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Ações de prevenção à febre amarela são intensificadas na Zona Norte

Nebulização realizada na região do Horto Florestal atingiu cerca de 3.700 imóveis em área com população estimada em 9.361 pessoas

De Secretaria Especial de Comunicação

Além da vacinação preventiva contra a febre amarela na Zona Norte, as equipes das Supervisões de Vigilância em Saúde (Suvis) intensificaram as ações de controle vetorial do mosquito Aedes Aegypti em imóveis que margeiam a área da mata dos parques Horto Florestal e Anhanguera, na Zona Norte.

“Nós pedimos para que a população continue com as ações de combate ao mosquito, que já é feita há muito tempo contra a dengue, a zika e a chikungunya. É exatamente o mesmo mosquito e a população de São Paulo respondeu adequadamente. Este ano tivemos poucos casos porque houve uma colaboração da população para controlar o mosquito, identificando os criadouros dentro das nossas casas”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Wilson Pollara.

Até o momento, na região do Horto Florestal foi realizada a nebulização de aproximadamente 3.700 imóveis em uma área com população estimada em 9.361 pessoas. A medida foi tomada após um macaco da espécie Bugio-ruivo (Alouatta clamitans) ter sido encontrado morto no Parque do Horto e os exames laboratoriais feitos no primata terem confirmado febre amarela.

A partir desta confirmação, a Suvis Santana iniciou o bloqueio de criadouros visitando os moradores da região, casa a casa, para orientar a população, identificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes Aegypti, potencial transmissor da febre amarela urbana, entre outras doenças. Na maioria dos casos, os criadouros do mosquito estão dentro das residências.

“Estamos definindo as estratégias para que o Aedes Aegypti não volte a ser transmissor da febre amarela, o que não ocorre desde a década de 1940”, explica o coordenador do programa municipal de Vigilância e Controle de Arboviroses da capital, Eduardo de Mais.

A Vigilância também realizou o bloqueio de nebulização nos imóveis localizados em um raio de 300 metros a partir da lateral esquerda do Parque Horto Florestal, bem próximo do local onde o macaco morto foi encontrado. Ao longo da semana, foram intensificadas as ações nas demais regiões de entorno do parque. Essas ações também foram iniciadas nos imóveis do entorno do Parque Anhanguera.

Os agentes estão em atuação diariamente e as visitas para eliminação de criadouros acontecem até às 17h. A aplicação de inseticida pode ser estendida até as 19h.

“A atuação proativa da população neste trabalho é fundamental na eliminação de possíveis criadouros para o mosquito, como água parada em vasos, recipientes e caixas d’água”, disse Pollara.

Vale lembrar que assim como as pessoas, os primatas são vítimas dos mosquitos Haemagogus Sabethes, encontrados na zona de mata que costumam circular em copas de árvores, local de repouso preferido dos primatas. Quando eles são infectados e chegam a morrer, indicando que existe a circulação do vírus no local. Os primatas da cidade estão sendo monitorados e notificados pela Divisão de Fauna (DEPAVE-3) da Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA), responsável pela saúde dos animais silvestres do município.

“Por enquanto nós não encontramos nenhum macaco com indício de que tenha sido morto pela população. Nós estamos alertas para essa possibilidade e, por isso, em conjunto com a Guarda Civil Metropolitana estamos monitorando as áreas com os primatas para evitar este crime ambiental”, disse a diretora de Fauna Silvestre da SVMA, Juliana Summa. Quem encontrar um animal silvestre sendo maltratado pode denunciar pelos telefones 3885-6669 ou 153 (Guarda Civil Ambiental). Os mesmos telefones podem ser acionados para a retirada de animais silvestres encontrados mortos.