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Banco de Alimentos: Prefeitura bate recorde e doa 388 toneladas no mês de abril

Qualquer pessoa, física ou jurídica, empresa ou órgão público pode se tornar um doador

De Secretaria Especial de Comunicação

Em decorrência da pandemia do coronavírus, parte da população paulistana perdeu sua renda e muitas vezes está em casa sem poder comprar alimentos para a refeição de crianças e idosos. Neste momento, o sentimento de solidariedade vem ganhando cada vez mais força entre empresas, entidades e órgãos públicos, que ampliaram fortemente a doação de alimentos e itens de higiene para o Banco de Alimentos da Prefeitura de São Paulo.

Administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, o Banco de Alimentos registrou em abril o seu recorde histórico de arrecadações e doações. Foram doadas 388 toneladas, valor 14,8% maior que as doações realizadas durante todo o ano de 2019.

“Quando o isolamento social iniciou e percebemos que muitas pessoas precisariam do apoio do Banco de Alimentos, readequamos nossas equipes e enviamos novos funcionários para trabalhar no local, que está contribuindo para a alimentação de mais de 80 mil pessoas por mês”, explica a secretária de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Aline Cardoso.

Ao todo, foram doadas em abril 11.444 cestas básicas e 184 toneladas em alimentos diversos, que foram destinadas às entidades assistenciais cadastradas no Banco de Alimentos, que distribuem os produtos ou preparam as refeições para a população mais vulnerável da cidade de São Paulo.

“As empresas têm papel fundamental no trabalho do Banco e Alimentos, mas entidades e órgãos públicos passaram a destinar parte dos seus estoques para que fizéssemos a logística de doação. No local, recebemos diversos itens como arroz, feijão, farinha, macarrão, biscoitos, mas também produtos perecíveis como lacticínios, refrigerados, frutas, legumes e verduras. Todos são cadastrados, analisados, separados e distribuídos diariamente”, destaca Aline Cardoso.

Com a paralização das aulas da rede pública de ensino, a Secretaria Municipal de Educação disponibilizou mais de 126 toneladas de mantimentos que iriam para as escolas e creches municipais. A cooperativa de produtores rurais e agricultura familiar Coopafarga destinou 38 toneladas de frutas, legumes, verduras, hortaliças e alimentos não perecíveis.

No setor privado, o Grupo Carrefour disponibilizou nove toneladas de produtos que antes seriam comercializados pela rede em suas lojas físicas. A rede Sonda, o Ceagesp e a empresa Dr. Oetker também participaram, contribuindo com pouco mais de duas toneladas. A doação inclui pacotes de arroz, feijão, óleo de cozinha e enlatados.

Já nove toneladas foram arrecadadas em feiras livres pelo programa Combate ao Desperdício e à Perda de Alimentos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. As equipes do programa continuam atuando nas feiras livres coletando frutas, legumes e verduras que estão em boas condições de consumo, mas que seriam descartadas por não possuir valor comercial.

Cestas básicas

O Banco de Alimentos recebeu em abril 12,1 mil cestas básicas, que vieram de empesas privadas que já são doadoras do programa da Prefeitura e intensificaram sua contribuição neste momento de crise. Desse total, 11,4 mil unidades já foram encaminhadas para as entidades assistenciais, responsáveis pela distribuição das cestas básicas para a população. As 600 cestas restantes foram doadas no início de maio.

Entre os doares estão o Grupo Farmacêutico Roche, com 5 mil unidades, a Construtora Tenda, que ofereceu 3 mil cestas básicas; o Grupo União São Paulo participou com 3 mil cestas; e o Grupo Carrefour, que completou a corrente de solidariedade com 1,1 mil cestas.

“O Banco de Alimentos sempre trabalhou com alimentos diversos, fazendo a seleção e distribuição, por isso contamos inclusive com nutricionistas na equipe, mas neste momento de pandemia do coronavírus passamos a receber cestas básicas, algo inédito para nós até agora. Como o mais importante neste momento é ajudar quem está passando fome, estamos também realizando a gestão de distribuição dessas cestas”, explica a coordenadora de Segurança Alimentar e Nutricional da Secretaria, Celia Alas.

As cestas básicas são compostas por alimentos perecíveis como arroz, feijão, açúcar, biscoitos, farinha, dentre outros. Parte delas também contam com itens de higiene pessoal com pasta de dente, sabonetes e papel higiênico.

Regiões mais atingidas pela covid-19

O distrito de Brasilândia é um dos que mais sofre com o contágio e mortes causadas pelo coronavírus na cidade de São Paulo. Por isso, o Banco de Alimentos está direcionando boa parte das doações para as associações e entidades a região, que recebeu em abril 30 toneladas.

Também na Zona Norte, outro distrito que possui altos índices de contágio da doença é Sapopemba, que recebeu mais de 10 toneladas de produtos sortidos e cestas básicas do Banco de Alimentos.

Saiba como doar

Qualquer pessoa, física ou jurídica, empresa ou órgão público pode se tornar um doador. O Banco de Alimentos está localizado na Rua Sobral Júnior, 264 - Vila Maria / zona norte, disponível de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h. Saiba mais no link: www.prefeitura.sp.gov.br/bancodealimentos

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