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Carnaval de Rua de São Paulo reúne 15 milhões de pessoas

Número superou em 1 milhão o do ano passado

De Secretaria Especial de Comunicação

O Carnaval de Rua de São Paulo, promovido pela Prefeitura do município, foi um grande sucesso e levou 15 milhões de pessoas para se divertirem nas vias da cidade acompanhando os 678 desfiles dos 575 blocos que participaram da festa. Entre os dias 14 de fevereiro e 1º de março, incluindo pré-carnaval, carnaval e pós-carnaval, ritmos como samba, axé, funk, pagode e paródias, além das tradicionais marchinhas do período governado pelo Rei Momo, fizeram a alegria dos foliões. O número superou o público do carnaval do ano passado, que reuniu 14 milhões de pessoas.

“A cidade de São Paulo agora também é sinônimo de Carnaval com atração de investimento e retorno financeiro para os mais variados setores da economia: hospedagem, gastronomia, lazer, economia criativa e comércio de forma geral. Solidificamos uma importante estratégia para geração de emprego e renda.”, enfatiza o prefeito Bruno Covas, que completa: “A festa cresceu e amadureceu com organização, planejamento e respeito a todos que querem ou não participar da folia.”

Segundo o secretário de Cultura, Alexandre Youssef, o carnaval conquistou a alma do paulistano. Projetando nas ruas toda a diversidade e o multiculturalismo de São Paulo. "Foi o movimento social que iniciou o processo de ocupação do espaço público pelas pessoas, combatendo a ideia da cidade cinza”, explica ele. “O grande destaque desse ano foi a descentralização, nunca antes vista, com desfiles em todas as 32 subprefeituras e com muito público em todos. O Carnaval de rua venceu e isso não tem mais volta", conclui.

Saúde

A Prefeitura informa, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que do dia 15 de fevereiro (pré-carnaval) até a manhã desta segunda-feira (dia 2), foram realizados 3.831 atendimentos durante os desfiles dos blocos pela cidade.

A taxa de resolutividade dos postos médicos foi de 100%. Somente da área médica foram 550 profissionais de saúde envolvidos a cada dia. Durante o evento, a população contou com assistência em 18 postos médicos e 100 ambulâncias por dia. Apenas 127 casos de maior complexidade necessitaram de remoção para os hospitais.

Programa Municipal de DST/Aids

O trabalho de prevenção da Saúde também esteve presente nos principais blocos durante os dias de carnaval. Agentes de prevenção distribuíram camisinhas masculinas (externas) e femininas (internas) e sachês de gel lubrificante gratuitamente aos foliões. Os estoques de preservativos nos 32 terminais de ônibus municipais e nas cerca de 40 estações do metrô também foram reforçados durante os dias de folia.

A campanha “Camisinha na Folia” teve início ainda em janeiro, quando as equipes estiveram nos ensaios das Escolas de Samba de São Paulo. Ao todo, dois milhões de insumos foram colocados à disposição.

Houve também uma ação inédita da Prefeitura, com a divulgação dos endereços das unidades municipais de saúde que disponibilizam a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) ao HIV. A PEP é indicada tanto para casos de violência sexual e de relações consensuais em que a camisinha sair, romper ou não for usada. Ela precisa ser iniciada em até 72 horas após a situação de risco, de preferência nas duas primeiras horas.

"Não é Não"

Por meio das secretarias municipais de Direitos Humanos e Cidadania e Cultura, houve um total de 42.900 abordagens com aplicação das tatuagens e adesivos da campanha de sensibilização contra o assédio "Não é Não".

Entre os dias 15 de fevereiro e 1° de março, a equipe das Tendas de Acolhimento – formada por psicólogas, advogadas, assistentes sociais e voluntárias - realizou 18.950 atendimentos. Deste total, 400 foram atendimentos de vítimas de agressão, 270 de assédio, 115 de racismo, 332 de crianças desaparecidas e 115 casos de LGBTQfobia. Em 25% dos casos foram feitos registros de ocorrência policial com a vítima sendo assistida pela equipe de acolhimento durante todo o processo.

Dos 332 casos de menores sem a companhia do responsável, 327 foram solucionados no próprio dia e 5 foram encaminhados aos cuidados do Conselho Tutelar. Outros atendimentos foram realizados para outros fins, retirada de preservativos, pedidos de informação e atendimento a pessoas alcoolizadas.

