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Castração evita doenças e prolonga a vida dos animais de estimação

Cirurgia evita até câncer e também impacta na rotina da cidade ao frear a propagação de animais abandonados na rua

De Secretaria Especial de Comunicação

Ainda que não seja muito falada, a castração é uma medida muito importante para manter a saúde dos animais de estimação. As fêmeas, quando esterelizadas, ficam menos expostas a infecções uterinas como a piometra, uma doença silenciosa no útero que pode levar à morte, e também não entram mais no cio, poupando seus donos de lidar com os períodos de sangramento e demais transtornos com outros cães.

Já nos machos, a castração reduz a probabilidade de problemas de próstata e do câncer de testículo, além de diminuir significativamente a necessidade de marcar território pela urina. Para os bichinhos com comportamentos mais agressivos, há chances de a intervenção cirúrgica torná-lo mais dócil e assim facilitar a interação com os humanos.

Além disso, castrar é um ato de amor e de responsabilidade não só individual, mas também coletiva, uma vez que previne ninhadas indesejadas e, por tabela, o abandono em vias públicas (que pode desencadear diversos problemas sanitários) e os maus-tratos.

Mitos e verdades da castração

Existem algumas mentiras em torno do processo de castração que precisam ser desfeitas. A primeira delas se refere ao sofrimento dos animais. É importante dizer que eles não sofrem quando são castrados. Na cirurgia, eles recebem anestesia geral e o procedimento é rápido e simples, mas deve ser feito exclusivamente por um médico veterinário.

Outro mito é que a castração faz o animal engordar. Ainda que o ganho de peso não esteja diretamente ligado ao procedimento cirúrgico, é possível que ele se torne obeso por estar menos ativo depois da castração. E, por fim, o macho castrado não perde a masculinidade, apenas deixa de ter o instinto de reprodução e reduz a demarcação de território.

Vale lembrar que todos os pets podem ser submetidos à castração, basta apenas que estejam saudáveis, devidamente vermifugados e com as primeiras doses de vacina em dia.

Para isso, desde 2001, a Prefeitura de São Paulo oferece o Programa Permanente de Controle Reprodutivo de Cães e Gatos. Nesses anos de atuação, mais de 1,1 milhão de animais foram esterilizados a partir de cirurgias. Os atendimentos são feitos através de clínicas contratadas ou por meio de mutirões, geralmente realizados em regiões periféricas. Estima-se que mais de 90 mil animais sejam castrados por ano.

Atendimento online

Devido à pandemia de Covid-19, os mutirões realizados pela Coordenadoria de Saúde e Proteção ao Animal Doméstico (Cosap) da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS) em escolas e pelos castramóveis foram suspensos para evitar aglomerações, mas o serviço não parou. A Prefeitura implantou um atendimento online para os interessados solicitarem a castração.

Também de forma online no Portal 156, é possível obter o Termo de Encaminhamento para castrar seus animais em uma das clínicas contratadas pela Prefeitura de São Paulo. Em 2020, mesmo no contexto da pandemia, o município castrou mais de 58 mil animais.

Além dos serviços de adoção e castração, a Cosap voltou sua atenção para os animais em situação de vulnerabilidade. Foram arrecadadas e doadas 14 toneladas de ração para alimentar cães e gatos dos territórios indígenas e da população de rua da capital.

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