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Quarta-feira, 6 de Maio de 2020 | Horário: 13:23
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Capital registra índice de isolamento social de 48%

Número registrado na última terça-feira (5) representa um sinal vermelho para a baixa adesão da cidade

Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP), do Governo de São Paulo, apontou que a cidade de São Paulo registrou o percentual de 48% de isolamento social na última terça-feira (5). O número representa um sinal vermelho para a baixa adesão da capital, podendo impactar ainda mais a economia, já que a quarentena poderá continuar enquanto os índices de transmissão da covid-19 (doença provocada pelo novo coronavírus) não diminuírem na cidade.

Durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (6), na sede da Prefeitura de São Paulo, o prefeito Bruno Covas não descartou o lockdown na cidade, que é suspensão de todas as atividades comerciais e a proibição do tráfego de pessoas e veículos, com exceção dos serviços considerados essenciais, como saúde.

“Nós estamos fazendo de tudo para poder restringir a circulação de pessoas e aumentar o índice das pessoas que ficam dentro de casa. Todos os dias avaliamos os erros e acertos deste processo”, disse Covas, que continuou: “se apenas estivesse nas ruas quem faz parte dos serviços essenciais, nós não teríamos o trânsito que estamos assistindo pela cidade. Quem está travando e atrapalhando o trânsito pela cidade são aqueles que ainda não entenderam o recado", completou Covas.

O respeito ao isolamento social é fundamental para conter avanço da doença e preservar toda a rede de saúde (seja ela pública, filantrópica ou particular).  Com o baixo índice de isolamento da capital, todo esforço que a Prefeitura e o Governo do Estado têm feito para a ampliação do número de leitos será em vão e a quarentena deverá continuar. 

“Qualquer situação que altere o achatamento da curva ou pico depende de um afastamento (social) mínimo de 50%. Como todos sabem, o Centro de Contingência acompanha esta evolução diariamente. Estamos vendo, de um lado, o relaxamento do isolamento e, de outro lado, uma necessidade, pela velocidade de novos infectados, de aumentarmos essa taxa de isolamento para acima de 55%. O distanciamento social é a única arma que nós temos. Por isso, é fundamental que a população continue se sacrificando”, disse o médico infectologista e coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus, David Uip.

No último boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foram registrados 22.249 casos confirmados e 1.832 óbitos pela doença na capital. Outros 87.871 casos e 2.251 óbitos estão em investigação. Por isso que as pessoas devem colaborar ficando dentro de casa.

“Ficar em casa significa se salvar, para que não haja exposição e não seja mais um caso confirmado na cidade de São Paulo. Isso vai passar, nós vamos vencer, mas precisamos tomar muito cuidado”, disse o secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann.

A implantação da quarentena segue orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), Ministério da Saúde e do Centro de Contingência do coronavírus de São Paulo, formado por epidemiologistas, cientistas, pesquisadores, infectologistas e virologistas, sob a coordenação do médico David Uip. Atualmente, o plano para a retomada gradual do distanciamento social, feito pelo governo estadual, será baseado em critérios como:

  • A estabilidade e o declínio do número de óbitos
  • Variação epidemiológica
  • Capacidade de todo o estado na resposta aos doentes graves e que necessitam de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) 
  • Efetividade do distanciamento social

 

De acordo com esses números, o governador João Doria destacou que a capital e a região metropolitana continuam sendo o epicentro desta gravíssima crise de saúde no país. “Nenhuma medida de flexibilização de isolamento social será adotada no estado se não tivermos a média entre 50 e 60%. Infelizmente não estamos alcançando esta média”, disse o governador, que decretou luto oficial a partir de amanhã pelos mais de três mil mortos no estado.

 

 

SIMI-SP 
A central de inteligência analisa os dados de telefonia móvel para indicar tendências de deslocamento e apontar a eficácia das medidas de isolamento social. Com isso, é possível apontar em quais regiões a adesão à quarentena é maior e em quais as campanhas de conscientização precisam ser intensificadas, inclusive com apoio das prefeituras. 

O SIMI-SP é viabilizado por meio de acordo com as operadoras de telefonia Vivo, Claro, Oi e TIM para que o Governo de São Paulo possa consultar informações agregadas sobre deslocamento no Estado. As informações são aglutinadas e anonimizadas sem desrespeitar a privacidade de cada usuário. Os dados de georreferenciamento servem para aprimorar as medidas de isolamento social para enfrentamento ao coronavírus.

 

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