidade, guardar a sua identidade, sua memória. Uma cidade que não tem passado não tem futuro", pontuou.

O novo prédio abriga ainda a nova Biblioteca Flávio de Carvalho, que contém o acervo do Núcleo de Apoio Bibliográfico, antes igualmente armazenado na sede do Arquivo Histórico e que agora totaliza oito mil itens, pois somará o acervo bibliográfico do Museu da Cidade, com itens sobre artes visuais e arquitetura. A biblioteca agregará milhares de livros, revistas, hemeroteca com recortes de jornais e revistas de grande circulação.


Acervo
O acervo do Arquivo é reconhecidamente de valor probatório e histórico-cultural. A instituição tem cerca de dois mil metros lineares de documentos textuais, iconográficos e sonoros. Há manuscritos, fotografias, mapas e plantas, livros, periódicos, folhetos, teses, certidões. As Atas da Câmara de Santo André da Borda do Campo (1555/1558),  consideradas os documentos mais antigos da América Latina, estão nessa lista. 

"O acervo é composto, em grande parte, pela produção da administração pública. Temos documentos desde 1560, os documentos mais antigos da cidade de São Paulo, de sua fundação. É um fundo que conta a história, fundamentalmente, da arquitetura, do urbanismo e das políticas públicas da cidade de São Paulo", destacou Afonso Luz, diretor do Arquivo Histórico.

Entre a documentação recolhida e processada, há os papéis produzidos pela Câmara Municipal de São Paulo, órgão responsável pela administração municipal desde o século XVI até a proclamação da República, em 1889. O conjunto é de alta relevância por representar a memória político-administrativa da cidade nesse período, mostrando sua transformação urbana, social, econômica e política. Atualmente, as informações acerca do acervo estão no sistema online da rede municipal de bibliotecas públicas

O Arquivo Histórico possui ainda um acervo fotográfico que merece destaque. São cerca de 5 mil fotografias, entre álbuns, montagens, positivos e negativos simples, que acompanham e complementam os fundos documentais existentes. Parte deste acervo pode ser consultado pela internet

Há ainda uma base de dados com cerca de 65 mil registros referentes aos logradouros públicos do município de São Paulo, entre ruas, avenidas, praças, viadutos e outros.


Consultas presenciais
Qualquer cidadão, desde que respeite as regras abaixo, pode ter acesso aos materiais arquivados. Para isso, ele deve se dirigir à Sala de Consultas do AHSP e requisitar os documentos de seu interesse. A equipe de servidores oferece orientação quanto aos acervos disponíveis em função das demandas dos consulentes, auxilia no manuseio dos instrumentos de pesquisa (inventários, índices, catálogos em papel e em meio eletrônico) e nos procedimentos para a requisição dos documentos.

Essa equipe também encaminha os pedidos de cópias e certidões às unidades competentes, intermediando todos os contatos necessários com as áreas de guarda, tratamento e conservação do acervo às quais os usuários não têm acesso.


Horários para ingresso e consulta ao acervo
Horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 9 às 17h.
 Horário limite para ingresso: 16h30.
 O pesquisador terá acesso aos documentos escritos, iconográficos, cartográficos e bibliográficos.
 Horário limite para leitura de documentos: 16h45.


Objetos proibidos na Sala de Consultas
Não é permitida a entrada de objetos que possam causar danos aos documentos e instalações, comprometer a segurança do acervo ou perturbar o silêncio, tais como:



  •  Alimentos e bebidas;

  •  Canetas, líquidos corretores, cortadores de papel e assemelhados; 

  •  Bolsas, pastas, embrulhos, sacolas, valises, malas e guarda-chuva; 

  •  Livros, revistas, jornais, folhetos, fotografias, mapas, plantas, gravuras, microfilmes e  assemelhados; 

  •  Copiadoras portáteis, scanners; 

  •  Telefones celulares.


 
Objetos permitidos na Sala de Consultas



  •  Lápis ou lapiseira;

  •  Borracha;

  •  Apontamentos de pesquisa;

  •  Papel para anotação;

  •  Porta-nota de pequenas dimensões, talão de cheques, cartões de crédito e seus documentos de identificação pessoal (carteira de identidade ou passaporte).


 


Permissão para utilização de outros objetos
A eventual entrada de quaisquer materiais de utilização imprescindível à realização de pesquisas, tais como computadores portáteis, câmeras e outros equipamentos fotográficos, dependerá de autorização prévia da supervisão da Sala de Consultas, por escrito, em formulário próprio. É permitido fotografar o material pesquisado somente com  autorização da seção responsável, atendendo aos seus procedimentos e sem o uso do flash.


Visitas guiadas
Nas visitas guiadas, o visitante é levado a conhecer as dependências do edifício Ramos de Azevedo, com destaque para os belos vitrais executados pela Casa Conrado, que iluminam os lances de escadas confeccionados pelo Liceu de Artes e Ofícios.

Visitas técnicas também são realizadas, destinadas aos estudantes das áreas de biblioteconomia, arquivística e história. Nelas são enfatizados aspectos referentes à estrutura organizacional do Arquivo e à documentação por ele custodiada.

Para realizar um agendamento, basta enviar um e-mail para educativoarq@prefeitura.sp.gov.br.   




Imagens para download:
Crédito: Cesar Ogata/Secom


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