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Capital prorroga quarentena até dia 10 de maio

Medida será publicada no Diário Oficial da Cidade. Ação estende fechamento de comércio e serviços não essenciais para reforçar o isolamento social nos 645 municípios do Estado de São Paulo, conforme determinação do governo do Estado.

De Secretaria Especial de Comunicação

A quarentena contra o coronavírus será prorrogada. Em coletiva de imprensa realizada no Palácio dos Bandeirantes nesta sexta-feira (17), o governador João Doria anunciou a extensão da quarentena em todos os 645 municípios do Estado de São Paulo até o dia 10 de maio. Na capital paulista, a extensão da quarentena será publicada neste sábado no Diário Oficial da Cidade. O prefeito Bruno Covas, presente na coletiva, explicou as novas medidas que serão adotadas na capital paulista.

"A Prefeitura continua trabalhando sem parar, baseada na ciência e em critérios técnicos. Por isso, também insistimos: fiquem em casa". disse o prefeito Bruno Covas, que continuou: "A Prefeitura apoia a decisão do Governo do Estado de prorrogar as restrições de circulação da população. Temos que continuar firmes e permanecer em casa. É muito importante diminuir ainda mais a circulação de pessoas aqui  na cidade de São Paulo", disse Covas.

A medida mantém o fechamento de comércio e serviços não essenciais para reforçar o isolamento social e reduzir a circulação de pessoas ante o crescimento de casos e de mortes pela covid-19.

“A atitude responsável do Governo do Estado de São Paulo é pela prorrogação desta quarentena e evitar o colapso no atendimento da saúde pública e privada. São Paulo acredita na ciência e nos médicos”, afirmou Doria. “Para reabrir o comércio e os serviços, nós precisamos controlar melhor a contaminação e ter o sistema de saúde em condições de atendimento para salvar vidas”, completou o governador.

A restrição de acesso a estabelecimentos comerciais e o veto a eventos públicos ou privados com aglomerações está em vigor desde o dia 24 de março. Esta é a segunda vez que o Governo de São Paulo  e a Prefeitura da capital determinam a prorrogação da quarentena, para reduzir a velocidade de contágio do coronavírus e permitir que o sistema de saúde mantenha a capacidade de atendimento nas redes pública e privada.

De acordo como o coordenador do Centro de Contingência do coronavírus em São Paulo, o médico infectologista David Uip, a decisão do grupo de 15 especialistas em medicina e ciência foi unânime pela prorrogação da quarentena.

“A manutenção (da quarentena) é absolutamente fundamental, tanto do ponto de vista da área metropolitana da capital como os da Baixada Santista e do interior. Há a falsa impressão que a doença se limita à Grande São Paulo”, disse Uip. “As medidas atuais são efetivas e estão adequadas para este momento”, acrescentou.

Nos últimos dias, o número de casos de contaminação pelo coronavírus aumentou a pressão sobre os hospitais públicos e privados, principalmente na rede privada. A taxa de ocupação de leitos de UTI já alcança 60% nas regiões metropolitanas da capital, litoral e interior. Algumas unidades da Secretaria Municipal de Saúde já atuam perto do limite de atendimento.

"O vírus está se espalhando. Já temos vítimas em todos os bairros e regiões da capital. Estamos abrindo novos leitos quase todos os dias. Ontem, mais 561 leitos foram entregues no Hospital de Campanha do Anhembi, mas, mesmo assim, os nossos hospitais já estão ficando lotados. Apesar de todo o esforço que a Prefeitura está fazendo para a criação de novas vagas, nada vai adiantar se a população não seguir as medidas recomendáveis. Agora, tem que ser todo mundo em casa pelo bem de todo mundo. Logo vamos passar por essa fase e a vida vai retornar ao seu rumo", enfatizou Bruno Covas.

No período de um mês, desde o primeiro registro de morte provocada pelo coronavírus em São Paulo, o Estado registrou 11.568 casos confirmados de covid-19 e 853 mortos pela doença. A cidade de São Paulo é o epicentro das contaminações por coronavírus no estado. 

Outro sinal de alerta para a extensão da quarentena foi a queda do índice de isolamento social, tanto na média estadual como na medição específica da capital. Na última quinta (16), o Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP), operado em parceria entre operadoras de telefonia móvel e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da USP, ambos os índices atingiram apenas 49% – a taxa considerada ideal é de 70%.

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