Quanto às ações dos Anjos do Carnaval e encaminhamento para as Tendas de Acolhimento, no pré-Carnaval (15 e 16) foram 50 abordagens, no dia 23 houve 27 atendimentos nas tendas sem encaminhamentos mais graves, apenas de orientação aos foliões. No dia 24, foram 17 atendimentos levados à tenda e intermediados pelos Anjos e, no dia 25, foram 10 atendimentos. No total: 104 atendimentos dos Anjos. Foram distribuídas 101 pulseirinhas de identificação infantil em todo o período de carnaval.

A ação feita por meio de parceria com o site Catraca Livre e UGT - Sindicato dos Comerciários, teve como objetivo conscientizar e prevenir o assédio no Carnaval, por meio da sensibilização da população.

Em outra frente de trabalho, nos quatro dias de carnaval, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Coordenação de Promoção da Igualdade Racial da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, distribuiu 7.500 leques e 3.100 adesivos da campanha de sensibilização #RacismoNão! BlackfaceNão!

Assistência Social

A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social intensificou as ações no período do carnaval pela equipe de orientadores socioeducativos dos Serviços Especializados de Abordagem Social (SEAS).

Os orientadores socioeducativos abordaram 748 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil e exploração sexual. Destas, 118 crianças abordadas, no pré-carnaval. No período de 21 a 25 de fevereiro, 470 e no pós-carnaval, 160 crianças abordadas.

A atuação foi por meio da busca ativa, nas regiões onde ocorreram os desfiles, identificando a incidência de trabalho infantil. Além da conscientização nesta época, o trabalho é realizado diariamente durante todo o ano por mais de 30 SEAS.

Limpeza

Após oito dias de folia no carnaval de São Paulo, a Prefeitura, por meio da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) coletou 663,7 toneladas de resíduos, somando os desfiles de rua e Sambódromo do Anhembi. Ao todo, foram mobilizados 3.363 funcionários, entre varredores, motoristas, cooperados, coletores e fiscais, intercalados por turnos. Todos os resíduos secos coletados durante o período foram enviados para as duas Centrais Mecanizadas de Triagem da capital (Ponte Pequena e Carolina Maria de Jesus), a fim de reciclar o máximo possível.     

Para o descarte correto dos resíduos nas vias e no sambódromo, os foliões contaram com 2.705 equipamentos como Pontos de Entrega Voluntárias (PEV’s), cestos aramados, papeleiras e contêineres, além de 355 caminhões (frota) para coleta. Já na lavagem das vias, foi utilizado cerca de 4.625 m³ de água de reúso e 12.130 litros de desinfetante.

Do total coletado, 63,2 toneladas correspondem aos cinco dias de desfile no Sambódromo do Anhembi. A coleta faz parte de uma operação especial de limpeza que inclui 229 agentes, sendo 169 varredores e 60 cooperados, 45 equipamentos e 35 veículos (frota). A equipe realizou a limpeza da avenida entre os intervalos das escolas de samba, além da limpeza ao entorno do sambódromo.

Duas cooperativas habilitadas na Amlurb, Central Tietê e Rainha da Reciclagem, coletaram os materiais recicláveis nas arquibancadas, quiosques e camarotes no sambódromo do Anhembi, durante os quatro dias de desfile. Todo material recolhido será comercializado pelas cooperativas, que ficaram com 100% do lucro.

O trabalho com as cooperativas também foi para as ruas. Além dos resíduos serem enviados para as Centrais Mecanizadas, a Prefeitura fechou uma parceria com a iniciativa privada para mobilizar catadores formais e informais a coletarem recicláveis durantes os bloquinhos. Como resultado, participaram da ação mais de 1.200 catadores e foram coletadas 56,8 toneladas de recicláveis durante o carnaval de São Paulo. Todos os catadores receberam remuneração diária por dia trabalhado e também receberam pelos recicláveis coletados na hora (preço/kg).

Campanha educativa

Para descartar corretamente os materiais recicláveis durante os blocos de rua e no sambódromo do Anhembi, os foliões contaram com 292 Pontos de Entrega Voluntária (PEV’s) com frases educativas inspiradas em famosas marchinhas de carnaval.

Os equipamentos possuem três mensagens educativas: “Eí, você aí, joga o seu reciclável aqui! ”, “Ó abre alas, que minha latinha vou reciclar! ” e “Alô Folião! Embalagem no chão, não! ”.

Comércio irregular

Desde o pré-carnaval, aconteceram 10.252 apreensões de mercadorias do comércio irregular e foram aplicadas 199 multas a pessoas flagradas urinando nas ruas.

Ações do documento

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