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Com isolamento social em 48%, autoridades voltam a pedir para que população fique em casa

Índice registrado pelo Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP) acende um sinal vermelho para a baixa adesão da capital, podendo impactar ainda mais a economia

De Secretaria Especial de Comunicação

De acordo com os dados registrados pelo Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP), do Governo de São Paulo, o percentual de isolamento social na cidade de São Paulo na última terça-feira (28) foi de apenas 48%.  Autoridades mundiais de saúde são unânimes em afirmar que o distanciamento entre as pessoas é a melhor maneira de evitar a contaminação pela covid-19 (doença provocada pelo coronavírus). Durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (29), no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado, médicos e autoridades voltaram a destacar a importância do isolamento social para que não haja um colapso na saúde, seja a rede municipal, filantrópica ou particular.

“Se as pessoas relaxarem no isolamento, todo mundo vai ficar doente ao mesmo tempo e nós, mesmo com este esforço para a criação de leitos na cidade, não vamos conseguir atender a população. A possibilidade de salvar vidas cai drasticamente. Você tratar de uma pessoa com coronavírus aumenta exponencialmente a possibilidade de ela passar pela doença e, se nós deixarmos de tratar, certamente vão explodir os números de óbitos aqui em São Paulo”, disse o prefeito Bruno Covas.

O prefeito também voltou a pedir a colaboração das pessoas. “Nós sabemos que não é fácil, não é simples e reconhecemos o esforço da população. Ainda assim, com o número baixo de 48%, estamos falando de cerca de seis milhões de pessoas que estão aderindo. Estão atendendo e ficando dentro de casa, mas é preciso aumentar esse número para que não tenhamos em São Paulo as imagens que temos visto em outras cidades”, alertou o prefeito.

A implantação da quarentena segue orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), Ministério da Saúde e do Centro de Contingência do coronavírus de São Paulo, formado por epidemiologistas, cientistas, pesquisadores, infectologistas e virologistas, sob a coordenação do médico David Uip.

Com o baixo índice de isolamento da capital, todo esforço que a Prefeitura e o Governo do Estado têm feito para a ampliação do número de leitos poderá ser comprometido  e a quarentena deverá continuar. O governador João Doria afirmou que o índice registrado não é um número bom e representa um alerta à população, sobretudo da capital de São Paulo, que é o epicentro do epicentro do coronavírus no estado e no país. Por este motivo, a quarentena poderá perdurar ainda mais na cidade.

“Com uma taxa de isolamento de 48% eu não preciso sequer perguntar aos integrantes do Comitê [de Contingência do Coronavírus]. Não há a menor condição de flexibilização do isolamento e, evidentemente, com os riscos de colapso do atendimento nos hospitais na capital e na região metropolitana. Se as pessoas que vivem na capital e na região metropolitana querem sair do isolamento, se vocês querem ter uma nova fase no isolamento, colaborem e contribuam para isso, sobretudo com a proteção da sua saúde e da sua vida, fique em casa”, disse o governador João Doria.

Vale destacar que este plano do governo estadual para retomada gradual do distanciamento social, será baseado em critérios como:

  • A estabilidade e o declínio do número de óbitos
  • Variação epidemiológica
  • Capacidade de todo o estado na resposta aos doentes graves e que necessitam de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) 
  • Efetividade do distanciamento social

 

O prefeito Bruno Covas também chamou a atenção para o número de mortes pela doença na capital. “Apenas para mostrar a gravidade da situação, na sexta-feira passada o fato de atingirmos mil mortes na cidade de São Paulo fez com que decretássemos luto oficial por três dias na cidade, no sábado, no domingo e na segunda. Na segunda-feira, esse índice já tinha atingido 1.337 mortes na cidade de São Paulo, um crescimento de 30% em apenas três dias”, disse Covas.

Por este motivo, o respeito ao isolamento social é fundamental para conter avanço da doença e preservar toda a rede de saúde (seja ela pública, filantrópica ou particular). No último boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foram registrados, até as 15h de terça-feira (28), 15.213 casos confirmados e 1.337 óbitos pela doença registrados até 27/04. Outros 57.931 casos e 1.693 óbitos estão em investigação.   

SIMI-SP
A central de inteligência analisa os dados de telefonia móvel para indicar tendências de deslocamento e apontar a eficácia das medidas de isolamento social. Com isso, é possível apontar em quais regiões a adesão à quarentena é maior e em quais as campanhas de conscientização precisam ser intensificadas, inclusive com apoio das prefeituras.

O SIMI-SP é viabilizado por meio de acordo com as operadoras de telefonia Vivo, Claro, Oi e TIM para que o Governo de São Paulo possa consultar informações agregadas sobre deslocamento no Estado. As informações são aglutinadas e anonimizadas sem desrespeitar a privacidade de cada usuário. Os dados de georreferenciamento servem para aprimorar as medidas de isolamento social para enfrentamento ao coronavírus.

 

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