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Capital registra índice de isolamento social de 48%

Número registrado na última segunda-feira (4) representa um sinal vermelho para a baixa adesão da cidade

De Secretaria Especial de Comunicação

Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP), do Governo de São Paulo, apontou que a cidade de São Paulo registrou o percentual de 48% de isolamento social na última segunda-feira (4). O número representa um sinal vermelho para a baixa adesão da capital, podendo impactar ainda mais a economia, já que a quarentena poderá continuar enquanto os índices de transmissão da covid-19 (doença provocada pelo novo coronavírus) não diminuírem na cidade.

O respeito ao isolamento social é fundamental para conter avanço da doença e preservar toda a rede de saúde (seja ela pública, filantrópica ou particular).  Com o baixo índice de isolamento da capital, todo esforço que a Prefeitura e o Governo do Estado têm feito para a ampliação do número de leitos será em vão e a quarentena deverá continuar. 

“Não é possível trabalhar com esse número. O número mínimo de 50% constantemente não vem sendo atingido. Nós precisamos melhorar isso todos os dias e nós teremos enormes dificuldades no prazo de um mês se esse número não for superior a 50%”, disse o médico infectologista e coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em SP, David Uip, se referindo aos leitos disponíveis em toda a rede, especialmente os de UTI.

No último boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foram registrados 20.848 casos confirmados e 1.775 óbitos pela doença na capital. Outros 82.579 casos e 2.142 óbitos estão em investigação. Por isso que as pessoas devem colaborar ficando dentro de casa.

“É claro que o isolamento é muito chato, todos nós estamos vivendo isso, é muito difícil e nós sempre agradecemos muito a população, mas todos precisam estar convencidos que esta é a única forma de darmos conta da assistência aos pacientes”, afirmou Uip.

A implantação da quarentena segue orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), Ministério da Saúde e do Centro de Contingência do coronavírus de São Paulo, formado por epidemiologistas, cientistas, pesquisadores, infectologistas e virologistas, sob a coordenação do médico David Uip. Atualmente, o plano para a retomada gradual do distanciamento social, feito pelo governo estadual, será baseado em critérios como:

  • A estabilidade e o declínio do número de óbitos
  • Variação epidemiológica
  • Capacidade de todo o estado na resposta aos doentes graves e que necessitam de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) 
  • Efetividade do distanciamento social

“Nós temos que manter essa taxa acima de 50% e o ideal é que seja acima de 60%”, disse o médico e secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann

 

SIMI-SP 
A central de inteligência analisa os dados de telefonia móvel para indicar tendências de deslocamento e apontar a eficácia das medidas de isolamento social. Com isso, é possível apontar em quais regiões a adesão à quarentena é maior e em quais as campanhas de conscientização precisam ser intensificadas, inclusive com apoio das prefeituras. 

O SIMI-SP é viabilizado por meio de acordo com as operadoras de telefonia Vivo, Claro, Oi e TIM para que o Governo de São Paulo possa consultar informações agregadas sobre deslocamento no Estado. As informações são aglutinadas e anonimizadas sem desrespeitar a privacidade de cada usuário. Os dados de georreferenciamento servem para aprimorar as medidas de isolamento social para enfrentamento ao coronavírus.

Quarentena
Conforme projeção do Instituto Butantan, centro de pesquisas biomédicas vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, a quarentena pode evitar 166 mil óbitos em todo o Estado de São Paulo, além de 630 mil hospitalizações e 168 mil internações em UTIsClique aqui e saiba mais

 

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