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Capital registra índice de isolamento social de 54%

Número registrado no último domingo (10) representa um pequeno avanço para a cidade. Recomendação é para que seja atingida a marca mínima de 55%

De Secretaria Especial de Comunicação

Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP), do Governo de São Paulo, apontou que a cidade de São Paulo registrou o percentual de 54% de isolamento social no último domingo (10). O número representa um pequeno avanço para adesão da capital, mas o ideal é que chegue a pelo menos 55%, de acordo com especialistas. Uma baixa adesão da cidade pode impactar ainda mais a economia, já que a quarentena poderá continuar enquanto os índices de transmissão da covid-19 (doença provocada pelo novo coronavírus) não diminuírem na cidade.

“Vamos nos manter firmes nesta decisão e nesta posição de priorizar vidas. É absolutamente certo que as medidas de saúde sejam prioritárias no nosso governo, assim como em vários outros governos estaduais. Não deixaremos de ficar atentos as medidas econômicas que preservem o emprego e a economia, mas a ordem prioritária é salvar vidas, dar proteção aos mais pobres e mais humildes”, disse o governador João Doria.

O respeito ao isolamento social é fundamental para conter avanço da doença e preservar toda a rede de saúde (seja ela pública, filantrópica ou particular).  Com o baixo índice de isolamento da capital, todo esforço que a Prefeitura e o Governo do Estado têm feito para a ampliação do número de leitos será em vão e a quarentena deverá continuar enquanto a situação não estiver controlada. 

No último boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foram registrados 28.027 casos confirmados e 2.268 óbitos pela doença na capital. Outros 109.207 casos e 2.750 óbitos estão em investigação. Por isso que as pessoas devem colaborar ficando dentro de casa.

A implantação da quarentena segue orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), Ministério da Saúde e do Centro de Contingência do coronavírus de São Paulo, formado por epidemiologistas, cientistas, pesquisadores, infectologistas e virologistas, sob a coordenação do médico David Uip. Atualmente, o plano para a retomada gradual do distanciamento social, feito pelo governo estadual, será baseado em critérios como:

  • A estabilidade e o declínio do número de óbitos
  • Variação epidemiológica
  • Capacidade de todo o estado na resposta aos doentes graves e que necessitam de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) 
  • Efetividade do distanciamento social

 

Questionado sobre uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) sobre a evolução dos casos, o secretário estadual de Saúde, José Herique Germann, afirmou: “Se nós não voltarmos a ter uma taxa de isolamento acima de 55% e perto de 60%, nós teremos uma possibilidade grande de ter 400 mil casos [no estado] até dia 5 de junho e um número de óbitos dobrando neste período. Este é um cenário que foi estabelecido em determinadas condições. É uma projeção de uma série de condicionantes para cada tipo de estudo feito”.

O coordenador interino do Centro de Contingência do Coronavírus, Dimas Covas, concordou: “Essa pesquisa corrobora, de certa forma, com a projeção que apresentamos na sexta-feira, onde para o dia 31 pelo menos 55% de isolamento social nós teríamos de 9 a 10 mil mortes e até cem mil casos. Isso está dentro da projeção feita pelo Centro de Contingências e o modelo utilizado foi muito parecido”.

 

SIMI-SP 
A central de inteligência analisa os dados de telefonia móvel para indicar tendências de deslocamento e apontar a eficácia das medidas de isolamento social. Com isso, é possível apontar em quais regiões a adesão à quarentena é maior e em quais as campanhas de conscientização precisam ser intensificadas, inclusive com apoio das prefeituras. 

 

O SIMI-SP é viabilizado por meio de acordo com as operadoras de telefonia Vivo, Claro, Oi e TIM para que o Governo de São Paulo possa consultar informações agregadas sobre deslocamento no Estado. As informações são aglutinadas e anonimizadas sem desrespeitar a privacidade de cada usuário. Os dados de georreferenciamento servem para aprimorar as medidas de isolamento social para enfrentamento ao coronavírus.

 

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