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Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres recebe obras de ampliação

Unidade receberá novos recintos, área para quarentena e corredores de voo para assistência dos animais

De Secretaria Especial de Comunicação

Em funcionamento desde 2014, o Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres (CeMaCAS) já atendeu mais de 85 mil animais vitimados, em situação de abandono e maus tratos ou apreendidos do tráfico ilegal. O número crescente de animais atendidos, abrigados e reabilitados, associado ao surto da Febre Amarela, ocorrido nos últimos anos, levou a Prefeitura de São Paulo a ampliar e modernizar o equipamento.

Serão construídos três novos recintos de treino de voo, um espaço para filhotes, corredor de voo para reabilitação de aves, um complexo e oito recintos móveis para quarentena e a manutenção completa de toda a estrutura já existente no local.

A automação da rede de abastecimento de água do Parque Anhanguera (onde o CeMaCAS está localizado) também receberá aproximadamente R$660.000,00 de aplicações em melhorias, com previsão de licitação em 2019, além dos R$ 2.749.468,38 destinados ao Sistema de Tratamento de Efluentes, totalizando o investimento de quase R$4.787.000,00.

A reforma também contemplará investimentos para a conservação do Parque Anhanguera, considerado o maior Parque Urbano da capital. A readequação das quadras, campos de futebol, playground, churrasqueiras e bebedouros (orçados em R$1.206.701,43 e advindos do Fundo Municipal de Saneamento Ambiental e Infraestrutura – FMSAI) está em processo de contratação de melhorias.

CeMaCAS
O CeMaCAS faz parte da Divisão de Fauna Silvestre, que presta atendimento às diversas espécies de animais silvestres que vivem na cidade de São Paulo. O local possui uma infraestrutura de viveiros e recintos de grande porte, voltados especificamente para a reabilitação dos animais atendidos.

Muitos animais chegam precisando de cuidados especiais, por danos à saúde ou mesmo por problemas de comportamento, como dificuldades para caçar ou por serem muito dóceis com humanos. Por isso a necessidade de um programa sofisticado de reeducação, desenvolvido pelas equipes do CeMaCAS.

Após a alta clínica, os animais são avaliados quanto às suas condições físicas e comportamentais, fatores de grande importância para a sua destinação. O foco das atividades de reabilitação está relacionado à reintegração do animal à natureza, entretanto alguns animais por não estarem aptos a soltura, necessitam de processos específicos de reabilitação.

As atividades de reabilitação visam à recuperação da anatomia, das funções e do comportamento dos animais, seja para a soltura ou para a sua adaptação à suas novas condições de sobrevivência. É comum que aves que passaram por longos períodos em cativeiro necessitem de exercícios para voltar a voar adequadamente. Outra situação muito comum é a perda da habilidade de caça dos animais de cativeiro. Para isso são aplicadas várias técnicas para que os animais tenham uma rápida recuperação de seus hábitos originais. 

Panorama
Desmatamentos, incêndios, queimadas, obras de infraestrutura e ocupações irregulares fazem com que o CeMaCAS bata recorde de atendimento a cada ano.

Entre novembro de 1991 e 10 de maio de 2019, 85.200 animais silvestres chegaram com vida e receberam o devido amparo na cidade de São Paulo. Destes, 44.037 mantiveram-se vivos, o que representa mais de 50% de êxito nos tratamentos e 50% foram reabilitados e soltos.

As ocorrências mais comuns são relacionadas aos impactos do crescimento urbano, como eletrocussão, atropelamentos, cortes por linha de pipa e o resgate de filhotes por munícipes. Nos últimos anos, o número de animais recebidos mais que dobrou. Foram 4.164 em 2014, 5.079 em 2015, 4.950 em 2016, 6.460 em 2017 e 8.599 em 2018.

Dos quase 30 mil animais que chegaram ao CeMaCAS, 5.333 vieram de apreensões policiais direcionadas ao tráfico. Em 2014 foram 554 entregues pelas forças policiais e em 2018 o número chegou a 2.207.

 Aves como garças, corujas e sabiás representam 73% dos casos. Mamíferos, como gambás e macacos são 22% e répteis, representados por lagarto teiú e serpentes, outros 5%.  

Animais silvestres apreendidos são pouco mais de 25% dos animais recebidos do número geral, com 20.489 casos. E as aves correspondem ao expressivo número de 19.651, ou a 96% das apreensões de espécies como trinca ferro, coleirinhos, sabiá, tico-tico, arara e papagaio.

Parque Anhanguera
No ano de 2018, o número de animais acolhidos chegou a 8.599 - superior aos 6.642 atendimentos de todo o ano anterior. A obra receberá o investimento de R$1.377.00,00,00 e tem previsão de início no final do mês de maio.

 

 Atendimento
O Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres (CeMaCAS), no Parque Anhanguera e a unidade do Viveiro Manequinho Lopes, no Parque Ibirapuera, possuem técnicos responsáveis por receber as solicitações de resgate, identificar as espécies e atender os animais quando preciso.

Os animais silvestres que necessitam de atendimento veterinário podem ser encaminhados para atendimento veterinário em qualquer uma das unidades.

O recebimento de animais silvestres na unidade do Ibirapuera funciona de segunda a quinta-feira, das 8h às 16h, e às sextas-feiras, das 8h às 12h.

No CeMaCAS, o funcionamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, aos sábados e domingos, das 8h às 14h, e feriados, das 8h às 12h.

Os telefones de plantão para informar o encontro de animais silvestres em risco são 3885-6669 e 97348-0627 (Whatsapp) durante a semana e 3918-7192 aos finais de semana, mas a remoção de animais silvestres encontrados pela população também pode ser feita pelo atendimento da Guarda Civil Ambiental, acionada pelo telefone 153.

 

 

 

 

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